Nesta página, periodicamente, os torcedores poderão conferir entrevistas exclusivas feitas pela equipe da Sempre Flu com personalidades ligadas ao Fluminense. Não deixe de conferir no final da página as entrevistas anteriores.


Entrevistado: Roni
Por: Carlos Muniz (13/09/1999)

SEMPREFLU- Onde você nasceu e como foi sua infância?
Roni - Nasci em Aurora do Tocantins, interior do Estado de Tocantins (Naquela época, ainda Goiás),cidade muito pequena, de no máximo cinco mil habitantes, onde todos se conheciam, tornando-se uma família só. Por isso eu tive uma infância muito legal, divertida, de várias brincadeiras que em cidades grandes são difíceis de existir. Também tive uma educação um pouco rígida, da parte de meus pais. Até pela maneira de eu me portar hoje, devo a eles todo o meu caráter, vida sentimental ... Tudo eu devo a meus pais.

SF - Foi difícil tomar a decisão de jogar futebol? Ou você admirava o futebol a ponto de querer ser jogador?
Roni - Sempre gostei muito de futebol, jogava com meus irmãos num campinho de terra, no time da cidade. Mas eu nunca pensava em ser um jogador; era um sonho do meu pai. E quando mudei-me para Goiânia para estudar, ele sempre me pedia para que eu tentasse jogar bola porque ele achava que eu teria futuro. Em 1992 fiz um teste no Vila Nova e não passei. Com isso eu fiquei desanimado. Fui estudar na Escola Técnica, fazendo o curso de saneamento e meu pai insistia no futebol. Eu tinha um amigo que jogava comigo em um clube nos finais de semana que me apresentou ao treinador dos juvenis na época e que hoje é meu amigo, o Paulo César. Ele me pôs para treinar, passei no teste e comecei a jogar. Em 1995 subi para os profissionais, junto com o Paulinho. Ali eu decidi que aquilo era a minha vida, o meu destino e que tinha o dom para aquilo. Investi nessa carreira, deixei o curso por fazer e entrei de corpo e alma no futebol.

SF - Você deixou sua casa e sua família aos 14 anos para trabalhar e assim ajudar a sua família. Ao ir para Goiânia, você acreditava que jogar futebol ajudaria seus familiares? Qual era a expectativa de ir à capital para tentar um futuro melhor?
Roni- Somos cinco irmãos. Os mais velhos iam terminando os estudos e viajavam para Goiânia. Eles moravam com nossos avós e quando chegou a minha vez, tive que ir também porque em Aurora os estudos não eram os melhores, como ainda não o são. Saíamos para estudar e tentar a vida. Na minha saída pintou o futebol, veio a chance e optei pelo futebol.

SF - Durante sua trajetória como jogador, foi da categoria de juniores, era o "xodó" da torcida do Vila Nova e era apelidado de "Roni-gol" , uma alusão a "Bati-gol", apelido de Gabriel Batistuta. Você chegou ao Fluminense, depois de um rebaixamento, recebido com desconfiança pela torcida por ser na época, um desconhecido e você ficou com a responsabilidade de fazer gols, de atuar numa posição diferente, pois no Vila Nova você era ponta de lança e no Flu tornou- se centroavante. No Vila Nova, você municiava os atacantes Luciano, Cristian e Sabino. Com todas as mudanças e dificuldades, você conquistou seu espaço. Como foi seu começo no Fluminense?
Roni- Foi difícil. Eu já havia saído uma vez para jogar no São Paulo e sofri muito por não ter experiência e paciência para aguardar a chance. Acabei me dando mal e tendo que voltar para Goiânia. Quando a crítica e a imprensa esportiva local comentavam que o meu futebol havia acabado pois eu fui a São Paulo e voltei e com isso não conseguiria sair e ir para um grande clube. Aquilo ficou marcado em minha mente. Por ter ido para o São Paulo, botei na minha cabeça que eu fui por ter qualidades e que eu teria que começar do zero e sair novamente. Disputei o Brasileiro da Série C em 1996, pelo Vila , fomos campeões invictos, eu jogava numa posição que não me agradava mas a pedido do treinador atuei como quarto homem de meio de campo, marcando. Acho que isso foi bom pois hoje eu sei marcar. Não me arrependo disso, não tenho mágoa de ninguém nem do treinador na época. Veio a chance de sair do Vila e ir para o Fluminense. O Júlio César Leal havia tentado minha contratação quando ele treinava o Guarani. Decidi que tentaria a minha vida ali. Cheguei ao Rio, um desconhecido. Lembro bem que a imprensa dava duas linhas relatando a minha chegada e na mesma semana o Lúcio Vinha por US$ 4,5 milhões para o Flamengo. As pessoas comparavam e desconfiavam. É o que sempre pensei: O atleta tem que, cada dia mostrar posso fazer o melhor e tem condições de estar em uma grande equipe. Estreei no Flu em São Paulo, fiz um gol e joguei bem. Com isso fui adquirindo a confiança do torcedor ,da imprensa e das pessoas que trabalham no Fluminense. É bom ter essa confiança dos funcionários, da diretoria. Agradeço a Deus por ter passado por tudo isso e superar os obstáculos. Sou feliz hoje.

