Nesta página, periodicamente, os torcedores poderão conferir entrevistas exclusivas feitas pela equipe da Sempre Flu com personalidades ligadas ao Fluminense. Não deixe de conferir no final da página as entrevistas anteriores.


Entrevistado: Roberto Horcades - Candidato a presidência do Fluminense
Por: Cesar Motta (09/06/2004)

O cardiologista Roberto Horcades Figueira, de 57 anos, é candidato da situação à presidência do Fluminense. Formado há 34 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Horcades é vice-presidente médico do clube desde a primeira posse de Davi Fischel. É pós-graduado em Oxford, na Inglaterra, foi diretor do Hospital de Cardiologia das Laranjeiras durante 10 anos, representante do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro durante a gestão do ministro Adib Jatene (governo FHC), coordenador do SUS no Rio de Janeiro e diretor do Pró-Cardíaco. Dois nomes já estão escolhidos para sua diretoria, caso seja eleito: Júlio Domingues, um dos fundadores da antiga Vanguarda Tricolor, e o atual presidente, David Fischel, como vice-presidente de Finanças. Roberto Horcades foi nadador e tenista pelo Fluminense. "Vou para o sacrifício, porque os três primeiros nomes indicados pela atual diretoria não puderam ou não aceitaram disputar a eleição. Mas estou preparado e tenho um grande grupo de amigos e clientes, advogados e economistas, que vão me ajudar a resolver problemas que persistem, como a dívida e a necessidade de um estádio e um centro de treinamento", diz Horcades. Ele garante que a sede das Laranjeiras irá se tornar um "museu do futebol e da história do clube", e que o Fluminense já tem engatilhado o projeto de construção de um estádio moderno. Garante ainda uma surpresa para aumentar o patrimônio físico do clube e transferir o futebol das Laranjeiras. O doutor Roberto Horcades garante também que seu principal trunfo são as amizades com tricolores influentes e poderosos, todos seus clientes, e que participarão, em regime de mutirão, de um grande projeto para impulsionar o clube. Como sempre, a Sempreflu não emite juízo sobre o candidato e suas idéias. Apenas expõe o que foi dito para o julgamento dos torcedores e dos sócios. Vamos à entrevista:

SF - Por que o senhor quer ser candidato a presidente do Fluminense?



R - Com a proximidade do fim do mandato do presidente Davi Fischel, ele reuniu seu Conselho Diretor e perguntou se alguém gostaria de ser candidato. O colegiado indicou então, como primeira opção, Celso Barros, presidente da Unimed. O Celso declinou, disse que não poderia dirigir o Flu, porque iria candidatar-se a um novo período de gestão na Unimed, e não teria tempo para se dedicar ao clube. O segundo nome escolhido foi o de Júlio Bueno, ex-diretor do Inmetro, da BR-Distribuidora e atual secretário de Governo do Espírito Santo. Ele também recusou, porque não poderia afastar-se do cargo que ocupa em outro estado. Houve ainda uma terceira indicação, de que não me lembro, que também não aceitou. Todos se voltaram, então, para o meu nome, e eu não pude recusar. Era uma missão. E na minha chapa, por enquanto, apenas dois nomes são certos: o Júlio Domingues, um vanguardista de primeira hora, e o presidente Davi Fischel, que será o meu vice-presidente de Finanças, para que continue o saneamento que iniciou no clube.



SF - O senhor é visto por boa parte dos sócios e torcedores como um candidato "piscineiro", sem ligações com o futebol, sem projetos para o clube.



R - Isso é uma injustiça profunda, e ninguém diz isso na minha frente. Como não tenho ligações com o futebol? Todo fim de semana estou no Maracanã, acompanhando o time, torço como um louco, adoro futebol, e o meu filho Álvaro Figueira é um dos fundadores da torcida Força Flu. Acho que essa história surgiu em meu discurso de posse como vice-presidente médico. Eu disse que iria dirigir o Departamento Medico do clube Fluminense, e não do time de futebol apenas. Tenho o apoio das pessoas realmente envolvidas com o futebol, como o Carlos Henrique, o Cássio Miranda, de cujo pai fui grande amigo, do Celso Barros, do Wagner Victer e seu irmão, do Marcelo Fischel, e de muitos outros.



SF - O Fluminense existe como instituição, é conhecido no país inteiro, por causa do futebol. O futebol tem que ser a prioridade absoluta...



