Nesta página, periodicamente, os torcedores poderão conferir entrevistas exclusivas feitas pela equipe da Sempre Flu com personalidades ligadas ao Fluminense. Não deixe de conferir no final da página as entrevistas anteriores.


Entrevistado: Entrevista com José de Souza, Candidato a presidência do Fluminense.
Por: Cezar Motta (25/09/2003)

A Sempre Flu não tem compromisso com qualquer candidatura ou grupo político do Fluminense. Nosso compromisso é exclusivamente com um Fluminense forte e vencedor, como era a tradição do nosso clube, e com a nossa torcida. Como defendemos a associação em massa dos torcedores ao clube, acreditamos que todo tricolor que tiver chance ou poder aquisitivo deve se tornar sócio, queremos também esclarecer e debater idéias. Respeitamos também o direito de quem não quer se associar, de quem prefere limitar-se a ser um torcedor de arquibancada e até apenas de televisão ou rádio. Mas como achamos que o Fluminense tem que ser rediscutido, debatido, estamos abrindo espaço para TODOS os candidatos que se lançarem à presidência do clube. A intenção é informar nossos amigos da Sempre Flu. Repetimos: não apoiamos nenhum candidato. A série começa com o primeiro candidato a se lançar formalmente, o empresário atacadista de alimentos José de Souza, presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro. Ele se apresenta como o candidato dos ex-presidentes Silvio Kelly dos Santos e Sylvio Vasconcellos, além de João Havelange. Mas garante que planeja um futebol forte, com a contratação de Leão ou Vanderlei Luxemburgo no primeiro ano de mandato. Garante ainda ter a fórmula para sanear as finanças do clube e construir uma arena multiuso onde hoje existe o campo de futebol, com cinco mil lugares, além de um prédio de 18 andares, com quadras de tênis, piscinas aquecidas, shopping, lojas, estacionamento, hotel e restaurante panorâmico. A sede histórica seria preservada, pela beleza e por exigência legal. José de Souza garante que: “se o Fluminense for rebaixado, o presidente David Fischel não emplaca o ano de 2004 como presidente. Ele cai junto com o clube".

Por que o senhor quer ser presidente do Fluminense?

R – Porque o Fluminense está terrivelmente decadente, a sede social está decadente, o futebol do clube está decadente, não podemos permitir que tudo continue como está. O Fluminense precisa voltar a ser um clube respeitado nos esportes e oferecer atrativos para aumentar o quadro de sócios. O clube tem uma área excelente em um ponto nobre da cidade, um bairro de classe alta, digamos assim, o clube é nosso, e estamos desperdiçando o futuro do Fluminense. Eu já previa tudo isso quando saí do triunvirato em 1999. Sabia que o David Fischel estava fazendo tudo errado, que não conseguiria administrar o clube. Eu quero ser presidente e tenho o apoio de tricolores como Sílvio Kelly dos Santos, Sylvio Vasconcellos e João Havelange. Não sou ainda o candidato oficial do grupo deles porque ainda falta muito tempo para a eleição. Mas tenho a certeza de que serei.

Foi dito à época que o senhor seria torcedor do Vasco da Gama. O senhor é vascaíno?

R – De jeito nenhum. Sou tricolor desde criança, e a prova maior que posso oferecer são meus três filhos, todos tricolores. Tenho um filho médico, uma filha juíza de Direito e um outro filho que é executivo de uma rede de supermercados. Todos torcem para o Fluminense. Esse boato surgiu porque sou presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios há nove anos, e o Antônio Soares Calçada foi um dos meus diretores nesse período. E além do mais, atacadistas de gêneros alimentícios são tradicionalmente portugueses. Mas há um engano: na Bolsa, a maioria é flamenguista. Deve ter colaborado para essa versão também o fato de que sou amigo, além do Calçada, do Artur Sendas, um vascaíno tradicional.

Por que o senhor saiu do triunvirato, que incluía também o Francisco Horta como vice de futebol?
R – Porque me desentendi com o Fischel, eu já sabia que não iria dar certo. Não concordava, por exemplo, com o custo da comissão técnica do Carlos Alberto Parreira. Ele é realmente um grande profissional, mas o clube naquele momento, na terceira divisão, não poderia arcar com os custos de tantos agregados. Três anos de bons resultados no Campeonato Brasileiro, a partir do ano 2000, mascararam um pouco a péssima administração de Fischel. Mas a verdade está aí. Dívidas que aumentam como bola de neve e sucessivos vexames no Campeonato Carioca, um campeonato fraquíssimo. E nem assim ganhamos. O que vencemos no ano passado foi uma vergonha, ridículo.

