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Entrevistado: Robertinho
Por: Daniel Cohen (03/09/2002)

Foram mais de duas horas. Um longo e agradável papo em sua aconchegante residência, na Barra da Tijuca. Ele e sua família me receberam muito bem. Fizeram questão, inclusive, de me servir algo para beber. Durante a entrevista, o nosso ex-técnico Robertinho mostrou ter qualidades humanas, às vezes raras em sua profissão, tais como ética, sinceridade e transparência. Ele sabe que ainda tem uma longa trajetória como treinador. Robertinho já recebeu propostas de times da Série A, B e até do exterior, devendo estar num novo clube em breve, mas seu grande sonho é voltar para o Fluminense, seu clube de coração, um dia. Leia a seguir a entrevista que foi feita, de acordo com o entrevistado, exclusivamente para a Sempre Flu.

Entrevista com Robertinho, ex-técnico do Fluminense


Sempre Flu - Você acha que certos jogadores do elenco atual se uniram, fizeram uma panelinha contra o seu trabalho e jogaram de corpo-mole para você cair?

Robertinho - Eu prefiro não comentar sobre esse assunto. Situações parecidas a essa foram levadas à diretoria. Então, prefiro não tornar nada disso público.

SF - Você lançou jovens, como Zé Carlos, Carlos Alberto, Fábio Cordeiro e Célio. Você acredita que eles foram queimados junto à torcida ou ainda têm muito a dar ao clube?

R - Pelo contrário. O trabalho deu certo. O Fluminense mostrou aos seus torcedores como se faz craques em casa. O processo é de reformulação. Para que ele seja totalmente executado, alguns atletas que já estão há muito tempo no clube tem que dar lugar a estes jovens, até porque alguns já perderam a motivação e também dificulta o nível salarial quando o momento não é compatível à realidade do clube. Isso tem que ser feito o mais rápido possível para estes atletas poderem vingar. Eu fui o responsável e muito corajoso ao fazer isso, mesmo contrariando a vontade de alguns que só trabalham a base de empresário, o que não é o meu caso.

SF - Qual o maior câncer do Fluminense hoje em dia: o grupo de jogadores antigos e, para mim, perdedores, como Yan, Roni, Fernando Diniz, Flávio, entre outros, ou os corneteiros que adoram bajular e dar as suas cavadinhas com empresários, como você comentou comigo certa vez?

R - Um pouco de cada coisa. Alguns atletas estão lá há muito tempo e estacionaram, pararam de produzir. Eles têm que dar lugar aos jovens, que são de muito talento, até superior a alguns que estão lá sem jogar e ganhando muito. O próprio clube idealizou isso e eu fui o homem encarregado para executar tal situação. Fico triste porque eu seria o comandante disto, mas alguns atletas não quiserem entender isso pela própria ameaça da situação e a dinâmica do mercado. Os jovens são o verdadeiro patrimônio do clube para o futuro, visando reaver todo o investimento feito neles.

SF - Você comentou sobre jovens. Sei que Malzoni não foi revelado em Xerém, mas ele é jovem e por que não jogou contigo?

R - Na posição dele tive a volta do Marco Brito, mais experiente, e o Roni, um jogador caro para o clube. Também tem o Magno Alves, que está numa fase melhor. O Malzoni enfrentou uma disputa e eu não poderia ter tantos atacantes. Eu tinha que escolher e optei pelo mais experiente. O Malzoni terá que esperar a sua oportunidade. Ele tem contrato de um ano com o clube e também é muito jovem.

SF - Você indicou o zagueiro Dimitri, do interior paulista. Ele chegou a vir?

R - Eu pedi o Dimitri porque o Maurício não se recuperou. Só tínhamos o César e o Zé Carlos. Nós precisávamos de um zagueiro e ele estava disponível. Eu indiquei, seria uma ótima aquisição, mas, infelizmente, ele não pôde ficar.

SF - Por que o Fluminense não tem conseguido se impor fora de casa, parecendo até um time pequeno?

R - O maior obstáculo que tive sempre foram as lesões. O Beto veio a meu pedido porque o Fluminense tem uma carência muito grande nas finalizações. Só quem fazia isso era o Roger e não tinha ninguém do meio que chuta em gol. Fizemos uma ótima estréia contra o Cruzeiro. Daí veio lesão, expulsão e acarretou um baixo rendimento fora de casa. Idealizei uma formação, não pude contar com ela e havia limitações. Com isso, o rendimento não foi o esperado. Também passaram a marcar muito mais depois que ganhamos do Cruzeiro e Grêmio. Vieram sempre para anular o Romário e o Beto.

SF - Qual foi o seu momento mais complicado sob o comando do Fluminense: o polêmico empate contra o Bangu na semifinal do Estadual, a derrota para o Palmeiras no dia do Centenário ou o empate contra o Santos, em casa, conseguido no último minuto?