R - E vai continuar sendo. Mas preciso explicar o seguinte: quando o Fischel assumiu o clube e me convidou para vice médico, não havia mais Departamento Médico no clube. Estava tudo destruído, sem profissionais, sem equipamentos. O clube não resistiria a uma visita da Vigilância Sanitária, de qualquer órgão de fiscalização médica. Seríamos interditados, o clube poderia simplesmente fechar as portas. Pois fui eu quem montou tudo o que há de moderno no Departamento Médico hoje. Levei para lá profissionais de alto nível como os doutores Michael Simoni, Victor Favilla e Luís Gallo, montei uma estrutura que é a mais moderna dentre os clubes brasileiros e que talvez só exista no mesmo nível no São Paulo Futebol Clube. Pus dinheiro do meu bolso, doei equipamentos, e hoje somos modernos e auto-sustentáveis. Todo exame médico das escolinhas do clube é pago, há renda própria. E o futebol, claro, se beneficia disso.



SF - Se o Fluminense vender todo o seu patrimônio físico, não pagará metade da dívida que tem acumulada. A dívida de curto prazo é tida como inadministrável. Quais os seus planos para resolver isso?



R - Pode ficar tranqüilo, o Fluminense não vai falir, quebrar. A instituição é muito grande para que isso aconteça. O que o clube precisa, agora, é de um grande administrador. E eu sou essa pessoa. Advogados e economistas de renome vão trabalhar para o Flu em regime de mutirão para equacionar tudo isso. Todos meus amigos e clientes. Não posso citar nomes ainda, eu o farei no momento certo. É gente que possui grandes escritórios de advocacia e gente do mundo financeiro, influente e capaz. Sou médico e amigo, por exemplo, do Ricardo Teixeira, presidente da CBF, há 32 anos. Quando a CPI do Futebol, do Senado, quis intimá-lo, ele tinha acabado de sofrer um ataque cardíaco e estava aos meus cuidados. Fui com ele a Cleveland, nos Estados Unidos, um centro de excelência em medicina do coração. O senador Geraldo Althoff, que era o relator da CPI, e também é médico e meu amigo, me telefonou e me disse: "Roberto, por favor, você pode comprometer seu prestígio profissional se ficar acobertando o Ricardo Teixeira". Eu disse a ele: "Senador, não há nenhum acobertamento, nenhuma fraude. O doutor Ricardo Teixeira teve realmente uma crise cardíaca grave e eu o estou acompanhando aos Estados Unidos, porque o quadro médico dele é muito sério".



SF - Mas o senhor conhece a situação financeira do clube? O balanço do ano passado, 2003, é de arrepiar os cabelos de qualquer administrador responsável.



R - Conheço tudo, acompanho tudo de perto. Tenho o apoio da diretoria e do presidente do Conselho Deliberativo, Milton Mandelblatt. Estou autorizado pelo presidente Davi Fischel a anunciar que vamos construir um estádio de futebol moderno, um centro de treinamento de primeiro mundo, e um museu nas Laranjeiras. Não posso dar detalhes ainda, mas já há documentos assinados e nós vamos tocar os projetos, dar continuidade ao que vem sendo feito. O futebol vai sar das Laranjeiras e, em uma segunda etapa, será profissionalizado, separado do restante do clube. Vamos aumentar o patrimônio do clube com o estádio e uma nova área, mas isso por enquanto é sigilo, porque está em fase de definições, de ajustes.



SF - O senhor acredita que haja mesmo quatro candidatos até a eleição?



R - Não acredito. Será preciso haver composições, porque os quatro não conseguirão formar uma chapa com 150 conselheiros. Acredito em duas candidaturas definitivas. O ex-deputado e atual secretário municipal de Habitação Airton Xerex, por exemplo, é meu amigo e meu cliente, mas não conhece o clube. Esteve na sede uma única vez, na posse do David Fischel. Nem ao Maracanã ele vai, não acompanha o time e nem tem experiência administrativa. Os que o lançaram, foram precipitados, e me acusam de "filhote do Fischel", mas só pelas costas. O Augusto Ramos é um homem sério, mas também não tem história e nem ligações no clube. E não acredito em milagres, em grupos que vão pôr 78 milhões de euros no clube, como ele anuncia. Ninguém é louco, o momento do futebol brasileiro não é esse. O fracasso das parcerias do Vasco com o Bank of América, do Corinthians com a Hicks Muse, e do Flamengo e Grêmio com a ISL, mostra que o futebol brasileiro precisa se estruturar e que ninguém investirá tanto dinheiro em futebol a curto prazo. É preciso um salto. E se entrar mesmo no clube agora toda essa massa de dinheiro, as dívidas fiscal e trabalhista consumirão tudo, as ações judiciais levarão o dinheiro todo, será tudo confiscado. Não haverá milagres e nem dinheiro caindo do céu.