SF - Seu treinador é o Parreira, trabalhou rapidamente com o Telê e trabalha com o Wanderley Luxemburgo na seleção. Mas o Paulo César, treinador do Vila Nova, Descobriu você. Qual é a importância dele na sua carreira?
Roni- Ele é uma das pessoas mais importantes na minha vida profissional. Ele sabe disso e eu já lhe disse isso várias vezes. Quando eu vou a Goiânia, ele vai à minha casa, eu vou à casa dele, a gente conversa. Ele acreditou em mim e quando me promoveu aos profissionais havia jogadores com experiência e ele me falou: Vou te colocar pra jogar; só depende de você. Ele me passou uma responsabilidade sabendo que eu poderia suportar. Eu o admiro muito porque ele revela jogadores no Vila Nova até hoje. É uma pessoa de grande caráter e simplicidade. Sempre que ele precisar de mim, estarei à disposição.

SF - Quem é seu maior ídolo no futebol?
Roni- Ídolo no sentido da palavra eu não tenho. Ídolo pra mim é o meu pai, é Deus. Mas há jogadores que eu admiro muito, pelo talento dentro de campo e postura fora dele. É o caso do Zico, que é uma pessoa sensacional. Eu o conheci e ele tratou-me muito bem. É uma pessoa simples e ganhou pontos comigo. Dentro de campo há vários, como Diego Maradona, Pelé, Romário, Ronaldo e Rivaldo. Eu os admiro pelo que fizeram e fazem dentro de campo.

SF - Você se espelha em alguém na sua forma de jogar?
Roni- Não, eu não me espelho em ninguém. Até porque desde garotinho eu jogo com rapidez, raça e prazer. É lógico que eu vejo jogos pela TV e observo os atletas movimentando-se. Sempre que eu vejo que vejo uma jogada diferente ou algo que eu não esteja acostumado a fazer, eu busco fazer e aprimorar minha técnica. Ninguém é perfeito e tem que buscar melhorar todo dia. Cada dia aprende-se algo diferente. Ninguém será completo, sempre faltará algo. Creio que o único jogador completo foi o Pelé. Sempre faltou aos demais algo. A gente tem que dar valor ao que sabe e melhorar isso.

SF - De alguns anos pra cá, a sua vida mudou radicalmente. Você cresceu no futebol. Talvez você não esperava que isso acontecesse tão rapidamente. Ao sair de Goiânia, quais eram seus planos e esperanças?
Roni- Para mim era tudo, ao sair de Goiânia pela segunda vez e vir jogar no Rio, eu sabia que aqui era uma vitrine. Vim determinado a vencer, firmar-me no Fluminense e ficar conhecido no Brasil inteiro. Foi um passo importantíssimo da minha carreira, e no momento certo. Amadureci muito nesses anos e graças a Deus sinto-me feliz.

SF - Qual foi o gol mais bonito que você fez e qual foi o gol mais importante?
Roni- Eu sempre digo que todos os gols são importantes. É claro que alguns tornam-se mais marcantes. Gols bonitos eu fiz vários. Há um contra o Santos, no Brasileiro de 1997, aquele contra o Goiânia, outro contra o Flamengo no Estadual e um de bicicleta contra o Goiás. Esses eu não esqueço e creio que o torcedor também não os esquece.

SF - Qual foi sua maior decepção atuando pelo Fluminense?
Roni- Carrego comigo o drama de não ter nenhum título pelo Fluminense. Enquanto isso não passar, não vou ficar satisfeito nem completamente feliz com a minha participação pelo Fluminense. Estou buscando isso agora e espero que não demore a acontecer. Eu tive várias decepções. Não comigo, e sim com a equipe ter sido rebaixada duas vezes. Foi muito triste, no ano passado e principalmente para mim e as pessoas cobraram muito, os torcedores também. São coisas do futebol, infelizmente a gente passa por isso e aprendi com esses acontecimentos. Hoje, quando surgem problemas pequenos, sei superar de maneira fácil. No momento em que caímos para a terceira divisão passaram muitas coisas em minha mente, pensei se era correto em continuar no Fluminense, se deveria ter saído quando tive a chance e se eu optei certo em vir para o Fluminense. Perdemos uma batalha, mas não a guerra. Ergui a cabeça novamente e busquei minha confiança em mim, tive o apoio da minha esposa e familiares. Graças a Deus hoje tenho confiança e motivação para jogar pelo Fluminense.