R - O mais difícil foi o empate contra o Santos. Tínhamos o time totalmente desfalcado e sem previsão do retorno dos titulares. Ali fiquei em apuros em peças de reposição. Foi o momento mais crítico da equipe que idealizei. Sai do Fluminense sem perder dentro de casa e não sofri nenhuma goleada. Acho que minha saída foi injusta por causa daquilo que fiz dentro do clube, do que projetei e dos resultados. Quem vai sofrer com isso são os jovens. Eu, David Fischel e seu filho Marcelo idealizamos algo, mas o projeto foi interrompido. Lamento porque quem vai pagar o preço disso é a Instituição.

SF - Qual é a solução até o final deste Brasileiro?

R - É não deixar de colocar jovens como Fernando Henrique, Carlos Alberto, Zé Carlos e Alan. Tem que haver um equilíbrio dentro do time principal. Não é só com jogadores experientes. O Romário é um jogador fantástico para exercer isso. Com a chegada do novo treinador, o Renato Gaúcho, é importante que passem isso para ele.

SF - Provavelmente você não conseguiu escalar o time que considerava ideal, até por causa das lesões. Então, dentro do atual elenco do Fluminense, tendo todos os jogadores a disposição, 100% liberados, qual seria o seu time titular?

R - Seria Murilo; Flavio, César, Zé Carlos e Marquinhos; Marcão, Fabinho (Beto), Zada (Beto) e Fernando Diniz (Carlos Alberto); Magno Alves e Romário.

SF - Você recebia pressão, seja dos atletas ou dirigentes, para escalar determinados jogadores?

R - Isso aí nunca fez parte da minha forma de ser. Quem pensou e tentou fazer isso sentiu uma grande barreira. Comigo não tem chance, inclusive quando houve o episódio com o Fernando. Houve uma falta de respeito naquele momento em relação à hierarquia e uma precipitação. Foi mantida a hierarquia e ele não ficou nem no banco. Depois foi revisto, houve uma conversa, acertamos as normas e voltamos a viver normalmente. Ali não é o homem. É o treinador e o atleta. Foi colocado isso bem claro e seguimos sem ressentimentos, não deixando nenhuma margem de dúvida. Treinador é treinador e atleta é atleta.

SF - Vi o Régis no último jogo do São Paulo e ele atuou muito bem, ao contrário do que fez nos últimos jogos no Fluminense. Você acha que ele saiu do Fluminense por um problema apenas com o clube ou contigo também?

R - Nunca tive problema com o Régis, nem particular com nenhum atleta. Apenas algumas posturas de alguns atletas não condiziam e poderiam ser melhores em função da própria filosofia que o clube pretendia colocar em prática. Eu era o encarregado e não foi entendido ou não quiseram entender. Todo atleta e treinador devem ser profissionais. Temos que trabalhar dentro daquilo que nosso empregador quer em sua produção e é com isso que sempre trabalhei. Eu sempre deixei claro, mesmo que contrariasse a vaidade de alguém, que tinha de funcionar desse jeito porque o clube quer assim e eu vou executar. O problema do Régis foi a relação do empregador com empregado. Acho que foi salários atrasados, nada a mais do que isso.

SF - Você acredita que o fato de um jogador ganhar dez vezes mais do que um técnico, no caso você e Roni, e ele ficando no banco, pode fazer com que o atleta perca o respeito pelo treinador, o questione e não o veja como uma autoridade?

R - Nunca deixei isso acontecer, nem vou deixar. Comando é comando. Se o atleta ganha cem mil ou mil, ele tem que provar dentro de campo que faz jus a isso. Eu tenho que escalar, como sempre fiz, o melhor, independente de quem for.

SF - Você acha que algum jogador não ouvia suas instruções, não obedecendo as suas ordens dentro de campo?

R - Não percebi isso na prática. Fico sempre a beira do gramado, verificando tudo. Se tivesse acontecido, na mesma hora, iria tomar uma decisão.

SF - Acredito que a defesa é o setor mais carente do time, até porque a equipe tem levado,no mínimo, um gol por jogo. Você concorda com isso?


R - Não concordo. Quando assumi a equipe, o placar em jogos anteriores era mais dilatado e corrigi algumas falhas de cobertura do meu ponto de vista. O problema é que acabamos o Estadual, sendo campeões, com uma formação na zaga. Depois tivemos a perda do Maurício, que sob o meu comando teve a sua melhor performance no Fluminense. Estava com uma defesa que, se não era excelente tecnicamente, era objetiva e incisiva na marcação, evitando muitos lances de gol. Essa saída do Maurício fez com que eu mudasse a formação e aí não tivemos ainda um entrosamento ideal, que só ao longo dos jogos vamos conseguir. Mesmo assim perdemos por no máximo 2 a 0. Isso, agora, com a equipe desfalcada, em que não pude usar o meu quadrado. Nestes jogos, a defesa ficou vulnerável porque eu não tinha o Marcão, só tinha o Fabinho. Depois perdi até o Sidney e o Beto. Eram as pessoas que faziam o meu quadrado.

