Nesta página, periodicamente, os torcedores poderão conferir entrevistas exclusivas feitas pela equipe da Sempre Flu com personalidades ligadas ao Fluminense. Não deixe de conferir no final da página as entrevistas anteriores.


Entrevistado: David Fischel
Por: Marcos Braga (23/06/1999)

A Sempre Flu agradece ao Presidente David Fischel por nos conceder esta entrevista.

SEMPRE FLU - Como o Sr. se tornou tricolor, por quem o Sr. foi influenciado e em que área o Sr. atua em sua vida profissional?
DAVID FISCHEL - A primeira lembrança que eu tenho como torcedor do Fluminense, foi quando tinha 4 anos, morava no interior de Minhas Gerais e escutava os jogos do Fluminense pelas Rádios. A impressão que eu tenho de como eu me tornei torcedor do Fluminense, é que meu pai trabalhava no Moinho Fluminense. Acredito que por essa questão de nome, analogia, eu me tornei torcedor do Fluminense. Uma lembrança que tenho foi de um Fla x Flu que o Fluminense inclusive ganhou. Depois eu continuei morando em Minas durante alguns anos e não tinha possibilidade de acompanhar o Fluminense de perto. Aos 10 anos vim para o Rio e passei a acompanhar o Fluminense e eu me lembro que o Fluminense foi campeão, ou melhor, Super Campeão Carioca. Foi um Super Campeonato que jogavam: Fluminense, Flamengo, América e Botafogo. O Fluminense foi o Campeão e eu assistindo aos jogos. Exatamente contra o Botafogo, o Fluminense ganhou naquele ano a final por 4 x 0. Essa foi a primeira recordação vendo o Fluminense de perto. Daí em diante sempre morei no Rio e continuei acompanhando o Fluminense praticamente em todos os jogos. Inclusive tem alguns episódios, por exemplo: Eu adiei um noivado meu, porque o noivado aconteceu num dia do jogo Fluminense x Vasco, uma decisão de campeonato. Era um jogo extra porque cada um já havia ganho um jogo, e esse jogo caiu no dia do meu noivado, então adiei o noivados e fomos ao jogo, eu e minha mulher. Talvez até o que precipitou o casamento, foi que levei ela em um jogo do Rio x São Paulo em 1959 e pelo que eu me lembre o Fluminense venceu por 8x1 ou 8x2, foi uma goleada...pensei "pelo menos é pé quente"(risos) e isso acelerou o noivado.

SEMPRE FLU - O Sr. como profissional continuou atuando dentro do clube? O senhor era sócio?
DAVID FISCHEL - Eu sempre fui sócio do Fluminense, virei torcedor, nunca atuei politicamente no clube e nunca exerci nenhum cargo. Vamos dizer que a minha primeira presença no Fluminense, nessa questão, foi por causa da Vanguarda. A Vanguarda me convidou para ser um dos membros da chapa que concorria ao Conselho Deliberativo. Eu então aceitei com satisfação, a chapa ganhou e me tornei Conselheiro do Fluminense. Então passei a freqüentar as reuniões do Conselho e estava percebendo que havia um racha político muito grande...até tem duas testemunhas ( Antônio Gonzales - Ex-secretário Geral da Vanguarda Tricolor e Marcos Furtado ex-presidente da Vanguarda Tricolor - haviam entrado na sala há uns 5 minutos) ali que participaram do movimento tentando, vamos dizer assim, harmonizar a questão política dentro do clube e fizemos então após a renuncia do Álvaro Barcelos, nós fizemos uma composição, inclusive foi na minha casa, aonde nós pedimos pela indicação do Manoel Swartz e eu assumi a Vice-presidência Administrativa. Acontece que, por acaso, no dia da eleição o Manoel Swartz passou mal e eu como vice-presidente administrativo assumi interinamente a presidência do Fluminense. Ficamos durante uns 5 meses, o Manoel Swartz entrava e saia pois o estado de saúde dele realmente não permitia continuidade, então eu durante alguns meses assumi a presidência interina do Fluminense. Quando ocorreu as eleições, outra vez, havia uma possibilidade de haver uma dispersão política e que na situação que o clube se encontrava iria prejudicar bastante. Então com sugestões de alguns conselheiros nos fizemos uma composição, criamos o Triunvirato e esse Triunvirato foi eleito em dezembro e assumimos então a presidência do Fluminense.