Qual é a dívida total do Fluminense, o senhor sabe?
R – Tenho informações de que deve andar por volta de R$ 100 milhões. Quando saí, estava em R$ 50 milhões, sendo o passivo trabalhista de R$ 10 milhões. Eu pus o clube no Refis (programa do governo federal para refinanciamento de dívidas de empresas, em prestações suaves) e a situação era administrável. Hoje, a dívida trabalhista deve andar por volta de R$ 30 milhões, ou R$ 40 milhões. Ações absurdas, que comprometem nossas receitas, por pura falta de competência administrativa. Só o Renato Gaúcho nos acionou duas vezes. Está na Justiça de novo contra o clube. E perdemos o Refis por falta de pagamento – não entramos em outra renegociação porque o Fischel sabe que o clube não honraria os pagamentos.

O senhor acha isso administrável? Qual o seu projeto para o clube?
R – Em primeiro lugar, renegociar tudo, tornar o clube adimplente, para evitar penhoras e limpar o nome do Fluminense. Comigo, nunca mais um salário vai atrasar, de ninguém, do mais humilde funcionário aos craques do time. Vou propor ao governo atender a, digamos, 500 crianças carentes em Xerém e nas Laranjeiras e abater com isso boa parte da dívida fiscal, com Previdência Social e Imposto de Renda. Pretendo pagar R$ 30 milhões em três anos, à razão de R$ 10 milhões por ano, ao governo federal. É preciso zerar a dívida passada. Credibilidade é a palavra de ordem. Saneamento financeiro e administrativo. Na venda do Roger, tivemos a chan-ce de pegar cerca de US$ 1 milhão daquele dinheiro e negociar US$ 5 milhões em ações trabalhistas. Era chamar os credores e propor, nós devemos X e vamos pagar, à vista, cinco vezes menos. É pegar ou largar. E maioria aceitaria, iria preferir levar a quinta parte do que esperar anos e anos.

O senhor teria um projeto de construção de uma arena e um edifício na área das Laranjeiras. Mas não há um tombamento, não há uma lei que impede mudanças ali?
R - O Fluminense tem que ter de 20 a 30 mil sócios. Nunca menos do que isso. O número de sócios adimplentes hoje é ridículo, irrisório. Quanto ao tombamento, o que existe é o da sede histórica. E ela não será mexida. A arena seria construída no lugar do campo de futebol. Quero fazer a arena com cinco mil lugares, preservando a vista do Palácio Guanabara, como exige a lei, mas mudando até mesmo aquele muro horroroso que dá para a Pinheiro Machado. A arena abrigaria jogos contra times pequenos no Campeonato Carioca e, principalmente, shows e eventos. Seria uma fonte de renda. Teríamos um estacionamento subterrâneo e mais vagas no prédio de 18 andares que construiríamos...

Em que lugar exatamente ficaria esse edifício? Há espaço para isso?
R – Claro que há. Eu destruiria aquela piscina e as duas quadras de tênis, além do ginásio, estande de tiro, tudo isso é obsoleto, ultrapassado. Naquele espaço, subiria o edifício, de 18 andares, 5 mil metros quadrados por andar, com saída para a rua de cima do morro. O edifício teria, então, três ou quatro quadras de tênis cobertas, duas piscinas cobertas e aquecidas, três andares de estacionamentos para sócios e para o público em geral, e mais um shopping moderno, lojas. Além disso, teríamos um centro médico semelhante ao Copa d’Or e ao Barra d’Or. Quem se associasse ao clube, automaticamente estaria associado ao centro médico – seria sócio do clube e teria um plano de saúde de 30 a 40% mais barato do que os que estão no mercado. Nos dois últimos andares, teríamos então um hotel e um restaurante com vista panorâmica.

De onde viria o dinheiro para tudo isso?
R – De investidores estrangeiros, que explorariam o shopping e as lojas inicialmente e, em troca, pagariam em valores de hoje R$ 1,5 milhão por mês ao Fluminense para investir no futebol. Com esse dinheiro, montaríamos um time forte e traríamos, no primeiro ano de mandato, ou Vanderlei Luxemburgo ou Leão. Um dos dois seria o nosso técnico, com preferência para o Leão, que demonstra mais capacidade para trabalhar com garotos, com jovens, como os que estamos revelando em Xerém.

