Nesta página, periodicamente, os torcedores poderão conferir entrevistas exclusivas feitas pela equipe da Sempre Flu com personalidades ligadas ao Fluminense. Não deixe de conferir no final da página as entrevistas anteriores.


Entrevistado: Entrevista com Augusto Ramos, candidato a presidência do Fluminense
Por: César Motta (22/03/2004)

O economista e consultor Augusto Ramos, carioca, 61 anos, casado, dois filhos nascidos e vivendo na Suécia, apresenta hoje sua candidatura à presidência do Fluminense para as eleições de novembro deste ano. Augusto viveu na Suécia de 1971 a 1998. Foi para lá exilado pela ditadura militar aos 29 anos. Formou-se em Economia e depois foi professor da Universidade de Lund, na Suécia, onde ainda vivem seus filhos Márcio e Augusto, participantes eventuais do Fala Tricolor, da Sempreflu. Voltou em 1998 porque, segundo ele, não resistiu à agonia de ver o clube na terceira divisão. Montou uma empresa de consultoria econômica para empresas escandinavas no Brasil, a Image Diction. O lançamento da candidatura vai ser no Centro Empresarial Botafogo, na Praia de Botafogo, perto da Fundação Getúlio Vargas. Ele vai apresentar seu programa de gestão para o Flu, com ênfase na construção de uma arena multiuso(Foto) no Recreio dos Bandeirantes e na transformação do Vale das Laranjeiras, em Xerém, em um centro internacional de pesquisas esportivas, fisiológicas e de ação social. É a segunda candidatura lançada para as próximas eleições. A primeira foi a do presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios e ex-membro do Triunvirato Tricolor, José de Souza, a quem entrevistamos no ano passado. A Sempreflu repete o que disse na ocasião: não apóia nenhuma candidatura, e todas as afirmações do entrevistado são de inteira responsabilidade dele. Nosso compromisso com os tricolores é dar aqui espaço igual para todos os que se apresentem como candidatos a dirigir o Flu, para que apresentem suas idéias e planos de gestão. Com vocês, Augusto Ramos:

SF: Por que o senhor quer dirigir um clube tecnicamente falido, com uma dívida que ultrapassa os R$ 80 milhões, com várias ordens judiciais de penhora de bens e de execução, e em um meio de pouquíssima credibilidade como é o futebol brasileiro?
AR – Essa é fácil de responder. Eu poderia perfeitamente estar vivendo na Suécia, dando aulas na Universidade de Lund, com excelente padrão de vida, perto dos meus filhos. Hoje, falo melhor sueco do que Português, idem os meus meninos. Mas fui acometido pela mesma agonia que atacou a todos os tricolores com os sucessivos rebaixamentos a partir de 1996. Neste ano, ainda lá na Suécia, entrei de sócio no clube. Em 1998, com o terceiro rebaixamento, não agüentei e voltei ao Brasil. Me aproximei da Vanguarda Tricolor, que era o mais visível dos grupos organizados que tentavam salvar o clube, dar um rumo ao Fluminense, depois de toda aquela humilhação. Mas o movimento se perdeu pelo caminho, e eu busquei consolidar um projeto alternativo para o Flu, com ajuda de amigos, empresas etc.

SF – O que aconteceu com a Vanguarda Tricolor? Por que o senhor se afastou?
AR – Como é comum acontecer, houve várias divergências internas, cada pequeno grupo passou a ver apenas os próprios interesses, ou então vaidades se exacerbaram, enfim, houve vários fatores que fizeram com que a coisa desandasse. Resolvi desenvolver um projeto administrativo mais sólido e moderno. Reuni um grupo de oito pessoas, a quem chamamos Compasso Tricolor, e passamos a trabalhar duro.

SF – Então, vamos lá. Qual é a sua proposta para o clube?
AR – Tenho um programa de 14 pontos, todos já devidamente detalhados na forma, na maneira de executar, na origem dos recursos que nós vamos buscar. O Fluminense é viável. Já tenho contratos assinados, cartas de intenção de investidores, e a partir do lançamento da candidatura, começo a viabilizá-los. Trabalho nisso há dois anos e meio. O principal deles é a construção da Arena Multiuso, um estádio com capacidade para 50 mil espectadores. Terá ainda restaurantes, lojas e um hotel de cinco estrelas com 250 apartamentos e mais 364 camarotes, com quatro mil lugares, que poderão ser vendidos. Terá um centro de conferências moderno. Estacionamento moderno e fácil. O estádio começará a ser construído no primeiro dia de minha gestão, se eu for eleito, e ficará pronto em agosto de 2007, a tempo de ser utilizado no Pan-Americano.