SF - Você já deu alegrias à torcida. Qual foi a sua maior alegria no Fluminense?
Roni- Foi ter vindo ao Fluminense. Isso foi sensacional porque identifiquei-me muito. Joguei em poucas equipes: Vila Nova e no São Paulo não tive a oportunidade. Eu procuro conhecer bem o torcedor e o clube para que eu crie uma identidade com o clube, isso é muito importante pois até em sofrer junto pode-se render mais, buscar melhorar. Pode chegar o dia em que eu tenha que sair do Fluminense, mas espero que esse dia demore.

SF - Com qual jogador você teve melhor entrosamento?
Roni- Já atuei com muitos jogadores: Renato Gaúcho, Alcindo, Paulinho McLaren, Magno Alves e Túlio. É difícil falar daquele com quem me dei melhor. Mas acho que as minhas melhores fases foram ao jogar com Alcindo e Magno Alves. Com o Alcindo fiz um Estadual muito bom em 1997. Pelas características de velocidade e modo de jogar, também com o Magno. Acho que com os dois eu me dei melhor.

SF - Existe alguém que você gostaria de ver jogando pelo Fluminense? Seja para fazer dupla com você ou que jogue em outra posição?
Roni- Não. O Fluminense é grande, tem muita tradição e está se reerguendo. Aos poucos chegaremos lá. Não tenho nenhuma preferência. Para atuar no Fluminense, basta ser um jogador que tenha qualidade e que saiba jogar. Mas principalmente que venha com o intuito de sempre buscar a vitória. Isso eu cobro dos jogadores que chegam. Não queremos os acomodados, que acham que por ganhar bem não precisam correr atrás. Esse tipo de jogador não nos interessa. Somente aqueles que venham querendo vencer. É o caso do nosso grupo hoje.

SF - Agora como capitão do time, você tem que exercer liderança dentro do grupo e representar o Parreira dentro de campo. Como aconteceu? Você se propôs a isso, o Parreira enxergou em você um líder ou foi um pedido do grupo?
Roni- Foi por indicação do Parreira; ele me escolheu e anunciou ao grupo que eu seria o capitão. Também que me fossem direcionadas todas as petições do grupo. Para mim isso é uma coisa natural. Eu me sinto como qualquer um deles, em igualdade. Claro que o capitão tem que tomar certas atitudes e responsabilizar-se pelos atos de alguns jogadores. Procuro fazer isso e tenho um relacionamento muito bom com todos os jogadores. Se algum deles tem um problema, eles vêm a mim e pedem que eu fale com a diretoria. Por ser capitão não tenho o direito de xingar, abrir os braços ou gritar. Tenho que mostrar minha liderança ajudando os colegas dentro e fora de campo.

SF - Vamos falar de seleção. Quando foi sua primeira convocação?
Roni- Recebi o chamado do Wanderley no início deste ano para os amistosos contra Coréia do Sul e Japão. Aquilo me veio de surpresa, eu não esperava. Esse é um grande marco da minha vida e carreira. Porém não posso contentar-me somente com essa convocação. Preciso buscar mais, ser titular e ajudar à seleção brasileira. Procurei entrosamento com aqueles a quem eu não conhecia e felizmente consegui esse entrosamento. Mostrei aplicação e disponibilidade para ajudar ao treinador quando precisar de mim. Ainda lembro da emoção daquele dia. Ali eu me senti útil ao meu país, através da minha profissão pude e Ainda posso defender a honra de 160 milhões de brasileiros.

SF - E nas categorias inferiores?
Roni- Eu joguei na sub-20 e sub-21.Fui convocado quando estava no Vila Nova para o Torneio de Toulon e fomos campeões. No Fluminense, disputei o Mundial na Malásia e perdemos para a Argentina. Joguei amistosos também.