E quem são esses investidores estrangeiros?
R – Não posso antecipar detalhes . Um deles é o segundo homem na hierarquia da Arábia Saudita. Ele está interessado em investir em entretenimento no Brasil, e já houve um primeiro contato. O outro é um grupo holandês. Temos também possibilidades em Portugal. O projeto seria da arquiteta Sabrina Goya, responsável pelo projeto do Mercado São Sebastião, na Penha, na Avenida Brasil.


Mas a torcida do Fluminense tem Silvio Kelly e Sylvio Vasconcellos como “piscineiros”, homens que não gostam de futebol. Que garantias há de que o futebol seria valorizado?
R – É um erro achar isso. Silvio Kelly, por exemplo, é o grande responsável por Xerém ser o que é hoje. Pouca gente sabe, mas ele vem aperfeiçoando a estrutura do Vale das Laranjeiras, reuniu um grupo de grandes tricolores que investem do próprio bolso em melhorias, sem exigir nada em troca e sem querer qualquer publicidade. Se eu for o presidente, todo o futebol sairá das Laranjeiras e irá para Xerém. Teremos vários campos de treino, equipamentos modernos, um verdadeiro centro de treinamento. O jogador que mora na Barra vai gastar menos tempo de carro até lá do que gasta para ir às Laranjeiras. Quem não quiser ir de carro, se o sujeito mora na Barra, por exemplo, ou Ipanema e Leblon, marcaremos um ponto para leva-los e traze-los de microônibus. O futebol do Fluminense tem que ficar em Xerém.

O senhor não acha que, pelo menos na parte de divisões de base, a administração Fischel faz um bom trabalho?
R – Não vou aceitar essa história de Ênio Farias ou Américo Farias serem donos de metade dos direitos sobre os jovens jogadores. Vou chamar um por um e perguntar: você tem empresário? Se tem, ou se tem metade dos direitos presos a alguém, vai embora, seja promessa de craque, seja o que for. O Fluminense tem que formar e ter seus prórios jogadores, sem esquemas de empresários. Não pode ser essa orgia que é hoje. Também não podemos ser paternalistas. Se o jogador não tem futuro, se não estiver à altura do clube, tem que ser dispensado. Não podemos manter jogadores como Jancarlos, Zé Carlos ou Júnior César só porque foram “feitos em casa”. Não cabe tal paternalismo. Em outra linha, eu não voltaria com o Kleber para o gol. Manteria o Fernando Henrique, que vinha bem e estava crescendo. Mas, enfim, vou negociar apenas com os pais dos meninos ou com um advogado indicado por eles. Nada de empresários em Xerém.

E os esportes ditos amadores?
R – Têm que voltar com força total. Não posso admitir o Fluminense sem um time de basquete forte, sem times de vôlei masculino e feminino fortes, sem uma natação forte. Isso é a nossa própria história como clube. Não pode o futebol drenar todo o dinheiro que entra no clube.

Mas o futebol é quem gera suas próprias receitas...
R – Pois vamos gerar outras fontes de receita. Pretendo reaproximar do clube os grandes tricolores, como o Antônio Carlos Almeida Braga e seus filhos Luís Antônio e Kiki, o João Havelange, o Ricardo Amaral, gente que garantiu a alimentação dos garotos em Xerém durante muito tempo, o Paquito, da empreiteira AC Lobato. Sou grande amigo do vice-presidente do Futebol Clube do Porto, Adelino Caldeira. Havendo credibilidade, seriedade, projetos concretos, os recursos aparecem. O que não pode é o sujeito colaborar e saber que o dinheiro saiu pra pagar a conta da lavanderia, ou sumiu simplesmente, ou estando o clube na situação de caloteiro. Repare que somos ridicularizados na mídia, só temos destaque nos jornais e televisões quando a notícia é negativa, é depreciativa. Viramos chacota. E o Fluminense tem que ser respeitado, tem que ser um referencial nacional e internacional.

Haveria dirigentes remunerados?
R – Eu terei um vice-presidente geral sem remuneração. Todos os outros vice-presidentes seriam remunerados, para que eu exija deles dedicação total. Quero buscar no mercado profissionais qualificados. Para o futebol, por exemplo, gosto dos profissionais que trabalham com o vôlei, como o Bernardinho, o José Carlos Brunoro, porque estão acostumados a tratar com empresas, com cobrança profissional, com trabalho sério e com metas, objetivos. Não seria um sonho ter o Bernardinho, por exemplo, como o profissional responsável pelo futebol do Fluminense? E por que não?