SF – De onde virá o dinheiro, onde será construído e qual a participação do clube no estádio, já que o Fluminense não será o proprietário?
AR – O dinheiro virá de investidores suecos, austríacos e até brasileiros. Calculamos o preço total em 108 milhões de euros, e o projeto é do arquiteto Ivo Waldhör e estará à disposição de quem quiser nos visitar e conhecê-lo. A maquete está pronta, é moderníssimo. Terá que ser no Recreio dos Bandeirantes ou na Barra da Tijuca, porque não poderemos construir um hotel cinco estrelas e restaurantaes de luxo na área da Central do Brasil, ou na Ilha do Governador. Enquanto falo com você, estão chegando aqui no escritório, para uma reunião de trabalho, representantes dos investidores e especialistas, a fim de iniciarmos o estudo de viabilidade econômica. O estádio será usado pelo Fluminense, terá todos os símbolos do clube, será identificado como estádio de uso do clube, mas não será de propriedade do Fluminense.

SF – Por que?
AR - Porque nenhum investidor irá pôr dinheiro no Fluminense, associar-se diretamente a um clube que deve mais do que arrecada, tem penhoras judiciais em execução, não tem uma boa imagem no mundo dos negócios, graças às administrações catastróficas que teve. O Flu tem uma marca forte e uma torcida diferenciada, de alto poder aquisitivo. Mas, como disse, ninguém se arriscaria. Por isso, o acoplamento do clube ao projeto será um exercício de criatividade empresarial. O clube terá o direito de uso, mas o estádio vai ser de propriedade de uma empresa que vamos criar, e que terá os investidores de que falei, inclusive empresas fortíssimas como a Ericsson e a Nokia. A participação do clube na empresa vai aumentar à medida que for saneado financeiramente e viabilizado economicamente. A princípio, o Flu terá apenas uma representação na empresa. Queremos que essa empresa nasça blindada contra todas as dívidas e pendências judiciais do clube. Mas o Flu terá uma participação na arrecadação das lojas, dos estacionamentos, do hotel. Terá a totalidade das rendas dos jogos que fizer no estádio, mas não terá nenhuma participação nas bilheterias de shows e grandes eventos – afinal, será uma arena de espetáculos, e não só um estádio de futebol.

SF – O que vai levar empresários internacionais a investir tão alto em um país em permanente crise, com carga tributária tão alta, burocracia tão complicada como é o Brasil?
R – Estamos tendo o apoio de uma entidade governamental da Suécia, que se chama, mais ou menos, Autoridade Sueca para Desenvolvimento Econômico. Com o apoio deles, ganhamos credibilidade. E já conseguimos investimentos empresariais em países muito mais complicados e menos viáveis do que o Brasil, como Moçambique, Angola, Zimbábue (a antiga Rodésia) e outros. Temos o apoio total do austríaco Stephan Koeller, que possui um escritório de consultoria econômica e de investimentos na Áustria. Temos apoio de grupos de Copenhagem e de Malmöe, na Suécia. O governo sueco tem, em seu orçamento, 1% para investimento em países pobres, em desenvolvimento, através do seu Ministério para Ajuda Externa, para projetos sociais. E é aí que entramos com um outro ponto do nosso programa.

SF – Qual é ??
AR – A transformação do Vale das Laranjeiras, em Xerém, em um moderníssimo centro de pesquisas esportivas, de fisiologia, de psicologia, de atendimento social. Claro que a finalidade principal continuaria sendo a de formar craques para o time profissional, mas com uma infra-estrutura completa. Cinco universidades suecas participariam do projeto. Estudantes suecos fariam estágio em Xerém, a Ericsson e outras empresas de equipamento hospitalar, desportivo, de fisiologia, participariam. Criaríamos a Editora Flu-Ciência e Cultura, para publicações esportivas e científicas, e em três anos o centro seria auto-sustentável. Venderíamos serviços, instalaríamos pelo menos uma escola lá dentro, em parceria com a prefeitura e com o governo do estado.