SF - Analisando os últimos jogos do Fluminense, outro grande problema é que a bola não chegava ao Romário. Como o meio pode criar algo ou armar melhor o jogo?

R - Respeito, mas discordo totalmente de quem pensou dessa forma. Os desfalques pesaram. Não temos peça de reposição para o
Beto. Não há um jogador no grupo que una força, velocidade e condução de bola. Por isso, o Beto foi contratado. Contra o Coritiba, ele voltou, mas
não estava em sua melhor condição. Quando ele jogou, o Romário foi totalmente
acionado.

SF - Até comentei isso com ele. Você não acha que o Fluminense está com muita dependência do Beto?

R - Concordo. O futebol é assim. Se pudéssemos ter dois Betos, para quando um se machucasse, o outro entrasse, seria o ideal. Eu precisava disso também.

SF - O elenco do Fluminense é limitado, então, nesta posição?

R - O Zada foi contratado e o Sidney se machucou. Foi um momento ingrato. Não concordo que a bola não chegou. Ela chegou muitas vezes, mas a marcação era muito implacável em cima do Romário.

SF - Na partida contra o Coritiba foram quase 70 passes errados. Por que o time tem errado tanto este fundamento básico no futebol?

R - Os atletas têm que assumir isso, principalmente os de meio-campo. Quando tomamos um gol de bola parada não foi falha coletiva, foi falha individual. Falha de posicionamento seria se o homem tivesse cabeceado livre, sem marcação. Destruir é muito mais fácil do que construir. Cada um tem que assumir a sua responsabilidade Se tivéssemos tomado uma goleada, como o Palmeiras ou o Cruzeiro já tomaram, seria uma falha coletiva.

SF - Em vários jogos, às vezes dentro da partida, você mudava de tática. Foram diversas. Teve 4-4-2, 4-3-3, 3-5-2, 3-4-3, qual delas é a ideal?

R - Quando eu estava com a equipe completa, ela me dava até essa condição, e todas as vezes que alterei deu resultado. A tática sempre foi adotada como estratégia daquele momento. Teve uma partida no Estadual que começamos perdendo por 1 a 0. Coloquei 4-2-4, deu certo e viramos o jogo para 2 a 1.

SF - Do Brasileiro de 2001 para o de 2002, o Fluminense perdeu quatro grandes atletas de sua espinha dorsal - André Luis, Régis, Paulo César e Roger. Você acha que caso tais jogadores continuassem, o Fluminense seria disparado o favorito para o título nacional?

R - Senti falta de só dois destes jogadores. Gostaria de ter contado com o Roger e o André Luis. Esses dois elementos seriam fundamentais e suas ausências foram sentidas.

SF - Muitos jornalistas massacraram o seu estilo de falar. Divulgaram que você fala difícil com a tal “dinâmica invertida somatória”. Você acha que isso se deve a um pré-conceito devido ao fato de ser um novo treinador no mercado ou acredita que foi mesmo mal interpretado?

R - Quem criou isso deveria lançar um livro. Jamais teria condição de falar uma frase dessas. São três palavras bonitas que juntas não formam uma frase bonita. Gostaria de saber quem foi o gênio que levantou isso porque nunca aparece e também é comumo somatório de força. Faço um desafio. Achei muito engraçado. Uma dinâmica de jogo é algo que todo treinador utiliza, inversões de jogada é algo maravilhoso para o futebol, a virada da direita para a esquerda, e o somatório de força. Quem levantou isso gostaria que provasse. Deve ter sido um engraçado que escutou alguma coisa e jogou isso. Achei legal porque me rotularam como uma pessoa de nível bom porque são três palavras que um intelectual falaria. Vi com outros olhos.

SF - Dentro destas mesmas críticas não só da imprensa como dentro do clube, como você vê as pessoas que rotularam o Robertinho como um treinador só de sorte, deixando a competência de lado?

R - Quando você faz sucesso incomoda muita gente, ainda mais quando não é envolvido com nenhum empresário. Sou envolvido com a verdade e a transparência. Não fico puxando saco de ninguém. Faço parte de uma geração nova, diferente, que tem a vitória como seu principal trunfo. Lancei jogadores como Marcelinho Paraíba, Pena, Mineiro, Sandro Hiroshi, Anaílson, Marcos Sena, todos deram certo. Muita gente não sabe ou faz questão de não lembrar disso. Foram três anos só em São Paulo depois de formado e ainda falaram que eu não tinha experiência. Depois que parei de jogar futebol, estudei e fiz curso internacional de treinador. Não trabalho no empirismo, não vivo do passado que joguei, eu me preparei. Depois de rodar o país todo tive a humildade de entrar no infantil do Fluminense. Muitos me chamaram de louco. Eu acreditei no trabalho do Fluminense e do David Fischel. Fui campeão. Montei o time com Toró, Alexandre, Juliano e Arouca. Depois organizei o juvenil. Fui campeão brasileiro e da I Copa Curitiba com este time. Em seguida subi para os juniores, que não ganhava nada também. Fomos campeões mundiais interclubes em Obendorf. Zé Carlos foi o melhor zagueiro do mundo, Fernando Henrique o melhor goleiro. Onde já se viu um zagueiro e um goleiro brasileiro serem os melhores do mundo, ainda mais na Europa? Por último fui aos profissionais. Vários treinadores que têm nome, que eu respeito, não conseguiram dar um título ao Fluminense. Eu consegui no ano do Centenário. Tenho 42 anos, sou mais velho que o Tite e não o chamam de inexperiente. E por que o Robertinho é inexperiente? Não sou inexperiente. Ganhei o Estadual, que o clube não conseguia desde 95. A competência caminha junto com quem tem sorte.