SEMPRE FLU - Desde que o Sr. assumiu, Qual era a expectativa do Sr. dentro do Fluminense ? O que o senhor poderia encontrar, comparando a sua vida como empresário bem sucedido, comparando administrar uma empresa e administra o Fluminense ? Qual a diferença de mentalidade?
DAVID FISCHEL - O clube é diferente de empresa, o clube tem um ingrediente que empresa não tem, que é o fator paixão. Você pensa em administrar de modo racional mas não pode desprezar o lado passional, evidentemente a gente sabia que o Fluminense vivia grandes dificuldades, porém no momento que você participa mais diretamente você tem a possibilidade de encontrar problemas mais profundos, e realmente a situação do Fluminense, quando nós assumimos era uma situação ultra delicada e realmente diferente daquilo que eu imaginava do Fluminense. Eu que via o Fluminense assim da arquibancada, ainda imagina que o Fluminense tivesse, vamos dizer assim, como já foi no passado, como eu inclusive aprendia, imaginava que ele ainda estivesse organizado, mas, infelizmente, encontrei aqui um Fluminense numa situação muito...deteriorada, nós temos agora um trabalho grande de recuperação.

SEMPRE FLU - No que diz respeito aos Grandes Clubes do Brasil, Vasco, Flamengo, Palmeiras, Corinthians já estão com suas Parcerias, então o Fluminense seria a Bola da vez, sendo assim, porque a dificuldade na busca de parceiros ?
DAVID FISCHEL - O Flamengo, por exemplo, ainda não fechou . As negociações são demoradas. O próprio investidor não conhece realmente a fundo o que seja o negócio Futebol, eles tem dificuldades em entender o clube, tem preocupação sempre com o lado político do clube, que é uma das coisas que mais afligem o investidor, como ele vai superar o problema político, você tem que provar ou até criar um modelo em que o investidor possa agir empresarialmente sem ficar com tantos receios do lado da política que possa complicar decisões. Essa talvez seja a maior dificuldade em uma negociação, outro é o problema econômico, quer dizer a situação do clube, a perspectiva do clube, mas é uma dificuldade igual para qualquer um, a situação não é mais difícil nem menos difícil que a de outros clubes. O Fluminense é viável, evidentemente nós corremos contra o relógio, nós queremos resolver da forma mais rápido possível, mas ele é absolutamente viável, eu acho até que o Fluminense, por exemplo, comparando, isso eu tenho ouvido do lado dos investidores, que o Fluminense é mais fácil que o Flamengo e que o Corinthians, por que o envolvimento, por exemplo no Flamengo uma co-gestão é complicada, a política dentro do clube é pior, mas difícil que seria no Fluminense, mas evidente que eles preferem primeiro os clubes de maior torcida, porque tem um mercado maior, como é um negócio em que o patrimônio, que eles procuram, na realidade é o torcedor, tudo vai partir do torcedor, qualquer resultado vem do torcedor. A quantidade de torcedor que vai consumir, o torcedor que vai ver televisão, o torcedor que vai aos jogos, evidente que Flamengo e Corinthians tem maior torcida que o Fluminense e numa escala decrescente eles começaram a se interessar pelos outros clubes, e um dos investidores que estamos tratando precisam esperar uma definição em relação ao Flamengo, pois lá são 35 milhões de torcedores.

SEMPRE FLU: E caso do Fluminense disputar a 3ª divisão, isso atrapalharia a negociação? O investidor pode estar esperando para saber qual divisão o Fluminense iria jogar, se 1ª, 2ª ou 3ª e isso diminuiria ou aumentaria a proposta?
DAVID FISCHEL - Pra efeito de parceria não, porque parceria na realidade é uma solução a longo prazo e o Fluminense não estará permanentemente na 3ª divisão, é uma situação absolutamente temporária, e tem até certas vantagens, porque você chega no fundo você só tende a crescer, então todo resultado será positivo porque você só vai subindo, mas o que prejudica é a questão do patrocínio, que é outra coisa, patrocínio de camisa, que evidentemente, é uma coisa mais imediata, então, a divisão que a gente se encontra, o modelo de campeonato, tudo isso influência porque o patrocinador quer saber qual vai ser a nossa exposição.