SF - A torcida tricolor ficou muito orgulhosa com sua atuação na Copa das Confederações. Ali você teve seu valor reconhecido e teve sucesso. Ao mesmo tempo, você joga a terceira divisão do campeonato brasileiro. Como é estar na seleção brasileira e jogar num campeonato desconhecido e deficitário?
Roni- Sempre digo que faço com prazer o meu trabalho. Sou um profissional, tenho que ter a motivação. O jogador ganha bem para isso. Todos no Flu adoram jogar futebol. Todo menino quer ser jogador de futebol, pois podemos ganhar bem para fazer aquilo que gostamos e nos dá prazer. Só isso é o suficiente para ter motivação em jogar contra quem for, onde ,quando e a que horas for.

SF - Como você viu seu desempenho na Copa das Confederações? E como era o ambiente da seleção?
Roni- O ambiente é muito bom. As pessoas podem achar que por haver jogadores que são milionários, não o é. Mas o pessoal é muito simples, todos brincam muito, tiram sarro um do outro e no momento de seriedade Todos trabalham com afinco. É sensacional estar na seleção por isso. Os jogadores são habilidosos. A Copa das Confederações, para mim foi muito importante. Não joguei nas duas primeiras partidas, na terceira contra a Nova Zelândia fui bem. Gostei de saber que o torcedor tricolor ficou orgulhoso em me ver fazendo gols e ajudando a seleção. Foi um passo muito importante para que eu possa me firmar e receber novas convocações.

SF - É legal trabalhar com o Wanderley Luxemburgo?
Roni- Ele é muito inteligente, um treinador que é muito exigente. Trata a todos com igualdade e exige do Rivaldo e do Ronaldo da mesma maneira que exige de mim e dos mais novos. Ele gosta muito de trabalhar e nos treinos pega no pé se o jogador erra um passe bobo ou perde um gol fácil, por exemplo. Ele cobra muito e sempre que estou na seleção aprendo muito com ele.

SF - Como o grupo sentiu a perda do torneio? Na decisão você foi considerado por muitos o melhor em campo.
Roni- Ficamos muito chateados, até porque para muitos de nós seria o primeiro título numa seleção. Pena que não aconteceu. No futebol não vivemos apenas com as vitórias e a seleção brasileira também perde. O que valeu foi a garra de todos, principalmente no segundo tempo, pois lutamos e buscamos a virada. Se não falhássemos tanto, teríamos conseguido. Como não foi possível, reconhecemos que o grupo trabalhou bem ao longo da competição e ambientou-se bem. Ficou a lição.

SF - E a sua expectativa para as Olimpíadas de 2000? Você é quase um nome certo pois você foi aprovado pelo treinador e mostrou que tem condições de estar no grupo. Esta será a última Olimpíada com futebol e o Brasil não tem este título. Como está a motivação daqueles que possivelmente serão convocados?
Roni- Todos os jogadores que se enquadram na seleção sub-23 que foram convocados para as seleções principal e pré- olímpica estão conscientes da pressão que haverá na época. O Torneio pré- olímpico começará em 18 de Janeiro e desde já devemos nos preparar para estar bem e dar tudo de si para que o Brasil se classifique e conseqüentemente levar a medalha de ouro. As pressões virão de todos os lados. E eu espero estar entre os 18. O resultado poderá fazer com que saiamos como heróis, deuses do futebol ou vilões.

SF - Voltando a falar do Fluminense, como está sendo feito o preparo do grupo na disputa da Série C, pois alguns não sabem como é disputar esse campeonato. Como foi para você disputar a Série C em 1996 e como está sendo disputá-la agora?
Roni- As características da nossa equipe são diferentes em relação ao Vila Nova de 1996. Tínhamos jogadores de muita pegada. Fora de casa jogávamos para empatar e em casa jogávamos para atropelar, estilo de time pequeno. Fomos crescendo na competição. O Fluminense entrou na competição com o maior favoritismo e a maior responsabilidade. Isso atrapalha porque todas as outras equipes vão querer tirar pontos do Flu. Estamos vindo da excursão no México e na Espanha, jogando em bons gramados e estádios bonitos e já na estréia fomos jogar contra o Vila Nova- MG , num campo duro e cheio de buracos. Muitos jogadores pareciam não estar acreditando que estavam jogando ali e quando resolvemos acordar, era tarde. Depois daquilo eu vejo que nossa conscientização foi melhorando, a concentração nos jogos está melhor e creio que estamos no caminho certo. Basta que continuemos visualizando nossa meta e passando pelos adversários. Precisamos pensar no campeonato passo a passo, sempre com a mente no próximo jogo. Pensar no final ainda não é o ideal, mas é o nosso objetivo diário.