 
ENTREVISTAS ANTERIORES:

Peter Siemsen - O ADVOGADO PETER SIEMSEN TEM 40 ANOS, É CASADO, PAI DE UM MENINO DE UM ANO E JÁ À ESPERA DO SEGUNDO FILHO. ADVOGADO DE RENOME, SÓCIO DO MAIOR E MAIS CONCEITUADO ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA DO PAÍS COM ESPECIALIZAÇÃO EM PATENTES E PROPRIEDADE INTELECTUAL, MEIO-AMBIENTE E CONTENCIOSOS. PETER ADMINISTRA UM ESCRITÓRIO COM MAIS DE 700 FUNCIONÁRIOS, E SE PROPÕE A SALVAR O FLUMINENSE DO CAMINHO DA DESTRUIÇÃO, A QUE ESTÁ SENDO LEVADO POR SUCESSIVAS E DESASTROSAS ADMINISTRAÇÕES DESDE O FIM DA ERA MANOEL SCHWARTZ, EM 1985. ACREDITA AINDA NA UNIÃO DE TODAS AS OPOSIÇÕES, E BUSCA APOIO DE GRANDES TRICOLORES QUE ESTÃO AFASTADOS DO CLUBE, COM BASE EM SUA PRÓPRIA CREDIBILIDADE PESSOAL. O CANDIDATO PROPÕE A TRANSFORMAÇÃO DO FUTEBOL EM UMA EMPRESA, COM GESTÃO SEPARADA DO CLUBE SOCIAL E DOS ESPORTES OLÍMPICOS; PROMETE SANEAR AS FINANÇAS ARRUINADAS DO FLUMINENSE; PROMETE PARCERIAS E ATÉ MESMO A CONSTRUÇÃO DE UM ESTÁDIO MODERNO E FUNCIONAL; PROMETE GARANTIR O DIREITO DE VOTO A SÓCIOS QUE MORAM EM OUTRAS CIDADES; REVITALIZAR A SEDE SOCIAL; AUMENTAR O QUADRO DE SÓCIOS. ENFIM, TORNAR O FLUMINENSE, DE NOVO, A VANGUARDA DO ESPORTE BRASILEIRO, O MAIOR CLUBE DO BRASIL, QUE FOMOS ATÉ O FINAL DOS ANOS 60. COM VOCÊS, PETER SIEMSEN: - 22/08/2107
Paulo Mozart - O EMPRESÁRIO E EXECUTIVO PAULO MOZART, PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA, É CANDIDATO A PRESIDIR O FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE, COM A PROPOSTA DE SANEAR FINANCEIRAMENTE E DEVOLVER A CREDIBILIDADE AO CLUBE DO CORAÇÃO. PAULO MOZART ESTÁ COM 60 ANOS, NASCEU EM XERÉM, QUANDO O PAI ERA EXECUTIVO DA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES, A FNM, FABRICANTE DO ANTIGO CAMINHÃO CHAMADO DE “FENEMÊ”. MOZART JÁ DIRIGIU EMPRESAS COMO A IBM E A GLOBO.COM. SUGERIMOS A LEITURA TAMBÉM DA ENTREVISTA CONCEDIDA À SEMPREFLU NO DIA 22 DE JULHO DE 2004, E QUE ESTÁ DISPONÍVEL NO LINK “ENTREVISTAS”, NO CANTO ESQUERDO DA PÁGINA INICIAL DA SEMPREFLU. O CANDIDATO É REALISTA EM SUAS PROPOSTAS, E SABE QUE EM APENAS TRÊS ANOS DE MANDATO NÃO SERÁ POSSÍVEL TRANSFORMAR O CLUBE NA POTÊNCIA QUE TODOS SONHAMOS. MAS CONSIDERA VIÁVEL DEIXAR ENCAMINHADO O PROJETO PARA REERGUER O CLUBE, E NÃO SÓ O FUTEBOL: ELE PRETENDE REVITALIZAR A SEDE SOCIAL E ATRAIR DE 12 A 15 MIL NOVOS SÓCIOS. COM A PALAVRA, PAULO MOZART: - 07/08/2007
Gustavo Marins - Candidato à Presidência do FLUMINENSE - A Sempreflu prossegue com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do Fluminense. Desta vez, entrevistamos o quinto nome a se lançar ao desafio de levar o Fluminense ao lugar devido, o de potência do futebol brasileiro, condição que o clube perdeu ao longo dos últimos 20 anos, em um penoso processo de decadência. É Gustavo Marins, 53 anos, biólogo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, com doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Paraná, casado e com dois filhos tricolores, Luísa, de 15 anos, e Guilherme, de nove. Gustavo é o autor do projeto do Centro Cultural do Fluminense, que inclui um museu com a história do clube na sede das Laranjeiras, projeto que já recebeu o certificado de mérito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Inepac) pela concepção, mas que até hoje não foi executado. Gustavo Marins é também o mais empenhado em viabilizar o projeto de construção de um estádio, uma arena multiuso e um centro de treinamento para o Fluminense, em associação com o Grupo Espírito Santo. O estádio, a arena e o hotel, depois de 30 anos, seriam inteiramente de propriedade do clube - até lá, seriam propriedade do grupo investidor, com o pleno direito de uso pelo clube, que teria 15% do aluguel das lojas, das receitas do hotel, da arena multiuso e do estacionamento, e 100% dos direitos das placas de publicidade a serem afixadas no estádio. Gustavo Marins promete também o saneamento financeiro do clube, a modernização de Xerém, a manutenção de um time forte e competitivo e a formação de um candidato à presidência da Federação de Futebol do Rio de Janeiro que acabe com a Era Caixa d´Água já nas próximas eleições da Ferj. O candidato rejeita o rótulo de "candidato da situação", sob o argumento de que colaborou com a administração David Fischel em nome do clube, com projetos e idéias, mas nunca aceitou qualquer cargo e que sempre discordou dos métodos de gestão e do pensamento pequeno que marcaram a última etapa de mandato do atual presidente. Mas, vamos às propostas e idéias de Gustavo Marins: - 25/08/2004