SEMPRE FLU - O Fluminense tem dificuldade com o Clube dos 13 e a CBF ? Como é a situação do Fluminense hoje como ele é visto?
DAVID FISCHEL - A tradição nesse caso não influencia muito, o Fluminense é um clube respeitado pelos co-irmãos, é respeitado pelas entidades, evidentemente que os dirigentes atuais, os dirigentes que estão no momento, a cada momento exercendo a gestão do clube também devem ter um conceito, uma coisa é o clube, o clube é tradicional, muitas vezes têm dirigentes que não tem credibilidade, então naquele momento o clube é prejudicado...aí muda o dirigente entra um dirigente com mais credibilidade, aí passa a valer a tradição do clube. É o clube que tem que ter tradição, o que acontece hoje no clube dos 13, numa questão que um acordo que foi feito, um acordo no qual o próprio Fluminense participou, o Fluminense está alijado das grandes decisões do Clube dos 13, que está tratando da primeira divisão e o Fluminense está fora da primeira divisão, então quando vota o modelo de campeonato da primeira divisão, distribuição de rendas, distribuição de cotas de televisão, nós não votamos, porque nós concordamos com essa situação no passado, então o Fluminense lá no Clube dos 13 tem essa dificuldade que é estar fora da 1ª Divisão. Na CBF não, o que pode acontecer eventualmente é uma antipatia de um dirigente da CBF com um dirigente do Fluminense, mas o clube não.

SEMPRE FLU - O senhor chegou a declarar que o Fluminense não iria disputar a Terceira divisão, porque seria inviável econômicamente. Qual a posição do senhor hoje?
DAVID FISCHEL - Hoje precisamos ver o seguinte: O Fluminense tem um contrato com a TV Globo de transmitir todos os jogos do Fluminense, todos, sem exceção...

SEMPRE FLU - Em qualquer divisão?
DAVID FISCHEL - Não, dentro especificamente dentro da Série C ele terá todos os jogos televisionados, assim do ponto de vista econômico viabiliza, porque o patrocinador já se interessa, ele vai ser exposto todos os jogos mais do que qualquer outro, quer dizer Flamengo, Vasco, Botafogo, São Paulo, o Corinthians, não vão ser tão expostos, enquanto nós teremos todos os jogos televisionados. Segundo: A Globo não se interessa em transmitir jogo do Fluminense em que o Fluminense entre com o time de juniores. Ela zela pela qualidade do produto que ela está expondo, o Fluminense. Então ela vai querer qualidade, vamos conversar sobre um projeto em que ela reforce o time do Fluminense, para que o Fluminense possa ser interessante para os telespectadores, porque senão ele joga um jogo e se não ganhar, no segundo ninguém liga a televisão, então tem essas considerações que poderiam viabilizar a participação do Fluminense. Ainda não sabemos o modelo da competição, a CBF ainda não tomou uma decisão até porque não resolveu ainda as eleições, só depois das eleições ela deverá se definir. Então, estamos tentando ver o modelo para podermos tomar uma decisão, se o Fluminense joga ou não joga.

SEMPRE FLU - No começo do ano o discurso era que o time do Fluminense seria trabalhado para o segundo semestre, agora esse time é desfeito, o time que está sendo montado estará talhado para disputar a terceira divisão?
DAVID FISCHEL - Realmente eu imaginava que o Fluminense quando chegasse nesse momento já estaria preparado para jogar o segundo semestre. O que acontece é que nós não conseguimos formar a nossa base para o segundo semestre, então nós vamos ter que mexer. O ideal teria sido ter um time, não ganhou o campeonato mas tem time pronto para começar o segundo semestre, e não tem, então nós temos que reforçar, quem tem que ser, quem tem característica de Série C, se o Fluminense jogar, tem que ter, evidentemente, um time combativo, um time de garra, você tem que mesclar técnica e garra. Isso aí, a Comissão Técnica agora tem que avaliar, para ver como ela vai reorganizar o time.

SEMPRE FLU - O Fluminense de 83 para cá sempre formou times com poucas estrelas, isso é uma questão de mentalidade ? Ou amanhã, se tiver condições financeira o Fluminense vai trazer jogadores renomados?
DAVID FISCHEL - O Fluminense sempre primou por valorizar jogadores novos(nossos), nunca teve tanta necessidade de trazer jogadores de fora porque ele formava jogadores, infelizmente, nos últimos anos, talvez essa tenha sido uma das causas situação do clube é que nós não formamos jogadores, senão vejamos, nesses últimos anos qual foi o jogador formado no Fluminense que tenha se tornado um grande craque, não tem. Então, você é obrigado a compra jogador, aí a situação econômico-financeira influencia, pois no momento que você tiver recursos para trazer o Rivelino você traz o Rivelino, se não tiver você traz o Marcão.