SF - Como está o ambiente no Fluminense? Há unidade de pensamento no objetivo de ser campeões?
Roni- O grupo é bom; ainda há jogadores que faltam estrear, como é o caso do Arinelson, do Viktor (Trenevsky) e sabemos que quando aqueles que estão voltando de contusões, como o Roger e o Jorge Luís a equipe vai ficar muito forte dentro de campo e no banco, quando eles estiverem à disposição do Parreira. O ambiente é o melhor possível; todos são amigos, divertem-se, almoçamos juntos. Tudo isso para que nos unamos cada vez mais porque sabemos que se vencermos a Série C entraremos para a história do Fluminense.

SF - Você já foi campeão invicto da Série C. O que você acha que deve ser feito para que o Fluminense seja campeão, infelizmente não mais de forma invicta?
Roni- Teremos que defender como time pequeno, não deixando o adversário jogar de maneira alguma e jogar Como time grande, qualidade da nossa equipe, tocando a bola, partindo pra cima, e ter cautela. Não podemos jogar de maneira tão exposta como o foi no estadual. Devemos jogar de maneira compacta, todos defendendo, todos atacando, jogando cada partida como se fosse o jogo da nossa vida. Assim conseguiremos chegar ao título.

SF - E quanto ao seu futuro? Você é bastante jovem, tem 22 anos. Você tem interesse em jogar em algum clube no exterior?
Roni- Já tive vontade de jogar em algum clube na Europa. Não sei se hoje isso seria o ideal para mim. Com a Lei Pelé e a constante evolução do nosso futebol acho que daqui a 3 ou 4 anos os jogadores brasileiros que estão na Europa poderão voltar pois as parcerias de empresas nos clubes estão dando um poder financeiro muito bom e sem isso o atleta só sai do Brasil por causa do fator financeiro. Ao estarmos equiparados com os clubes da Europa creio que acaba a emigração. Tenho um contrato de um ano com o Fluminense e pretendo cumpri-lo. Depois decidirei se continuo no Fluminense ou se saio do Brasil.

SF - Qual é o seu maior sonho no futebol?
Roni- Ganhar um título pelo Fluminense; é uma meta que estou buscando. Durmo e acordo pensando em levantar uma taça para o Fluminense e espero que isso se realize agora. Na seleção eu quero muito disputar e ganhar as Olimpíadas e também ganhar uma Copa do Mundo.

SF - Que recado você dá à torcida do Fluminense?
Roni- Que continue do nosso lado, que compareça aos jogos e nos incentive cada vez mais. Ao entrar no Maracanã ou outro estádio em que haja a presença do torcedor tricolor, dobra a minha motivação. Com os outros jogadores também é assim. O torcedor do Fluminense está de parabéns por estar apoiando e suportando tudo isso, ao vestir a camisa tricolor numa Série C. Esperamos continuar contando com vocês.



 
ENTREVISTAS ANTERIORES:

Peter Siemsen - O ADVOGADO PETER SIEMSEN TEM 40 ANOS, É CASADO, PAI DE UM MENINO DE UM ANO E JÁ À ESPERA DO SEGUNDO FILHO. ADVOGADO DE RENOME, SÓCIO DO MAIOR E MAIS CONCEITUADO ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA DO PAÍS COM ESPECIALIZAÇÃO EM PATENTES E PROPRIEDADE INTELECTUAL, MEIO-AMBIENTE E CONTENCIOSOS. PETER ADMINISTRA UM ESCRITÓRIO COM MAIS DE 700 FUNCIONÁRIOS, E SE PROPÕE A SALVAR O FLUMINENSE DO CAMINHO DA DESTRUIÇÃO, A QUE ESTÁ SENDO LEVADO POR SUCESSIVAS E DESASTROSAS ADMINISTRAÇÕES DESDE O FIM DA ERA MANOEL SCHWARTZ, EM 1985. ACREDITA AINDA NA UNIÃO DE TODAS AS OPOSIÇÕES, E BUSCA APOIO DE GRANDES TRICOLORES QUE ESTÃO AFASTADOS DO CLUBE, COM BASE EM SUA PRÓPRIA CREDIBILIDADE PESSOAL. O CANDIDATO PROPÕE A TRANSFORMAÇÃO DO FUTEBOL EM UMA EMPRESA, COM GESTÃO SEPARADA DO CLUBE SOCIAL E DOS ESPORTES OLÍMPICOS; PROMETE SANEAR AS FINANÇAS ARRUINADAS DO FLUMINENSE; PROMETE PARCERIAS E ATÉ MESMO A CONSTRUÇÃO DE UM ESTÁDIO MODERNO E FUNCIONAL; PROMETE GARANTIR O DIREITO DE VOTO A SÓCIOS QUE MORAM EM OUTRAS CIDADES; REVITALIZAR A SEDE SOCIAL; AUMENTAR O QUADRO DE SÓCIOS. ENFIM, TORNAR O FLUMINENSE, DE NOVO, A VANGUARDA DO ESPORTE BRASILEIRO, O MAIOR CLUBE DO BRASIL, QUE FOMOS ATÉ O FINAL DOS ANOS 60. COM VOCÊS, PETER SIEMSEN: - 22/08/2107
Paulo Mozart - O EMPRESÁRIO E EXECUTIVO PAULO MOZART, PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA, É CANDIDATO A PRESIDIR O FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE, COM A PROPOSTA DE SANEAR FINANCEIRAMENTE E DEVOLVER A CREDIBILIDADE AO CLUBE DO CORAÇÃO. PAULO MOZART ESTÁ COM 60 ANOS, NASCEU EM XERÉM, QUANDO O PAI ERA EXECUTIVO DA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES, A FNM, FABRICANTE DO ANTIGO CAMINHÃO CHAMADO DE “FENEMÊ”. MOZART JÁ DIRIGIU EMPRESAS COMO A IBM E A GLOBO.COM. SUGERIMOS A LEITURA TAMBÉM DA ENTREVISTA CONCEDIDA À SEMPREFLU NO DIA 22 DE JULHO DE 2004, E QUE ESTÁ DISPONÍVEL NO LINK “ENTREVISTAS”, NO CANTO ESQUERDO DA PÁGINA INICIAL DA SEMPREFLU. O CANDIDATO É REALISTA EM SUAS PROPOSTAS, E SABE QUE EM APENAS TRÊS ANOS DE MANDATO NÃO SERÁ POSSÍVEL TRANSFORMAR O CLUBE NA POTÊNCIA QUE TODOS SONHAMOS. MAS CONSIDERA VIÁVEL DEIXAR ENCAMINHADO O PROJETO PARA REERGUER O CLUBE, E NÃO SÓ O FUTEBOL: ELE PRETENDE REVITALIZAR A SEDE SOCIAL E ATRAIR DE 12 A 15 MIL NOVOS SÓCIOS. COM A PALAVRA, PAULO MOZART: - 07/08/2007
Gustavo Marins - Candidato à Presidência do FLUMINENSE - A Sempreflu prossegue com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do Fluminense. Desta vez, entrevistamos o quinto nome a se lançar ao desafio de levar o Fluminense ao lugar devido, o de potência do futebol brasileiro, condição que o clube perdeu ao longo dos últimos 20 anos, em um penoso processo de decadência. É Gustavo Marins, 53 anos, biólogo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, com doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Paraná, casado e com dois filhos tricolores, Luísa, de 15 anos, e Guilherme, de nove. Gustavo é o autor do projeto do Centro Cultural do Fluminense, que inclui um museu com a história do clube na sede das Laranjeiras, projeto que já recebeu o certificado de mérito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Inepac) pela concepção, mas que até hoje não foi executado. Gustavo Marins é também o mais empenhado em viabilizar o projeto de construção de um estádio, uma arena multiuso e um centro de treinamento para o Fluminense, em associação com o Grupo Espírito Santo. O estádio, a arena e o hotel, depois de 30 anos, seriam inteiramente de propriedade do clube - até lá, seriam propriedade do grupo investidor, com o pleno direito de uso pelo clube, que teria 15% do aluguel das lojas, das receitas do hotel, da arena multiuso e do estacionamento, e 100% dos direitos das placas de publicidade a serem afixadas no estádio. Gustavo Marins promete também o saneamento financeiro do clube, a modernização de Xerém, a manutenção de um time forte e competitivo e a formação de um candidato à presidência da Federação de Futebol do Rio de Janeiro que acabe com a Era Caixa d´Água já nas próximas eleições da Ferj. O candidato rejeita o rótulo de "candidato da situação", sob o argumento de que colaborou com a administração David Fischel em nome do clube, com projetos e idéias, mas nunca aceitou qualquer cargo e que sempre discordou dos métodos de gestão e do pensamento pequeno que marcaram a última etapa de mandato do atual presidente. Mas, vamos às propostas e idéias de Gustavo Marins: - 25/08/2004