SF - Mas o próprio presidente Davi Fischel disse que há uma proposta do Citicorp de injetar dinheiro no clube, em troca de parcerias nos direitos federativos das revelações de Xerém...



R - Eu li uma nota sobre isso na coluna do Ancelmo Góis, n´O Globo, mas é uma notícia plantada por alguém que não sei quem é. O superintendente do Citibank no Rio de Janeiro é meu amigo, o Eduardo Maia, e ele não tem nenhuma informação sobre isso. Não há nada disso.



SF - Como, então, obter recursos para o futebol? A Unimed continuará apoiando o clube?



R - O Celso Ramos é meu amigo há 32 anos. Ele me apóia, mas o compromisso da Unimed com o Fluminense vai só até dezembro, e se o clube conseguir uma vaga para a Taça Libertadores, a Unimed nos acompanhará. O resto está em aberto, e temos que voltar a negociar ao final do contrato. Queremos que a Unimed continue, a parceria inclui um plano de saúde para todos os jogadores do Fluminense, desde os mirins, em Xerém, até os profissionais. Nenhum clube do Brasil tem isso, acho que só o São Paulo teve, por algum tempo, a Amil garantindo seus profissionais. Acho que nem eles têm mais isso, só o Fluminense.



SF - Vamos insistir: como resolver o problema das dívida fiscal e trabalhista? O Fluminense não pode vender ninguém para o exterior, porque o Banco Central confisca o dinheiro que entra por causa da dívida com o Fisco e com a Previdência. O Flu não pode contratar jogadores estrangeiros, porque o visto de trabalho é negado, também por conta da dívida fiscal. O Paulo Madeira, por exemplo, não pôde jogar e teve que voltar a Portugal.



R - Tudo isso é conversa fiada. Falam muita coisa que não é verdadeira. O Paulo Madeira não jogou e foi devolvido porque era ruim de bola mesmo, não servia para o clube. Não existe nada disso, está tudo bem encaminhado e nós vamos dar continuidade ao saneamento iniciado pelo Fischel. Pegamos o clube no buraco, na terceira divisão, e lhe devolvemos o respeito, a credibilidade. Temos feito boas campanhas nos profissionais e somos imbatíveis nas divisões de base. Xerém é uma realidade. Quando Fischel assumiu, Xerém tinha apenas um campo, que era capim puro. Ninguém queria trabalhar lá. Hoje, são sete campos de treinamento em ótimas condições, instalações modernas, profissionais de excelente nível e uma estrutura para divisões de base que só outros quatro clubes no Brasil têm: o São Paulo, o Cruzeiro, o Vitória da Bahia e o Atlético Paranaense. Ninguém mais.



SF - O senhor fala em profissionalizar o futebol. Quem será o seu homem para o futebol?



R - Só o futebol, não, vamos profissionalizar tudo. O marketing, as diretorias especializadas, tudo o que for preciso. Penso em manter o atual vice de futebol, o Carlos Henrique, que fez um ótimo trabalho em Xerém e assumiu o futebol profissional há pouco tempo, mas já mostrou que é competente. É preciso ficar claro que nunca mais seremos uma potência olímpica, como já fomos. Os tempos mudaram. As empresas preferem montar seus próprios times de esportes olímpicos, em vez de apoiarem os clubes tradicionais. Temos, então, que escolher nossas prioridades, escolher em que esportes podemos nos destacar e trabalhar duro, inclusive no futebol. Organização é a palavra.

___________________________

A Sempre Flu agradece ao Dr. Roberto Horcardes pela atenção e ao amigo Cesar Motta por mais essa inestimável colaboração.