SEMPRE FLU - Como está o clube na parte social hoje ?
DAVID FISCHEL - Acho que tá melhorando, o Fluminense promoveu vários eventos sociais aí, todos eles com grande brilhantismo, com uma frequência muito boa. A parte do Esporte Amador nós estamos recomeçando pela situação econômica do clube, infelizmente nós não podemos patrocinar grandes atletas. Nós estamos buscando patrocínio para o esporte amador, tem alguns esportes que estão se destacando aí, no Water Polo nós fomos Tricampeões Brasileiros, Tiro nós fomos Tricampeões Brasileiros, uma Saltadora atingiu a marca para ir às Olimpíadas, então nós vamos aos poucos, nós não temos com os recursos do clube gastar com o esporte amador sem patrocínio, ele tem que se auto sustentar.

SEMPRE FLU - E o Basquete?
DAVID FISCHEL - Vai começar o Estadual e Fluminense está disputando com Botafogo, Flamengo e Vasco um vaga para o Campeonato Brasileiro do ano que vem, nós estamos buscando um patrocínio, nós já temos até um técnico que é o Bial, pegamos dois jogadores, vamos ver se trazemos jogadores de fora. O Basquete está ganhando muita projeção, está se tornando popular, então interessa.

SEMPRE FLU - Quando o Fluminense recebeu da Hortência o time feminino que foi Campeão Brasileiro, fez aquele sucesso todo, a torcida lotando o ginásio do Tijuca...ainda teria a chance de formar time de basquete feminino, não igual aquele que foi formado mas um time que pudesse ter a mesma importância que o time de basquete masculino?
DAVID FISCHEL - Isso vai depender do Patrocínio, com recursos próprios. Nós não vamos formar um time de basquete feminino. Agora se tivermos um patrocinador, porque por exemplo, a Hortência gostaria muito de voltar a vestir o Fluminense, porque o Fluminense é uma marca importante para ela, então se a gente conseguisse um patrocínio ela teria condições de trazer o time.

SEMPRE FLU - As verbas do Futebol e do Social estão separadas, distintas, o que é do sócio é do clube social e futebol é futebol ?
DAVID FISCHEL - Hoje nós temos três vertentes aí, nós temos receita social para pagar a parte de administração do clube, a receita do esporte amador, das escolinhas, é usada para pagar os funcionários do esporte amador e a receita do Futebol é pra gastar em futebol.

SEMPRE FLU - Então as mensalidades dos sócios são usadas?
DAVID FISCHEL - Os Sócios pagam os funcionários, sócio paga a manutenção do clube, a limpeza do clube, paga a luz do clube, só não paga os jogadores .

SEMPRE FLU - O Fluminense ha algum tempo atrás tinha uma inadimplência alta, como esta hoje?
DAVID FISCHEL - A inadimplência do Sócio hoje depende menos até do clube mais da situação econômica do País, todos os clubes, o Flamengo, eu estou sabendo, está com percentual de inadimplência muito alto, mas é em função da crise econômica, começa deixando de pagar o cinema, depois ele deixa de pagar o restaurante, depois ele deixa de pagar o clube, depois ele deixa de pagar a escola, é uma escala...

SEMPRE FLU - Como o senhor avalia hoje o trabalho do Triunvirato? Está funcionando como o planejado? O senhor o do Dr. Francisco Horta e o do Dr. José de Souza? Está funcionando?
DAVID FISCHEL - A idéia do Triunvirato foi válida porque o Fluminense na situação difícil que se encontrava precisava realmente da maior influência, de maior participação, de maior atuação, evidentemente que nenhum de nós está feliz porque a expectativa era maior, nós queríamos que o Fluminense fosse campeão do Rio São Paulo, da Copa do Brasil, do Campeonato Estadual, então, vamos dizer assim, não estamos totalmente felizes, agora com relação ao funcionamento, à estruturação está perfeito.

SEMPRE FLU - Tem alguma coisa hoje que o senhor pretendia fazer, alguma meta que não conseguiu?
DAVID FISCHEL - Meta, eu gostaria de ter conseguido parcerias...

SEMPRE FLU - Quando o senhor entrou já tinha alguma coisa?
DAVID FISCHEL - Tinha! Infelizmente ocorreram fatores extra-campo, fora do controle que complicaram com quem nós estávamos fazendo a parceria teve problemas na questão cambial e acabamos perdendo essa parceria e aí tivemos que recomeçar tudo outra vez, o que atrasou bastante a definição, então começamos tudo outra vez.