Paulo Mozart - Candidato a presidência do FLU - A Sempreflu, com o objetivo de manter informados torcedores e sócios do Fluminense, continua com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do clube na eleição de novembro próximo, quando poderão votar todos os que, na época, sejam sócios há um ano ou mais. Desta vez, o entrevistado é o mais recente candidato lançado, o experiente executivo Paulo Mozart Gama e Silva, de 57 anos, administrador de empresas e ex-diretor de potências como a IBM e a Globo.com. Mozart, que nasceu em Xerém (por incrível que pareça) em 1947, tem dois filhos e já tinha sido pré-candidato em 2000, quando se reelegeu o atual presidente, David Fischel. Na época, Paulo Mozart não conseguiu formar a chapa com 200 sócios, exigida pelo estatuto, dificuldade que ele garante já ter resolvido – ele informa que já tem mais de 200 sócios dispostos a formar chapa com ele. Tem também um plano diretor para o clube cujas linhas gerais já foram apresentadas em 1999, quando pela primeira vez tentou a candidatura. O plano visa devolver ao Flu a credibilidade perdida por anos de má administração e, num prazo de 10 a 15 anos, transformar o nosso clube novamente em uma potência futebolística e olímpica internacional. Mozart quer transferir todo o futebol do clube para Xerém, que seria totalmente modernizado e equipado por meio de convênios com universidades, clubes europeus e investidores. O velho estádio das Laranjeiras seria transformado em uma arena para shows e para jogos oficiais dos juvenis e juniores do clube. Ele quer ainda atrair mais 10 mil novos sócios para o clube, todas as famílias dos bairros da Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Flamengo e adjacências. “É um absurdo que tenhamos hoje menos de três mil sócios pagantes. Temos que trazer toda a classe média desses bairros para dentro do clube, como sócios, assim como os executivos que trabalham no Centro, em Botafogo, e que queiram fazer uma sauna, um almoço de negócios ou um happy-hour no clube, que hoje não tem como atender a essas necessidades”, diz Mozart. Vamos à entrevista, lembrando mais uma vez que a Sempreflu não apóia nenhuma candidatura, mas é um espaço aberto para que todos exponham democraticamente suas idéias, em nome do interesse do Fluminense: - 22/07/2004
Roberto Horcades - Candidato a presidência do Fluminense - O cardiologista Roberto Horcades Figueira, de 57 anos, é candidato da situação à presidência do Fluminense. Formado há 34 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Horcades é vice-presidente médico do clube desde a primeira posse de Davi Fischel. É pós-graduado em Oxford, na Inglaterra, foi diretor do Hospital de Cardiologia das Laranjeiras durante 10 anos, representante do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro durante a gestão do ministro Adib Jatene (governo FHC), coordenador do SUS no Rio de Janeiro e diretor do Pró-Cardíaco. Dois nomes já estão escolhidos para sua diretoria, caso seja eleito: Júlio Domingues, um dos fundadores da antiga Vanguarda Tricolor, e o atual presidente, David Fischel, como vice-presidente de Finanças. Roberto Horcades foi nadador e tenista pelo Fluminense. "Vou para o sacrifício, porque os três primeiros nomes indicados pela atual diretoria não puderam ou não aceitaram disputar a eleição. Mas estou preparado e tenho um grande grupo de amigos e clientes, advogados e economistas, que vão me ajudar a resolver problemas que persistem, como a dívida e a necessidade de um estádio e um centro de treinamento", diz Horcades. Ele garante que a sede das Laranjeiras irá se tornar um "museu do futebol e da história do clube", e que o Fluminense já tem engatilhado o projeto de construção de um estádio moderno. Garante ainda uma surpresa para aumentar o patrimônio físico do clube e transferir o futebol das Laranjeiras. O doutor Roberto Horcades garante também que seu principal trunfo são as amizades com tricolores influentes e poderosos, todos seus clientes, e que participarão, em regime de mutirão, de um grande projeto para impulsionar o clube. Como sempre, a Sempreflu não emite juízo sobre o candidato e suas idéias. Apenas expõe o que foi dito para o julgamento dos torcedores e dos sócios. Vamos à entrevista: - 09/06/2004