 
ENTREVISTAS ANTERIORES:

Peter Siemsen - O ADVOGADO PETER SIEMSEN TEM 40 ANOS, É CASADO, PAI DE UM MENINO DE UM ANO E JÁ À ESPERA DO SEGUNDO FILHO. ADVOGADO DE RENOME, SÓCIO DO MAIOR E MAIS CONCEITUADO ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA DO PAÍS COM ESPECIALIZAÇÃO EM PATENTES E PROPRIEDADE INTELECTUAL, MEIO-AMBIENTE E CONTENCIOSOS. PETER ADMINISTRA UM ESCRITÓRIO COM MAIS DE 700 FUNCIONÁRIOS, E SE PROPÕE A SALVAR O FLUMINENSE DO CAMINHO DA DESTRUIÇÃO, A QUE ESTÁ SENDO LEVADO POR SUCESSIVAS E DESASTROSAS ADMINISTRAÇÕES DESDE O FIM DA ERA MANOEL SCHWARTZ, EM 1985. ACREDITA AINDA NA UNIÃO DE TODAS AS OPOSIÇÕES, E BUSCA APOIO DE GRANDES TRICOLORES QUE ESTÃO AFASTADOS DO CLUBE, COM BASE EM SUA PRÓPRIA CREDIBILIDADE PESSOAL. O CANDIDATO PROPÕE A TRANSFORMAÇÃO DO FUTEBOL EM UMA EMPRESA, COM GESTÃO SEPARADA DO CLUBE SOCIAL E DOS ESPORTES OLÍMPICOS; PROMETE SANEAR AS FINANÇAS ARRUINADAS DO FLUMINENSE; PROMETE PARCERIAS E ATÉ MESMO A CONSTRUÇÃO DE UM ESTÁDIO MODERNO E FUNCIONAL; PROMETE GARANTIR O DIREITO DE VOTO A SÓCIOS QUE MORAM EM OUTRAS CIDADES; REVITALIZAR A SEDE SOCIAL; AUMENTAR O QUADRO DE SÓCIOS. ENFIM, TORNAR O FLUMINENSE, DE NOVO, A VANGUARDA DO ESPORTE BRASILEIRO, O MAIOR CLUBE DO BRASIL, QUE FOMOS ATÉ O FINAL DOS ANOS 60. COM VOCÊS, PETER SIEMSEN: - 22/08/2107
Paulo Mozart - O EMPRESÁRIO E EXECUTIVO PAULO MOZART, PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA, É CANDIDATO A PRESIDIR O FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE, COM A PROPOSTA DE SANEAR FINANCEIRAMENTE E DEVOLVER A CREDIBILIDADE AO CLUBE DO CORAÇÃO. PAULO MOZART ESTÁ COM 60 ANOS, NASCEU EM XERÉM, QUANDO O PAI ERA EXECUTIVO DA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES, A FNM, FABRICANTE DO ANTIGO CAMINHÃO CHAMADO DE “FENEMÊ”. MOZART JÁ DIRIGIU EMPRESAS COMO A IBM E A GLOBO.COM. SUGERIMOS A LEITURA TAMBÉM DA ENTREVISTA CONCEDIDA À SEMPREFLU NO DIA 22 DE JULHO DE 2004, E QUE ESTÁ DISPONÍVEL NO LINK “ENTREVISTAS”, NO CANTO ESQUERDO DA PÁGINA INICIAL DA SEMPREFLU. O CANDIDATO É REALISTA EM SUAS PROPOSTAS, E SABE QUE EM APENAS TRÊS ANOS DE MANDATO NÃO SERÁ POSSÍVEL TRANSFORMAR O CLUBE NA POTÊNCIA QUE TODOS SONHAMOS. MAS CONSIDERA VIÁVEL DEIXAR ENCAMINHADO O PROJETO PARA REERGUER O CLUBE, E NÃO SÓ O FUTEBOL: ELE PRETENDE REVITALIZAR A SEDE SOCIAL E ATRAIR DE 12 A 15 MIL NOVOS SÓCIOS. COM A PALAVRA, PAULO MOZART: - 07/08/2007
Gustavo Marins - Candidato à Presidência do FLUMINENSE - A Sempreflu prossegue com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do Fluminense. Desta vez, entrevistamos o quinto nome a se lançar ao desafio de levar o Fluminense ao lugar devido, o de potência do futebol brasileiro, condição que o clube perdeu ao longo dos últimos 20 anos, em um penoso processo de decadência. É Gustavo Marins, 53 anos, biólogo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, com doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Paraná, casado e com dois filhos tricolores, Luísa, de 15 anos, e Guilherme, de nove. Gustavo é o autor do projeto do Centro Cultural do Fluminense, que inclui um museu com a história do clube na sede das Laranjeiras, projeto que já recebeu o certificado de mérito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Inepac) pela concepção, mas que até hoje não foi executado. Gustavo Marins é também o mais empenhado em viabilizar o projeto de construção de um estádio, uma arena multiuso e um centro de treinamento para o Fluminense, em associação com o Grupo Espírito Santo. O estádio, a arena e o hotel, depois de 30 anos, seriam inteiramente de propriedade do clube - até lá, seriam propriedade do grupo investidor, com o pleno direito de uso pelo clube, que teria 15% do aluguel das lojas, das receitas do hotel, da arena multiuso e do estacionamento, e 100% dos direitos das placas de publicidade a serem afixadas no estádio. Gustavo Marins promete também o saneamento financeiro do clube, a modernização de Xerém, a manutenção de um time forte e competitivo e a formação de um candidato à presidência da Federação de Futebol do Rio de Janeiro que acabe com a Era Caixa d´Água já nas próximas eleições da Ferj. O candidato rejeita o rótulo de "candidato da situação", sob o argumento de que colaborou com a administração David Fischel em nome do clube, com projetos e idéias, mas nunca aceitou qualquer cargo e que sempre discordou dos métodos de gestão e do pensamento pequeno que marcaram a última etapa de mandato do atual presidente. Mas, vamos às propostas e idéias de Gustavo Marins: - 25/08/2004