Paulo Mozart - Candidato a presidência do FLU - A Sempreflu, com o objetivo de manter informados torcedores e sócios do Fluminense, continua com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do clube na eleição de novembro próximo, quando poderão votar todos os que, na época, sejam sócios há um ano ou mais. Desta vez, o entrevistado é o mais recente candidato lançado, o experiente executivo Paulo Mozart Gama e Silva, de 57 anos, administrador de empresas e ex-diretor de potências como a IBM e a Globo.com. Mozart, que nasceu em Xerém (por incrível que pareça) em 1947, tem dois filhos e já tinha sido pré-candidato em 2000, quando se reelegeu o atual presidente, David Fischel. Na época, Paulo Mozart não conseguiu formar a chapa com 200 sócios, exigida pelo estatuto, dificuldade que ele garante já ter resolvido – ele informa que já tem mais de 200 sócios dispostos a formar chapa com ele. Tem também um plano diretor para o clube cujas linhas gerais já foram apresentadas em 1999, quando pela primeira vez tentou a candidatura. O plano visa devolver ao Flu a credibilidade perdida por anos de má administração e, num prazo de 10 a 15 anos, transformar o nosso clube novamente em uma potência futebolística e olímpica internacional. Mozart quer transferir todo o futebol do clube para Xerém, que seria totalmente modernizado e equipado por meio de convênios com universidades, clubes europeus e investidores. O velho estádio das Laranjeiras seria transformado em uma arena para shows e para jogos oficiais dos juvenis e juniores do clube. Ele quer ainda atrair mais 10 mil novos sócios para o clube, todas as famílias dos bairros da Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Flamengo e adjacências. “É um absurdo que tenhamos hoje menos de três mil sócios pagantes. Temos que trazer toda a classe média desses bairros para dentro do clube, como sócios, assim como os executivos que trabalham no Centro, em Botafogo, e que queiram fazer uma sauna, um almoço de negócios ou um happy-hour no clube, que hoje não tem como atender a essas necessidades”, diz Mozart. Vamos à entrevista, lembrando mais uma vez que a Sempreflu não apóia nenhuma candidatura, mas é um espaço aberto para que todos exponham democraticamente suas idéias, em nome do interesse do Fluminense: - 22/07/2004
Roberto Horcades - Candidato a presidência do Fluminense - O cardiologista Roberto Horcades Figueira, de 57 anos, é candidato da situação à presidência do Fluminense. Formado há 34 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Horcades é vice-presidente médico do clube desde a primeira posse de Davi Fischel. É pós-graduado em Oxford, na Inglaterra, foi diretor do Hospital de Cardiologia das Laranjeiras durante 10 anos, representante do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro durante a gestão do ministro Adib Jatene (governo FHC), coordenador do SUS no Rio de Janeiro e diretor do Pró-Cardíaco. Dois nomes já estão escolhidos para sua diretoria, caso seja eleito: Júlio Domingues, um dos fundadores da antiga Vanguarda Tricolor, e o atual presidente, David Fischel, como vice-presidente de Finanças. Roberto Horcades foi nadador e tenista pelo Fluminense. "Vou para o sacrifício, porque os três primeiros nomes indicados pela atual diretoria não puderam ou não aceitaram disputar a eleição. Mas estou preparado e tenho um grande grupo de amigos e clientes, advogados e economistas, que vão me ajudar a resolver problemas