SF - Muitas pessoas ridicularizaram o fato de você julgar ser um técnico ousado. O que você pensa disso?

R - Tive o reconhecimento do doutor Francisco Horta, Luis Mendes, Gerson, Argeu Afonso, grandes jornalistas que conhecem muito o futebol. Eles reconheceram o meu talento. Não é sempre que se tira um jogador com 25 minutos do primeiro tempo (Alan no lugar de Fábio Melo), o time, perdendo, vira e vence o jogo.

SF - Até brinco com o rótulo que criei para você porque o Robertinho evitou o tetra do Flamengo como jogador em 1980 e como treinador em 2002. Será que o fato de o Estadual deste ano não ter sido forte, denominado até de Caixão, fez com que seu trabalho não fosse tão reconhecido?

R - Não. Acho que é o verdadeiro lobby que existe no futebol brasileiro. São cavadinhas de assessoria de imprensa, de empresários, alguns nem são agentes Fifa, uma séria de situações existentes que dificultam a reformulação do próprio sistema. Esta engrenagem não deixa que o Robertinho, o Jair Picerni, o Bonamigo, o Ricardo Gomes, o próprio Tite, ocupem o top de linha como treinadores porque têm méritos e já comprovaram com títulos.

SF - Você foi demitido na segunda-feira de manhã e à tarde anunciaram o Renato Gaúcho, o que foi uma surpresa para todos. Como você vê esta contratação? Será que trocaram seis por meia-dúzia?

R - Prefiro não opinar em relação a isso. Tenho hoje mais experiência do que ele, porém isso não é capaz de me consolidar na profissão. São apenas os resultados que obtive, como naquele jogo contra o Corinthians que eu precisa ganhar e venci. Veio Romário, Beto, a torcida se reergueu e o Robertinho estava ali. A apoio que o Romário me deu foi muito importante. Pegamos, talvez, o início mais difícil de toda a história dos Brasileiros. Foi uma pedreira, mas acredito que agora as coisas vão fluir. Se vencemos Cruzeiro, Grêmio, imagina agora que vem Figueirense, Goiás, que são teoricamente mais tranqüilos? Acho que o Renato tem condição a médio, longo prazo, de desenvolver o seu trabalho. Ele precisa de tempo. Tomara que tenha tranqüilidade para colocar em prática o seu trabalho. A pressão é sempre muito grande nesta profissão quando os resultados não vem.

SF - Se você continuasse no cargo de técnico do Fluminense e as pressões aumentassem cada vez mais, você suportaria?

R - Suportaria porque sou criado no Fluminense, estou lá desde os oitos anos. Sou acostumado a 180, 200 mil pessoas aplaudindo e vaiando no Maracanã.

SF - Há várias teorias conspiratórias sobre a sua saída. Uns defendem a tese da panelinha, outros são contra. Os que acreditam no corpo-mole acusam uma queda de rendimento de alguns jogadores. Os que acham isso ilusão usam como o argumento o fato de o Roni, um dos atletas da suposta “panela”, fez gols decisivos nas finais contra o Americano, no jogo contra o Corinthians e na partida contra o Santos. O que você tem a falar sobre isso?

R - Não foi verificada, por mim, este tipo de situação com nenhum atleta. Na minha visão, nenhum atleta profissional joga de má vontade, até
porque eu fui um deles e sei como é. Não quero, não vou e jamais vou citar nome de a, b ou c porque não é do meu feitio. Qualquer problema que eu detecto,passo para a diretoria. Não aceito jogador que estiver mal, jogar. Se estiver
bem, vai a lua comigo. Se estiver mal, com nome ou sem, tem que dar lugar à produção. Com relação a qualquer problema específico de a, b ou c, eu
nunca, você é testemunha, cito ou citarei nomes. Trouxe a responsabilidade para mim porque sou muito homem para assumir isso. Nunca deixei jogadorsob o meu comando vulnerável a nada, mesmo quando perdeu pênalti, esteve mal, eu sempre assumi e dei moral ao jogador. Não sou treinador traira.
Tenho o direito e a responsabilidade de quando ver um jogador mal, tirar e colocar o que tiver melhor. Jamais tornei e vou tornar pública qualquer situação porque sou ético e sempre passei para os meus superiores, no caso,
a diretoria.