SEMPRE FLU - E o acordo feito pelo Fluminense com o clube da Escócia?
DAVID FISCHEL - Um clube precisa ser conhecido e reconhecido internacionalmente, então esse acordo com o clube Escocês ele é mais no sentido da divulgação do clube. O Fluminense eventualmente pode fazer um jogo lá. É um acordo de colaboração de boa vontade, quando formos lá eles nos recebem, quando eles vierem aqui nós os recebemos.

SEMPRE FLU - Na gestão passada foi feito um contrato ou um contato com o Real Madri, seria alguma coisa parecida?
DAVID FISCHEL - Não tem nada haver. Nós fizemos agora um acordo com o Matsubara que nos proporcionou trazer sete jogadores de lá que estão nas equipes de base, infantil, juvenil, aí a gente aproveita a capacidade que eles têm de recrutar jogadores, esse está funcionando.

SEMPRE FLU - O que o senhor pode passar para a torcida tricolor em geral, que na minha opinião demonstrou o grande valor dela. Vou dar um exemplo: na estréia do Fluminense na segunda divisão o público foi de 40 mil, no Fluminense e Vasco bateu recorde .....infelizmente a torcida está muito humilhada....
DAVID FISCHEL- A torcida realmente tem sido um aliado fantástico, como eu te falei no início o torcedor é o maior patrimônio do clube. A torcida do Fluminense nesse campeonato estadual demonstrou que é fantástica, os dois maiores públicos foram do Fluminense, aliás os três maiores públicos foram do Fluminense os dois Fla-Flu e o Fluminense e Vasco, quer dizer o Fla-Flu do amistoso e o Fluminense e Vasco também do primeiro turno, realmente foi o melhor publico do Maracanã e a torcida realmente compareceu. A torcida pode ficar certa que nós vamos trabalhar no sentido de reerguer o Fluminense, em qualquer posicionamento eu acho que a torcida tem que estar presente, em qualquer grupo que o Fluminense esteja e o Fluminense depende da torcida. Da nossa parte nós vamos tentar fazer o melhor, estamos tentando realmente resolver esse problema financeiro e o Fluminense não vai morrer não, isso pode ficar tranqüilo.



 
ENTREVISTAS ANTERIORES:

Peter Siemsen - O ADVOGADO PETER SIEMSEN TEM 40 ANOS, É CASADO, PAI DE UM MENINO DE UM ANO E JÁ À ESPERA DO SEGUNDO FILHO. ADVOGADO DE RENOME, SÓCIO DO MAIOR E MAIS CONCEITUADO ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA DO PAÍS COM ESPECIALIZAÇÃO EM PATENTES E PROPRIEDADE INTELECTUAL, MEIO-AMBIENTE E CONTENCIOSOS. PETER ADMINISTRA UM ESCRITÓRIO COM MAIS DE 700 FUNCIONÁRIOS, E SE PROPÕE A SALVAR O FLUMINENSE DO CAMINHO DA DESTRUIÇÃO, A QUE ESTÁ SENDO LEVADO POR SUCESSIVAS E DESASTROSAS ADMINISTRAÇÕES DESDE O FIM DA ERA MANOEL SCHWARTZ, EM 1985. ACREDITA AINDA NA UNIÃO DE TODAS AS OPOSIÇÕES, E BUSCA APOIO DE GRANDES TRICOLORES QUE ESTÃO AFASTADOS DO CLUBE, COM BASE EM SUA PRÓPRIA CREDIBILIDADE PESSOAL. O CANDIDATO PROPÕE A TRANSFORMAÇÃO DO FUTEBOL EM UMA EMPRESA, COM GESTÃO SEPARADA DO CLUBE SOCIAL E DOS ESPORTES OLÍMPICOS; PROMETE SANEAR AS FINANÇAS ARRUINADAS DO FLUMINENSE; PROMETE PARCERIAS E ATÉ MESMO A CONSTRUÇÃO DE UM ESTÁDIO MODERNO E FUNCIONAL; PROMETE GARANTIR O DIREITO DE VOTO A SÓCIOS QUE MORAM EM OUTRAS CIDADES; REVITALIZAR A SEDE SOCIAL; AUMENTAR O QUADRO DE SÓCIOS. ENFIM, TORNAR O FLUMINENSE, DE NOVO, A VANGUARDA DO ESPORTE BRASILEIRO, O MAIOR CLUBE DO BRASIL, QUE FOMOS ATÉ O FINAL DOS ANOS 60. COM VOCÊS, PETER SIEMSEN: - 22/08/2107
Paulo Mozart - O EMPRESÁRIO E EXECUTIVO PAULO MOZART, PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA, É CANDIDATO A PRESIDIR O FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE, COM A PROPOSTA DE SANEAR FINANCEIRAMENTE E DEVOLVER A CREDIBILIDADE AO CLUBE DO CORAÇÃO. PAULO MOZART ESTÁ COM 60 ANOS, NASCEU EM XERÉM, QUANDO O PAI ERA EXECUTIVO DA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES, A FNM, FABRICANTE DO ANTIGO CAMINHÃO CHAMADO DE “FENEMÊ”. MOZART JÁ DIRIGIU EMPRESAS COMO A IBM E A GLOBO.COM. SUGERIMOS A LEITURA TAMBÉM DA ENTREVISTA CONCEDIDA À SEMPREFLU NO DIA 22 DE JULHO DE 2004, E QUE ESTÁ DISPONÍVEL NO LINK “ENTREVISTAS”, NO CANTO ESQUERDO DA PÁGINA INICIAL DA SEMPREFLU. O CANDIDATO É REALISTA EM SUAS PROPOSTAS, E SABE QUE EM APENAS TRÊS ANOS DE MANDATO NÃO SERÁ POSSÍVEL TRANSFORMAR O CLUBE NA POTÊNCIA QUE TODOS SONHAMOS. MAS CONSIDERA VIÁVEL DEIXAR ENCAMINHADO O PROJETO PARA REERGUER O CLUBE, E NÃO SÓ O FUTEBOL: ELE PRETENDE REVITALIZAR A SEDE SOCIAL E ATRAIR DE 12 A 15 MIL NOVOS SÓCIOS. COM A PALAVRA, PAULO MOZART: - 07/08/2007
Gustavo Marins - Candidato à Presidência do FLUMINENSE - A Sempreflu prossegue com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do Fluminense. Desta vez, entrevistamos o quinto nome a se lançar ao desafio de levar o Fluminense ao lugar devido, o de potência do futebol brasileiro, condição que o clube perdeu ao longo dos últimos 20 anos, em um penoso processo de decadência. É Gustavo Marins, 53 anos, biólogo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, com doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Paraná, casado e com dois filhos tricolores, Luísa, de 15 anos, e Guilherme, de nove. Gustavo é o autor do projeto do Centro Cultural do Fluminense, que inclui um museu com a história do clube na sede das Laranjeiras, projeto que já recebeu o certificado de mérito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Inepac) pela concepção, mas que até hoje não foi executado. Gustavo Marins é também o mais empenhado em viabilizar o projeto de construção de um estádio, uma arena multiuso e um centro de treinamento para o Fluminense, em associação com o Grupo Espírito Santo. O estádio, a arena e o hotel, depois de 30 anos, seriam inteiramente de propriedade do clube - até lá, seriam propriedade do grupo investidor, com o pleno direito de uso pelo clube, que teria 15% do aluguel das lojas, das receitas do hotel, da arena multiuso e do estacionamento, e 100% dos direitos das placas de publicidade a serem afixadas no estádio. Gustavo Marins promete também o saneamento financeiro do clube, a modernização de Xerém, a manutenção de um time forte e competitivo e a formação de um candidato à presidência da Federação de Futebol do Rio de Janeiro que acabe com a Era Caixa d´Água já nas próximas eleições da Ferj. O candidato rejeita o rótulo de "candidato da situação", sob o argumento de que colaborou com a administração David Fischel em nome do clube, com projetos e idéias, mas nunca aceitou qualquer cargo e que sempre discordou dos métodos de gestão e do pensamento pequeno que marcaram a última etapa de mandato do atual presidente. Mas, vamos às propostas e idéias de Gustavo Marins: - 25/08/2004