Paulo Mozart - Candidato a presidência do FLU - A Sempreflu, com o objetivo de manter informados torcedores e sócios do Fluminense, continua com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do clube na eleição de novembro próximo, quando poderão votar todos os que, na época, sejam sócios há um ano ou mais. Desta vez, o entrevistado é o mais recente candidato lançado, o experiente executivo Paulo Mozart Gama e Silva, de 57 anos, administrador de empresas e ex-diretor de potências como a IBM e a Globo.com. Mozart, que nasceu em Xerém (por incrível que pareça) em 1947, tem dois filhos e já tinha sido pré-candidato em 2000, quando se reelegeu o atual presidente, David Fischel. Na época, Paulo Mozart não conseguiu formar a chapa com 200 sócios, exigida pelo estatuto, dificuldade que ele garante já ter resolvido – ele informa que já tem mais de 200 sócios dispostos a formar chapa com ele. Tem também um plano diretor para o clube cujas linhas gerais já foram apresentadas em 1999, quando pela primeira vez tentou a candidatura. O plano visa devolver ao Flu a credibilidade perdida por anos de má administração e, num prazo de 10 a 15 anos, transformar o nosso clube novamente em uma potência futebolística e olímpica internacional. Mozart quer transferir todo o futebol do clube para Xerém, que seria totalmente modernizado e equipado por meio de convênios com universidades, clubes europeus e investidores. O velho estádio das Laranjeiras seria transformado em uma arena para shows e para jogos oficiais dos juvenis e juniores do clube. Ele quer ainda atrair mais 10 mil novos sócios para o clube, todas as famílias dos bairros da Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Flamengo e adjacências. “É um absurdo que tenhamos hoje menos de três mil sócios pagantes. Temos que trazer toda a classe média desses bairros para dentro do clube, como sócios, assim como os executivos que trabalham no Centro, em Botafogo, e que queiram fazer uma sauna, um almoço de negócios ou um happy-hour no clube, que hoje não tem como atender a essas necessidades”, diz Mozart. Vamos à entrevista, lembrando mais uma vez que a Sempreflu não apóia nenhuma candidatura, mas é um espaço aberto para que todos exponham democraticamente suas idéias, em nome do interesse do Fluminense: - 22/07/2004
Entrevista com Augusto Ramos, candidato a presidência do Fluminense - O economista e consultor Augusto Ramos, carioca, 61 anos, casado, dois filhos nascidos e vivendo na Suécia, apresenta hoje sua candidatura à presidência do Fluminense para as eleições de novembro deste ano. Augusto viveu na Suécia de 1971 a 1998. Foi para lá exilado pela ditadura militar aos 29 anos. Formou-se em Economia e depois foi professor da Universidade de Lund, na Suécia, onde ainda vivem seus filhos Márcio e Augusto, participantes eventuais do Fala Tricolor, da Sempreflu. Voltou em 1998 porque, segundo ele, não resistiu à agonia de ver o clube na terceira divisão. Montou uma empresa de consultoria econômica para empresas escandinavas no Brasil, a Image Diction. O lançamento da candidatura vai ser no Centro Empresarial Botafogo, na Praia de Botafogo, perto da Fundação Getúlio Vargas. Ele vai apresentar seu programa de gestão para o Flu, com ênfase na construção de uma arena multiuso(Foto) no Recreio dos Bandeirantes e na transformação do Vale das Laranjeiras, em Xerém, em um centro