SF - O Roni perdeu um pênalti decisivo sob o seu comando contra o Palmeiras. Há uma estatística de que ele bateu 11 penais em jogos do Fluminense e perdeu 7. Você acha que é falta de treinamento, nervosismo, a que deve esse baixo índice de acerto?

R - Só o atleta pode responder. Na Copa dos Campeões, quando entramos numa fase que seria necessário as cobranças de pênalti, treinamos diariamente isso. O Roni era um dos que estava executando muito bem este fundamento. Marcão, Flávio e ele eram os melhores. Magno e Marco Brito também batem bem. Tínhamos três homens definidos e o Roni era um deles. Na hora que aconteceu o pênalti, os três estavam aptos. O atleta que quer bater e tem personalidade para aquele momento assume a situação. Naquela hora quem assumiu foi o Roni. O fato de ele ter batido mal, só ele pode responder.

SF - Você conhece bem Xerém. O Fluminense está fazendo um bom trabalho por lá. O que você pensa sobre isso?

R - O Fluminense é o único clube que tem uma estrutura ideal para a formação de craques em casa. Marcelo Fischel, filho do presidente, é o homem que fica diretamente ligado aos mínimos detalhes de lá. A escolha do meu nome para praticamente coordenar toda parte técnica (infantil, juvenil, junior e profissionais) foi muito pensada antes de eles tomarem esta decisão. Eu, Pintinho, Edinho, Cléber, entre outros jogadores, fomos feitos no Fluminense e chegamos à Seleção Brasileira. Marcelo Fischel quando fez esse convite sabia de todo esse passado, inclusive de meu trabalho no interior de São Paulo. Então, deu certo.

SF - De todos os jovens de Xerém, quem você acha que vai dar alegrias à torcida?

R - Alguns já deram alegria. Isso é uma coisa delicada, depende do momento, do bom rendimento da própria equipe. O Fernando Henrique fez boas partidas contra o Madureira e o Toluca, com 18 anos. O Zé Carlos vem sendo titular e já é uma realidade. Na minha estréia, o Alan entrou e mudou o jogo. O Andrezinho, no Fla-Flu, mostrou coragem e capacidade quando entrou. Temos que entender que o futebol não pode ser feito de oito atletas jovens ao mesmo tempo. É muita responsabilidade. Os jovens têm que entrar aos poucos, com o apoio dos experientes, para poderem se consolidar. Os atletas que estão há quatro, cinco anos no clube devem dar lugar a estes jovens, que ganham pouco e precisam desta oportunidade.

SF - Você acredita que estes jovens são de uma geração vencedora, ao contrário destes atletas mais antigos no grupo, que, para mim, tem um perfil perdedor?

R - Você tocou num ponto muito importante. Essa foi a minha diferença trabalhando em Xerém. Eu aprendi no Fluminense com o doutor Francisco Horta que no clube é vencer ou vencer. O David Fischel conseguiu resgatar isso dentro do próprio clube. Isso é muito importante. Eu aprendi, me formei e tenho essa mentalidade de vencedor. Por isso ganhei os títulos. Não sou uma pessoa acomodada que acha bom apenas competir.

SF - O Toró já é um mito no Fluminense. Ele tem recebido muita cobrança. Você confia que ele tenha estrutura emocional para ser o craque que esperam?

R - O Toró não vai ser esse craque, ele já é um craque. Só cabe a quem dirige saber o momento certo e o peso ideal a ser carregado por ele para ser mostrado na hora certa todo o seu talento. Fui lançado com 17 anos no final da Máquina e fiz o gol da vitória que deu a classificação do Fluminense contra o Santos. Por que me lançaram com 17 anos e deu certo? Cheguei a Seleção Brasileira com 19 anos. Se eu for treinador daqui algum tempo do Toró, quando eu voltar para o Fluminense, porque vou voltar e tenho certeza disso, eu o lançaria na hora certa. Quando eu peguei o time da geração 86 do Fluminense, o Toró estava de centro-avante no meio dos beques. Eu não concordei. Ele tem muita técnica para ficar enfiado no meio dos beques. Ele tem que vir de trás porque pensa, idealiza, elabora a jogada. Daí, o Toró deslanchou. No futebol, quem é craque, quem é diferenciado, aparece cedo. Se você esperar que os atletas sigam todo aquele ritual de último ano de categoria, todos serão iguais. Se todos são iguais não poderia surgir o Pelé, Rivelino, Zico, Ronaldo, Roger, Romário. Só quem pode lançar é quem tem competência. Muita gente trabalha pelo Brasil e, às vezes, não tem o verdadeiro conhecimento da situação. Quem vai pagar por isso é a Instituição e o próprio futebol brasileiro. Como já pagou o pato uma geração que se escolhia pelo biotipo, preterindo a técnica de um franzino. Deveria ser priorizada a técnica para depois se fazer um trabalho de suporte físico. O Brasil não ganhou nada quando usou este pensamento.