Paulo Mozart - Candidato a presidência do FLU - A Sempreflu, com o objetivo de manter informados torcedores e sócios do Fluminense, continua com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do clube na eleição de novembro próximo, quando poderão votar todos os que, na época, sejam sócios há um ano ou mais. Desta vez, o entrevistado é o mais recente candidato lançado, o experiente executivo Paulo Mozart Gama e Silva, de 57 anos, administrador de empresas e ex-diretor de potências como a IBM e a Globo.com. Mozart, que nasceu em Xerém (por incrível que pareça) em 1947, tem dois filhos e já tinha sido pré-candidato em 2000, quando se reelegeu o atual presidente, David Fischel. Na época, Paulo Mozart não conseguiu formar a chapa com 200 sócios, exigida pelo estatuto, dificuldade que ele garante já ter resolvido – ele informa que já tem mais de 200 sócios dispostos a formar chapa com ele. Tem também um plano diretor para o clube cujas linhas gerais já foram apresentadas em 1999, quando pela primeira vez tentou a candidatura. O plano visa devolver ao Flu a credibilidade perdida por anos de má administração e, num prazo de 10 a 15 anos, transformar o nosso clube novamente em uma potência futebolística e olímpica internacional. Mozart quer transferir todo o futebol do clube para Xerém, que seria totalmente modernizado e equipado por meio de convênios com universidades, clubes europeus e investidores. O velho estádio das Laranjeiras seria transformado em uma arena para shows e para jogos oficiais dos juvenis e juniores do clube. Ele quer ainda atrair mais 10 mil novos sócios para o clube, todas as famílias dos bairros da Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Flamengo e adjacências. “É um absurdo que tenhamos hoje menos de três mil sócios pagantes. Temos que trazer toda a classe média desses bairros para dentro do clube, como sócios, assim como os executivos que trabalham no Centro, em Botafogo, e que queiram fazer uma sauna, um almoço de negócios ou um happy-hour no clube, que hoje não tem como atender a essas necessidades”, diz Mozart. Vamos à entrevista, lembrando mais uma vez que a Sempreflu não apóia nenhuma candidatura, mas é um espaço aberto para que todos exponham democraticamente suas idéias, em nome do interesse do Fluminense: - 22/07/2004
Roberto Horcades - Candidato a presidência do Fluminense - O cardiologista Roberto Horcades Figueira, de 57 anos, é candidato da situação à presidência do Fluminense. Formado há 34 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Horcades é vice-presidente médico do clube desde a primeira posse de Davi Fischel. É pós-graduado em Oxford, na Inglaterra, foi diretor do Hospital de Cardiologia das Laranjeiras durante 10 anos, representante do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro durante a gestão do ministro Adib Jatene (governo FHC), coordenador do SUS no Rio de Janeiro e diretor do Pró-Cardíaco. Dois nomes já estão escolhidos para sua diretoria, caso seja eleito: Júlio Domingues, um dos fundadores da antiga Vanguarda Tricolor, e o atual presidente, David Fischel, como vice-presidente de Finanças. Roberto Horcades foi nadador e tenista pelo Fluminense. "Vou para o sacrifício, porque os três primeiros nomes indicados pela atual diretoria não puderam ou não aceitaram disputar a eleição. Mas estou preparado e tenho um grande grupo de amigos e clientes, advogados e economistas, que vão me ajudar a resolver problemas que persistem, como a dívida e a necessidade de um estádio e um centro de treinamento", diz Horcades. Ele garante que a sede das Laranjeiras irá se tornar um "museu do futebol e da história do clube", e que o Fluminense já tem engatilhado o projeto de construção de um estádio moderno. Garante ainda uma surpresa para aumentar o patrimônio físico do clube e transferir o futebol das Laranjeiras. O doutor Roberto Horcades garante também que seu principal trunfo são as amizades com tricolores influentes e poderosos, todos seus clientes, e que participarão, em regime de mutirão, de um grande projeto para impulsionar o clube. Como sempre, a Sempreflu não emite juízo sobre o candidato e suas idéias. Apenas expõe o que foi dito para o julgamento dos torcedores e dos sócios. Vamos à entrevista: - 09/06/2004