que persistem, como a dívida e a necessidade de um estádio e um centro de treinamento", diz Horcades. Ele garante que a sede das Laranjeiras irá se tornar um "museu do futebol e da história do clube", e que o Fluminense já tem engatilhado o projeto de construção de um estádio moderno. Garante ainda uma surpresa para aumentar o patrimônio físico do clube e transferir o futebol das Laranjeiras. O doutor Roberto Horcades garante também que seu principal trunfo são as amizades com tricolores influentes e poderosos, todos seus clientes, e que participarão, em regime de mutirão, de um grande projeto para impulsionar o clube. Como sempre, a Sempreflu não emite juízo sobre o candidato e suas idéias. Apenas expõe o que foi dito para o julgamento dos torcedores e dos sócios. Vamos à entrevista: - 09/06/2004
Entrevista com Augusto Ramos, candidato a presidência do Fluminense - O economista e consultor Augusto Ramos, carioca, 61 anos, casado, dois filhos nascidos e vivendo na Suécia, apresenta hoje sua candidatura à presidência do Fluminense para as eleições de novembro deste ano. Augusto viveu na Suécia de 1971 a 1998. Foi para lá exilado pela ditadura militar aos 29 anos. Formou-se em Economia e depois foi professor da Universidade de Lund, na Suécia, onde ainda vivem seus filhos Márcio e Augusto, participantes eventuais do Fala Tricolor, da Sempreflu. Voltou em 1998 porque, segundo ele, não resistiu à agonia de ver o clube na terceira divisão. Montou uma empresa de consultoria econômica para empresas escandinavas no Brasil, a Image Diction. O lançamento da candidatura vai ser no Centro Empresarial Botafogo, na Praia de Botafogo, perto da Fundação Getúlio Vargas. Ele vai apresentar seu programa de gestão para o Flu, com ênfase na construção de uma arena multiuso(Foto) no Recreio dos Bandeirantes e na transformação do Vale das Laranjeiras, em Xerém, em um centro internacional de pesquisas esportivas, fisiológicas e de ação social. É a segunda candidatura lançada para as próximas eleições. A primeira foi a do presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios e ex-membro do Triunvirato Tricolor, José de Souza, a quem entrevistamos no ano passado. A Sempreflu repete o que disse na ocasião: não apóia nenhuma candidatura, e todas as afirmações do entrevistado são de inteira responsabilidade dele. Nosso compromisso com os tricolores é dar aqui espaço igual para todos os que se apresentem como candidatos a dirigir o Flu, para que apresentem suas idéias e planos de gestão. Com vocês, Augusto Ramos: - 22/03/2004
Assis e Whashington - A rápida e informal entrevista se deu após o almoço promovido pela Sabedoria Tricolor, que homenageou os três eternos craques do Fluzão. A realização deste evento, é bom que se diga, se deveu à grande dedicação do conselheiro Philippe Von Buren, que se esmerou em conseguir um t empo nas agendas de todos, principalmente na do Assis, para comparecerem à homenagem que se realizou em julho passado. - 01/07/2002
Robertinho - Foram mais de duas horas. Um longo e agradável papo em sua aconchegante residência, na Barra da Tijuca. Ele e sua família me receberam muito bem. Fizeram questão, inclusive, de me servir algo para beber. Durante a entrevista, o nosso ex-técnico Robertinho mostrou ter qualidades humanas, às vezes raras em sua profissão, tais como ética, sinceridade e transparência. Ele sabe que ainda tem uma longa trajetória como treinador. Robertinho já recebeu propostas de times da Série A, B e até do exterior, devendo estar num novo clube em breve, mas seu grande sonho é voltar para o Fluminense, seu clube de coração, um dia. Leia a seguir a entrevista que foi feita, de acordo com o entrevistado, exclusivamente para a Sempre Flu. - 03/09/2002
Ézio - Daniel Cohen - 27/02/2002
Roni - 13/09/1999
David Fischel - A Sempre Flu agradece ao Presidente David Fischel por nos conceder esta entrevista. - 23/06/1999
Samarone - 01/01/1998
 
  


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