 
ENTREVISTAS ANTERIORES:

Peter Siemsen - O ADVOGADO PETER SIEMSEN TEM 40 ANOS, É CASADO, PAI DE UM MENINO DE UM ANO E JÁ À ESPERA DO SEGUNDO FILHO. ADVOGADO DE RENOME, SÓCIO DO MAIOR E MAIS CONCEITUADO ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA DO PAÍS COM ESPECIALIZAÇÃO EM PATENTES E PROPRIEDADE INTELECTUAL, MEIO-AMBIENTE E CONTENCIOSOS. PETER ADMINISTRA UM ESCRITÓRIO COM MAIS DE 700 FUNCIONÁRIOS, E SE PROPÕE A SALVAR O FLUMINENSE DO CAMINHO DA DESTRUIÇÃO, A QUE ESTÁ SENDO LEVADO POR SUCESSIVAS E DESASTROSAS ADMINISTRAÇÕES DESDE O FIM DA ERA MANOEL SCHWARTZ, EM 1985. ACREDITA AINDA NA UNIÃO DE TODAS AS OPOSIÇÕES, E BUSCA APOIO DE GRANDES TRICOLORES QUE ESTÃO AFASTADOS DO CLUBE, COM BASE EM SUA PRÓPRIA CREDIBILIDADE PESSOAL. O CANDIDATO PROPÕE A TRANSFORMAÇÃO DO FUTEBOL EM UMA EMPRESA, COM GESTÃO SEPARADA DO CLUBE SOCIAL E DOS ESPORTES OLÍMPICOS; PROMETE SANEAR AS FINANÇAS ARRUINADAS DO FLUMINENSE; PROMETE PARCERIAS E ATÉ MESMO A CONSTRUÇÃO DE UM ESTÁDIO MODERNO E FUNCIONAL; PROMETE GARANTIR O DIREITO DE VOTO A SÓCIOS QUE MORAM EM OUTRAS CIDADES; REVITALIZAR A SEDE SOCIAL; AUMENTAR O QUADRO DE SÓCIOS. ENFIM, TORNAR O FLUMINENSE, DE NOVO, A VANGUARDA DO ESPORTE BRASILEIRO, O MAIOR CLUBE DO BRASIL, QUE FOMOS ATÉ O FINAL DOS ANOS 60. COM VOCÊS, PETER SIEMSEN: - 22/08/2107
Paulo Mozart - O EMPRESÁRIO E EXECUTIVO PAULO MOZART, PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA, É CANDIDATO A PRESIDIR O FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE, COM A PROPOSTA DE SANEAR FINANCEIRAMENTE E DEVOLVER A CREDIBILIDADE AO CLUBE DO CORAÇÃO. PAULO MOZART ESTÁ COM 60 ANOS, NASCEU EM XERÉM, QUANDO O PAI ERA EXECUTIVO DA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES, A FNM, FABRICANTE DO ANTIGO CAMINHÃO CHAMADO DE “FENEMÊ”. MOZART JÁ DIRIGIU EMPRESAS COMO A IBM E A GLOBO.COM. SUGERIMOS A LEITURA TAMBÉM DA ENTREVISTA CONCEDIDA À SEMPREFLU NO DIA 22 DE JULHO DE 2004, E QUE ESTÁ DISPONÍVEL NO LINK “ENTREVISTAS”, NO CANTO ESQUERDO DA PÁGINA INICIAL DA SEMPREFLU. O CANDIDATO É REALISTA EM SUAS PROPOSTAS, E SABE QUE EM APENAS TRÊS ANOS DE MANDATO NÃO SERÁ POSSÍVEL TRANSFORMAR O CLUBE NA POTÊNCIA QUE TODOS SONHAMOS. MAS CONSIDERA VIÁVEL DEIXAR ENCAMINHADO O PROJETO PARA REERGUER O CLUBE, E NÃO SÓ O FUTEBOL: ELE PRETENDE REVITALIZAR A SEDE SOCIAL E ATRAIR DE 12 A 15 MIL NOVOS SÓCIOS. COM A PALAVRA, PAULO MOZART: - 07/08/2007
Gustavo Marins - Candidato à Presidência do FLUMINENSE - A Sempreflu prossegue com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do Fluminense. Desta vez, entrevistamos o quinto nome a se lançar ao desafio de levar o Fluminense ao lugar devido, o de potência do futebol brasileiro, condição que o clube perdeu ao longo dos últimos 20 anos, em um penoso processo de decadência. É Gustavo Marins, 53 anos, biólogo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, com doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Paraná, casado e com dois filhos tricolores, Luísa, de 15 anos, e Guilherme, de nove. Gustavo é o autor do projeto do Centro Cultural do Fluminense, que inclui um museu com a história do clube na sede das Laranjeiras, projeto que já recebeu o certificado de mérito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Inepac) pela concepção, mas que até hoje não foi executado. Gustavo Marins é também o mais empenhado em viabilizar o projeto de construção de um estádio, uma arena multiuso e um centro de treinamento para o Fluminense, em associação com o Grupo Espírito Santo. O estádio, a arena e o hotel, depois de 30 anos, seriam inteiramente de propriedade do clube - até lá, seriam propriedade do grupo investidor, com o pleno direito de uso pelo clube, que teria 15% do aluguel das lojas, das receitas do hotel, da arena multiuso e do estacionamento, e 100% dos direitos das placas de publicidade a serem afixadas no estádio. Gustavo Marins promete também o saneamento financeiro do clube, a modernização de Xerém, a manutenção de um time forte e competitivo e a formação de um candidato à presidência da Federação de Futebol do Rio de Janeiro que acabe com a Era Caixa d´Água já nas próximas eleições da Ferj. O candidato rejeita o rótulo de "candidato da situação", sob o argumento de que colaborou com a administração David Fischel em nome do clube, com projetos e idéias, mas nunca aceitou qualquer cargo e que sempre discordou dos métodos de gestão e do pensamento pequeno que marcaram a última etapa de mandato do atual presidente. Mas, vamos às propostas e idéias de Gustavo Marins: - 25/08/2004