Entrevista com Augusto Ramos, candidato a presidência do Fluminense - O economista e consultor Augusto Ramos, carioca, 61 anos, casado, dois filhos nascidos e vivendo na Suécia, apresenta hoje sua candidatura à presidência do Fluminense para as eleições de novembro deste ano. Augusto viveu na Suécia de 1971 a 1998. Foi para lá exilado pela ditadura militar aos 29 anos. Formou-se em Economia e depois foi professor da Universidade de Lund, na Suécia, onde ainda vivem seus filhos Márcio e Augusto, participantes eventuais do Fala Tricolor, da Sempreflu. Voltou em 1998 porque, segundo ele, não resistiu à agonia de ver o clube na terceira divisão. Montou uma empresa de consultoria econômica para empresas escandinavas no Brasil, a Image Diction. O lançamento da candidatura vai ser no Centro Empresarial Botafogo, na Praia de Botafogo, perto da Fundação Getúlio Vargas. Ele vai apresentar seu programa de gestão para o Flu, com ênfase na construção de uma arena multiuso(Foto) no Recreio dos Bandeirantes e na transformação do Vale das Laranjeiras, em Xerém, em um centro internacional de pesquisas esportivas, fisiológicas e de ação social. É a segunda candidatura lançada para as próximas eleições. A primeira foi a do presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios e ex-membro do Triunvirato Tricolor, José de Souza, a quem entrevistamos no ano passado. A Sempreflu repete o que disse na ocasião: não apóia nenhuma candidatura, e todas as afirmações do entrevistado são de inteira responsabilidade dele. Nosso compromisso com os tricolores é dar aqui espaço igual para todos os que se apresentem como candidatos a dirigir o Flu, para que apresentem suas idéias e planos de gestão. Com vocês, Augusto Ramos: - 22/03/2004
Entrevista com José de Souza, Candidato a presidência do Fluminense. - A Sempre Flu não tem compromisso com qualquer candidatura ou grupo político do Fluminense. Nosso compromisso é exclusivamente com um Fluminense forte e vencedor, como era a tradição do nosso clube, e com a nossa torcida. Como defendemos a associação em massa dos torcedores ao clube, acreditamos que todo tricolor que tiver chance ou poder aquisitivo deve se tornar sócio, queremos também esclarecer e debater idéias. Respeitamos também o direito de quem não quer se associar, de quem prefere limitar-se a ser um torcedor de arquibancada e até apenas de televisão ou rádio. Mas como achamos que o Fluminense tem que ser rediscutido, debatido, estamos abrindo espaço para TODOS os candidatos que se lançarem à presidência do clube. A intenção é informar nossos amigos da Sempre Flu. Repetimos: não apoiamos nenhum candidato. A série começa com o primeiro candidato a se lançar formalmente, o empresário atacadista de alimentos José de Souza, presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro. Ele se apresenta como o candidato dos ex-presidentes Silvio Kelly dos Santos e Sylvio Vasconcellos, além de João Havelange. Mas garante que planeja um futebol forte, com a contratação de Leão ou Vanderlei Luxemburgo no primeiro ano de mandato. Garante ainda ter a fórmula para sanear as finanças do clube e construir uma arena multiuso onde hoje existe o campo de futebol, com cinco mil lugares, além de um prédio de 18 andares, com quadras de tênis, piscinas aquecidas, shopping, lojas, estacionamento, hotel e restaurante panorâmico. A sede histórica seria preservada, pela beleza e por exigência legal. José de Souza garante que: “se o Fluminense for rebaixado, o presidente David Fischel não emplaca o ano de 2004 como presidente. Ele cai junto com o clube". - 25/09/2003
Assis e Whashington - A rápida e informal entrevista se deu após o almoço promovido pela Sabedoria Tricolor, que homenageou os três eternos craques do Fluzão. A realização deste evento, é bom que se diga, se deveu à grande dedicação do conselheiro Philippe Von Buren, que se esmerou em conseguir um t empo nas agendas de todos, principalmente na do Assis, para comparecerem à homenagem que se realizou em julho passado. - 01/07/2002
Robertinho - Foram mais de duas horas. Um longo e agradável papo em sua aconchegante residência, na Barra da Tijuca. Ele e sua família me receberam muito bem. Fizeram questão, inclusive, de me servir algo para beber. Durante a entrevista, o nosso ex-técnico Robertinho mostrou ter qualidades humanas, às vezes raras em sua profissão, tais como ética, sinceridade e transparência. Ele sabe que ainda tem uma longa trajetória como treinador. Robertinho já recebeu propostas de times da Série A, B e até do exterior, devendo estar num novo clube em breve, mas seu grande sonho é voltar para o Fluminense, seu clube de coração, um dia. Leia a seguir a entrevista que foi feita, de acordo com o entrevistado, exclusivamente para a Sempre Flu. - 03/09/2002
Ézio - Daniel Cohen - 27/02/2002
Roni - 13/09/1999
Samarone - 01/01/1998
 
  


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