SF – O senhor está falando quase na formação de uma ONG tricolor...
AR – Mas a idéia é precisamente essa! Com isso, teremos o apoio dos governos da Suécia, da Finlândia e da Noruega. Será um braço assistencialista, social. Tanto que os embaixadores desses países estarão presentes no lançamento da candidatura, como convidados. Essa ONG terá também consulados em todo o Brasil. Bastará uma casa com um terreno nos fundos. O clube Malmöe, da Suécia, também vai participar. Viriam estagiários desses países escandinavos para ensinar música, noções de cidadania, inglês, informática, noções de saúde pública e alimentação. Já temos autorização para usar o símbolo da Non-Violence, da ONU, junto com o escudo do Fluminense nessas sedes pelo país. Teremos vans para transporte, instrumentos musicais, microcomputadores. O Flu terá recuperada sua imagem pública, será um símbolo de honradez, de serviço público.

SF – Mas, e o futebol? E o clube?
AR – O clube social, nas Laranjeiras, será outro dos 14 pontos do programa. Queremos trazer o sócio para dentro do clube, atrair mais sócios. Hoje, o sócio que não tem o seu grupinho de tênis, de vôlei ou de pelada, só vai lá pra tomar cerveja. Há as escolinhas, mas eu quero gente de todas as idades com atividades dentro da sede. Quero grupos de terceira idade estudando informática, idiomas, organizando bailes e eventos, excursões, fazendo hidroginástica, jogando damas ou xadrez, enfim, participando da vida do clube. Quanto ao futebol, será totalmente profissionalizado. Não quero mais caciques, “homens fortes do futebol”, ditadores, abnegados. Quero profissionais. O futebol do clube também será transformado em empresa, separada do clube social, e os dirigentes prestarão contas aos acionistas. Como já expliquei, as fontes de receita do futebol serão só do futebol, como patrocinador da camisa, cotas de televisão e de torneios, indenizações por cessão de direitos federativos de jogadores etc.

SF – A atual parceira do futebol do Fluminense, que estampa o nome na camisa do time, a Unimed, será mantida?
AR – Claro que iremos conversar. Temos todo o interesse. Mas muita coisa teria que mudar, o estilo de parceria teria que ser diferente. Eles não podem ter alguém deles comandando o futebol, tomando decisões, escolhendo jogadores pra contratar, como hoje. Os profissionais contratados pelo clube é que fariam isso. Eles teriam unicamente o nome estampado na camisa e a garantia de que o Fluminense vai ter sempre um time forte e competitivo, para ganhar títulos, à altura de suas tradições. Não permitiríamos a presença de profissionais que fossem “co-proprietários” de jogadores, donos de clubes de fachada etc. O clube faria, com cada jogador, uma Special Proposal Enterprise, que pode ser mal traduzida como Empresa com Propósito Especial. Daríamos ao atleta uma assessoria para sua carreira, muito mais eficiente do que a de empresários picaretas, que andam só com uma pastinha debaixo do braço, e levam boa parte do dinheiro do jogador. O principal de tudo é que o clube terá novas fontes de receita, com a arena multiuso. Não prometo loucuras na contratação de grandes craques, repatriamento de jogadores brasileiros de sucesso na Europa. Mas teremos sempre times fortes e continuaremos formando craques em Xerém, mais do que nunca.

SF – O senhor é um candidato da situação ou da oposição? Que apoios tem dentro do clube?
AR – Tenho conversado com todo mundo. Não sou nem de situação, nem de oposição. Estou aprendendo a fazer política na marra. Quero todo o apoio que puder conseguir, mas não vou aceitar o apoio que exige cargos ou poderes dentro do clube em troca. Não vou leiloar diretorias. Já conversei com o outro candidato lançado, o José de Souza. Conversei com o presidente David Fischel, que me disse: “Não vou apóia-lo oficialmente, porque não tenho candidato, mas eu o autorizo a usar o nome do Fluminense nos contatos que você vem fazendo, a fim de viabilizar os projetos”. Achei uma postura correta. Conversei com o Silvio Kelly dos Santos, de quem não tinha uma imagem boa, de tantas críticas que ouvi a ele. Mas tive uma surpresa muito agradável. É um homem sem vaidades e cujo único interesse é fazer o Fluminense grande. É um entusiasta de Xerém, que não existiria sem o esforço pessoal dele, e isso aí já diz tudo. Ele me apresentou ao Havelange e a outras figuras ilustres do clube. Mas quero também o apoio dos jovens conselheiros, dos tricolores que chegam agora.