Paulo Mozart - Candidato a presidência do FLU - A Sempreflu, com o objetivo de manter informados torcedores e sócios do Fluminense, continua com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do clube na eleição de novembro próximo, quando poderão votar todos os que, na época, sejam sócios há um ano ou mais. Desta vez, o entrevistado é o mais recente candidato lançado, o experiente executivo Paulo Mozart Gama e Silva, de 57 anos, administrador de empresas e ex-diretor de potências como a IBM e a Globo.com. Mozart, que nasceu em Xerém (por incrível que pareça) em 1947, tem dois filhos e já tinha sido pré-candidato em 2000, quando se reelegeu o atual presidente, David Fischel. Na época, Paulo Mozart não conseguiu formar a chapa com 200 sócios, exigida pelo estatuto, dificuldade que ele garante já ter resolvido – ele informa que já tem mais de 200 sócios dispostos a formar chapa com ele. Tem também um plano diretor para o clube cujas linhas gerais já foram apresentadas em 1999, quando pela primeira vez tentou a candidatura. O plano visa devolver ao Flu a credibilidade perdida por anos de má administração e, num prazo de 10 a 15 anos, transformar o nosso clube novamente em uma potência futebolística e olímpica internacional. Mozart quer transferir todo o futebol do clube para Xerém, que seria totalmente modernizado e equipado por meio de convênios com universidades, clubes europeus e investidores. O velho estádio das Laranjeiras seria transformado em uma arena para shows e para jogos oficiais dos juvenis e juniores do clube. Ele quer ainda atrair mais 10 mil novos sócios para o clube, todas as famílias dos bairros da Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Flamengo e adjacências. “É um absurdo que tenhamos hoje menos de três mil sócios pagantes. Temos que trazer toda a classe média desses bairros para dentro do clube, como sócios, assim como os executivos que trabalham no Centro, em Botafogo, e que queiram fazer uma sauna, um almoço de negócios ou um happy-hour no clube, que hoje não tem como atender a essas necessidades”, diz Mozart. Vamos à entrevista, lembrando mais uma vez que a Sempreflu não apóia nenhuma candidatura, mas é um espaço aberto para que todos exponham democraticamente suas idéias, em nome do interesse do Fluminense: - 22/07/2004
Roberto Horcades - Candidato a presidência do Fluminense - O cardiologista Roberto Horcades Figueira, de 57 anos, é candidato da situação à presidência do Fluminense. Formado há 34 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Horcades é vice-presidente médico do clube desde a primeira posse de Davi Fischel. É pós-graduado em Oxford, na Inglaterra, foi diretor do Hospital de Cardiologia das Laranjeiras durante 10 anos, representante do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro durante a gestão do ministro Adib Jatene (governo FHC), coordenador do SUS no Rio de Janeiro e diretor do Pró-Cardíaco. Dois nomes já estão escolhidos para sua diretoria, caso seja eleito: Júlio Domingues, um dos fundadores da antiga Vanguarda Tricolor, e o atual presidente, David Fischel, como vice-presidente de Finanças. Roberto Horcades foi nadador e tenista pelo Fluminense. "Vou para o sacrifício, porque os três primeiros nomes indicados pela atual diretoria não puderam ou não aceitaram disputar a eleição. Mas estou preparado e tenho um grande grupo de amigos e clientes, advogados e economistas, que vão me ajudar a resolver problemas que persistem, como a dívida e a necessidade de um estádio e um centro de treinamento", diz Horcades. Ele garante que a sede das Laranjeiras irá se tornar um "museu do futebol e da história do clube", e que o Fluminense já tem engatilhado o projeto de construção de um estádio moderno. Garante ainda uma surpresa para aumentar o patrimônio físico do clube e transferir o futebol das Laranjeiras. O doutor Roberto Horcades garante também que seu principal trunfo são as amizades com tricolores influentes e poderosos, todos seus clientes, e que participarão, em regime de mutirão, de um grande projeto para impulsionar o clube. Como sempre, a Sempreflu não emite juízo sobre o candidato e suas idéias. Apenas expõe o que foi dito para o julgamento dos torcedores e dos sócios. Vamos à entrevista: - 09/06/2004