Entrevista com Augusto Ramos, candidato a presidência do Fluminense - O economista e consultor Augusto Ramos, carioca, 61 anos, casado, dois filhos nascidos e vivendo na Suécia, apresenta hoje sua candidatura à presidência do Fluminense para as eleições de novembro deste ano. Augusto viveu na Suécia de 1971 a 1998. Foi para lá exilado pela ditadura militar aos 29 anos. Formou-se em Economia e depois foi professor da Universidade de Lund, na Suécia, onde ainda vivem seus filhos Márcio e Augusto, participantes eventuais do Fala Tricolor, da Sempreflu. Voltou em 1998 porque, segundo ele, não resistiu à agonia de ver o clube na terceira divisão. Montou uma empresa de consultoria econômica para empresas escandinavas no Brasil, a Image Diction. O lançamento da candidatura vai ser no Centro Empresarial Botafogo, na Praia de Botafogo, perto da Fundação Getúlio Vargas. Ele vai apresentar seu programa de gestão para o Flu, com ênfase na construção de uma arena multiuso(Foto) no Recreio dos Bandeirantes e na transformação do Vale das Laranjeiras, em Xerém, em um centro internacional de pesquisas esportivas, fisiológicas e de ação social. É a segunda candidatura lançada para as próximas eleições. A primeira foi a do presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios e ex-membro do Triunvirato Tricolor, José de Souza, a quem entrevistamos no ano passado. A Sempreflu repete o que disse na ocasião: não apóia nenhuma candidatura, e todas as afirmações do entrevistado são de inteira responsabilidade dele. Nosso compromisso com os tricolores é dar aqui espaço igual para todos os que se apresentem como candidatos a dirigir o Flu, para que apresentem suas idéias e planos de gestão. Com vocês, Augusto Ramos: - 22/03/2004
Entrevista com José de Souza, Candidato a presidência do Fluminense. - A Sempre Flu não tem compromisso com qualquer candidatura ou grupo político do Fluminense. Nosso compromisso é exclusivamente com um Fluminense forte e vencedor, como era a tradição do nosso clube, e com a nossa torcida. Como defendemos a associação em massa dos torcedores ao clube, acreditamos que todo tricolor que tiver chance ou poder aquisitivo deve se tornar sócio, queremos também esclarecer e debater idéias. Respeitamos também o direito de quem não quer se associar, de quem prefere limitar-se a ser um torcedor de arquibancada e até apenas de televisão ou rádio. Mas como achamos que o Fluminense tem que ser rediscutido, debatido, estamos abrindo espaço para TODOS os candidatos que se lançarem à presidência do clube. A intenção é informar nossos amigos da Sempre Flu. Repetimos: não apoiamos nenhum candidato. A série começa com o primeiro candidato a se lançar formalmente, o empresário atacadista de alimentos José de Souza, presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro. Ele se apresenta como o candidato dos ex-presidentes Silvio Kelly dos Santos e Sylvio Vasconcellos, além de João Havelange. Mas garante que planeja um futebol forte, com a contratação de Leão ou Vanderlei Luxemburgo no primeiro ano de mandato. Garante ainda ter a fórmula para sanear as finanças do clube e construir uma arena multiuso onde hoje existe o campo de futebol, com cinco mil lugares, além de um prédio de 18 andares, com quadras de tênis, piscinas aquecidas, shopping, lojas, estacionamento, hotel e restaurante panorâmico. A sede histórica seria preservada, pela beleza e por exigência legal. José de Souza garante que: “se o Fluminense for rebaixado, o presidente David Fischel não emplaca o ano de 2004 como presidente. Ele cai junto com o clube". - 25/09/2003
Assis e Whashington - A rápida e informal entrevista se deu após o almoço promovido pela Sabedoria Tricolor, que homenageou os três eternos craques do Fluzão. A realização deste evento, é bom que se diga, se deveu à grande dedicação do conselheiro Philippe Von Buren, que se esmerou em conseguir um t empo nas agendas de todos, principalmente na do Assis, para comparecerem à homenagem que se realizou em julho passado. - 01/07/2002
Robertinho - Foram mais de duas horas. Um longo e agradável papo em sua aconchegante residência, na Barra da Tijuca. Ele e sua família me receberam muito bem. Fizeram questão, inclusive, de me servir algo para beber. Durante a entrevista, o nosso ex-técnico Robertinho mostrou ter qualidades humanas, às vezes raras em sua profissão, tais como ética, sinceridade e transparência. Ele sabe que ainda tem uma longa trajetória como treinador. Robertinho já recebeu propostas de times da Série A, B e até do exterior, devendo estar num novo clube em breve, mas seu grande sonho é voltar para o Fluminense, seu clube de coração, um dia. Leia a seguir a entrevista que foi feita, de acordo com o entrevistado, exclusivamente para a Sempre Flu. - 03/09/2002
Ézio - Daniel Cohen - 27/02/2002
David Fischel - A Sempre Flu agradece ao Presidente David Fischel por nos conceder esta entrevista. - 23/06/1999
Samarone - 01/01/1998
 
  


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