internacional de pesquisas esportivas, fisiológicas e de ação social. É a segunda candidatura lançada para as próximas eleições. A primeira foi a do presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios e ex-membro do Triunvirato Tricolor, José de Souza, a quem entrevistamos no ano passado. A Sempreflu repete o que disse na ocasião: não apóia nenhuma candidatura, e todas as afirmações do entrevistado são de inteira responsabilidade dele. Nosso compromisso com os tricolores é dar aqui espaço igual para todos os que se apresentem como candidatos a dirigir o Flu, para que apresentem suas idéias e planos de gestão. Com vocês, Augusto Ramos: - 22/03/2004
Entrevista com José de Souza, Candidato a presidência do Fluminense. - A Sempre Flu não tem compromisso com qualquer candidatura ou grupo político do Fluminense. Nosso compromisso é exclusivamente com um Fluminense forte e vencedor, como era a tradição do nosso clube, e com a nossa torcida. Como defendemos a associação em massa dos torcedores ao clube, acreditamos que todo tricolor que tiver chance ou poder aquisitivo deve se tornar sócio, queremos também esclarecer e debater idéias. Respeitamos também o direito de quem não quer se associar, de quem prefere limitar-se a ser um torcedor de arquibancada e até apenas de televisão ou rádio. Mas como achamos que o Fluminense tem que ser rediscutido, debatido, estamos abrindo espaço para TODOS os candidatos que se lançarem à presidência do clube. A intenção é informar nossos amigos da Sempre Flu. Repetimos: não apoiamos nenhum candidato. A série começa com o primeiro candidato a se lançar formalmente, o empresário atacadista de alimentos José de Souza, presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro. Ele se apresenta como o candidato dos ex-presidentes Silvio Kelly dos Santos e Sylvio Vasconcellos, além de João Havelange. Mas garante que planeja um futebol forte, com a contratação de Leão ou Vanderlei Luxemburgo no primeiro ano de mandato. Garante ainda ter a fórmula para sanear as finanças do clube e construir uma arena multiuso onde hoje existe o campo de futebol, com cinco mil lugares, além de um prédio de 18 andares, com quadras de tênis, piscinas aquecidas, shopping, lojas, estacionamento, hotel e restaurante panorâmico. A sede histórica seria preservada, pela beleza e por exigência legal. José de Souza garante que: “se o Fluminense for rebaixado, o presidente David Fischel não emplaca o ano de 2004 como presidente. Ele cai junto com o clube". - 25/09/2003
Assis e Whashington - A rápida e informal entrevista se deu após o almoço promovido pela Sabedoria Tricolor, que homenageou os três eternos craques do Fluzão. A realização deste evento, é bom que se diga, se deveu à grande dedicação do conselheiro Philippe Von Buren, que se esmerou em conseguir um t empo nas agendas de todos, principalmente na do Assis, para comparecerem à homenagem que se realizou em julho passado. - 01/07/2002
Robertinho - Foram mais de duas horas. Um longo e agradável papo em sua aconchegante residência, na Barra da Tijuca. Ele e sua família me receberam muito bem. Fizeram questão, inclusive, de me servir algo para beber. Durante a entrevista, o nosso ex-técnico Robertinho mostrou ter qualidades humanas, às vezes raras em sua profissão, tais como ética, sinceridade e transparência. Ele sabe que ainda tem uma longa trajetória como treinador. Robertinho já recebeu propostas de times da Série A, B e até do exterior, devendo estar num novo clube em breve, mas seu grande sonho é voltar para o Fluminense, seu clube de coração, um dia. Leia a seguir a entrevista que foi feita, de acordo com o entrevistado, exclusivamente para a Sempre Flu. - 03/09/2002
Ézio - Daniel Cohen - 27/02/2002
Roni - 13/09/1999
David Fischel - A Sempre Flu agradece ao Presidente David Fischel por nos conceder esta entrevista. - 23/06/1999
Samarone - 01/01/1998
 
  


Copyright (c) 1998-2017 Sempre Flu - Todos os direitos reservados