Entrevista com Augusto Ramos, candidato a presidência do Fluminense - O economista e consultor Augusto Ramos, carioca, 61 anos, casado, dois filhos nascidos e vivendo na Suécia, apresenta hoje sua candidatura à presidência do Fluminense para as eleições de novembro deste ano. Augusto viveu na Suécia de 1971 a 1998. Foi para lá exilado pela ditadura militar aos 29 anos. Formou-se em Economia e depois foi professor da Universidade de Lund, na Suécia, onde ainda vivem seus filhos Márcio e Augusto, participantes eventuais do Fala Tricolor, da Sempreflu. Voltou em 1998 porque, segundo ele, não resistiu à agonia de ver o clube na terceira divisão. Montou uma empresa de consultoria econômica para empresas escandinavas no Brasil, a Image Diction. O lançamento da candidatura vai ser no Centro Empresarial Botafogo, na Praia de Botafogo, perto da Fundação Getúlio Vargas. Ele vai apresentar seu programa de gestão para o Flu, com ênfase na construção de uma arena multiuso(Foto) no Recreio dos Bandeirantes e na transformação do Vale das Laranjeiras, em Xerém, em um centro internacional de pesquisas esportivas, fisiológicas e de ação social. É a segunda candidatura lançada para as próximas eleições. A primeira foi a do presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios e ex-membro do Triunvirato Tricolor, José de Souza, a quem entrevistamos no ano passado. A Sempreflu repete o que disse na ocasião: não apóia nenhuma candidatura, e todas as afirmações do entrevistado são de inteira responsabilidade dele. Nosso compromisso com os tricolores é dar aqui espaço igual para todos os que se apresentem como candidatos a dirigir o Flu, para que apresentem suas idéias e planos de gestão. Com vocês, Augusto Ramos: - 22/03/2004
Entrevista com José de Souza, Candidato a presidência do Fluminense. - A Sempre Flu não tem compromisso com qualquer candidatura ou grupo político do Fluminense. Nosso compromisso é exclusivamente com um Fluminense forte e vencedor, como era a tradição do nosso clube, e com a nossa torcida. Como defendemos a associação em massa dos torcedores ao clube, acreditamos que todo tricolor que tiver chance ou poder aquisitivo deve se tornar sócio, queremos também esclarecer e debater idéias. Respeitamos também o direito de quem não quer se associar, de quem prefere limitar-se a ser um torcedor de arquibancada e até apenas de televisão ou rádio. Mas como achamos que o Fluminense tem que ser rediscutido, debatido, estamos abrindo espaço para TODOS os candidatos que se lançarem à presidência do clube. A intenção é informar nossos amigos da Sempre Flu. Repetimos: não apoiamos nenhum candidato. A série começa com o primeiro candidato a se lançar formalmente, o empresário atacadista de alimentos José de Souza, presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro. Ele se apresenta como o candidato dos ex-presidentes Silvio Kelly dos Santos e Sylvio Vasconcellos, além de João Havelange. Mas garante que planeja um futebol forte, com a contratação de Leão ou Vanderlei Luxemburgo no primeiro ano de mandato. Garante ainda ter a fórmula para sanear as finanças do clube e construir uma arena multiuso onde hoje existe o campo de futebol, com cinco mil lugares, além de um prédio de 18 andares, com quadras de tênis, piscinas aquecidas, shopping, lojas, estacionamento, hotel e restaurante panorâmico. A sede histórica seria preservada, pela beleza e por exigência legal. José de Souza garante que: “se o Fluminense for rebaixado, o presidente David Fischel não emplaca o ano de 2004 como presidente. Ele cai junto com o clube". - 25/09/2003
Assis e Whashington - A rápida e informal entrevista se deu após o almoço promovido pela Sabedoria Tricolor, que homenageou os três eternos craques do Fluzão. A realização deste evento, é bom que se diga, se deveu à grande dedicação do conselheiro Philippe Von Buren, que se esmerou em conseguir um t empo nas agendas de todos, principalmente na do Assis, para comparecerem à homenagem que se realizou em julho passado. - 01/07/2002
Ézio - Daniel Cohen - 27/02/2002
Roni - 13/09/1999
David Fischel - A Sempre Flu agradece ao Presidente David Fischel por nos conceder esta entrevista. - 23/06/1999
Samarone - 01/01/1998
 
  


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