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A Sempre Flu agradece ao Augusto Ramos pela entrevista e ao César Motta pela grande colaboração.



 
ENTREVISTAS ANTERIORES:

Peter Siemsen - O ADVOGADO PETER SIEMSEN TEM 40 ANOS, É CASADO, PAI DE UM MENINO DE UM ANO E JÁ À ESPERA DO SEGUNDO FILHO. ADVOGADO DE RENOME, SÓCIO DO MAIOR E MAIS CONCEITUADO ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA DO PAÍS COM ESPECIALIZAÇÃO EM PATENTES E PROPRIEDADE INTELECTUAL, MEIO-AMBIENTE E CONTENCIOSOS. PETER ADMINISTRA UM ESCRITÓRIO COM MAIS DE 700 FUNCIONÁRIOS, E SE PROPÕE A SALVAR O FLUMINENSE DO CAMINHO DA DESTRUIÇÃO, A QUE ESTÁ SENDO LEVADO POR SUCESSIVAS E DESASTROSAS ADMINISTRAÇÕES DESDE O FIM DA ERA MANOEL SCHWARTZ, EM 1985. ACREDITA AINDA NA UNIÃO DE TODAS AS OPOSIÇÕES, E BUSCA APOIO DE GRANDES TRICOLORES QUE ESTÃO AFASTADOS DO CLUBE, COM BASE EM SUA PRÓPRIA CREDIBILIDADE PESSOAL. O CANDIDATO PROPÕE A TRANSFORMAÇÃO DO FUTEBOL EM UMA EMPRESA, COM GESTÃO SEPARADA DO CLUBE SOCIAL E DOS ESPORTES OLÍMPICOS; PROMETE SANEAR AS FINANÇAS ARRUINADAS DO FLUMINENSE; PROMETE PARCERIAS E ATÉ MESMO A CONSTRUÇÃO DE UM ESTÁDIO MODERNO E FUNCIONAL; PROMETE GARANTIR O DIREITO DE VOTO A SÓCIOS QUE MORAM EM OUTRAS CIDADES; REVITALIZAR A SEDE SOCIAL; AUMENTAR O QUADRO DE SÓCIOS. ENFIM, TORNAR O FLUMINENSE, DE NOVO, A VANGUARDA DO ESPORTE BRASILEIRO, O MAIOR CLUBE DO BRASIL, QUE FOMOS ATÉ O FINAL DOS ANOS 60. COM VOCÊS, PETER SIEMSEN: - 22/08/2107
Paulo Mozart - O EMPRESÁRIO E EXECUTIVO PAULO MOZART, PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA, É CANDIDATO A PRESIDIR O FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE, COM A PROPOSTA DE SANEAR FINANCEIRAMENTE E DEVOLVER A CREDIBILIDADE AO CLUBE DO CORAÇÃO. PAULO MOZART ESTÁ COM 60 ANOS, NASCEU EM XERÉM, QUANDO O PAI ERA EXECUTIVO DA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES, A FNM, FABRICANTE DO ANTIGO CAMINHÃO CHAMADO DE “FENEMÊ”. MOZART JÁ DIRIGIU EMPRESAS COMO A IBM E A GLOBO.COM. SUGERIMOS A LEITURA TAMBÉM DA ENTREVISTA CONCEDIDA À SEMPREFLU NO DIA 22 DE JULHO DE 2004, E QUE ESTÁ DISPONÍVEL NO LINK “ENTREVISTAS”, NO CANTO ESQUERDO DA PÁGINA INICIAL DA SEMPREFLU. O CANDIDATO É REALISTA EM SUAS PROPOSTAS, E SABE QUE EM APENAS TRÊS ANOS DE MANDATO NÃO SERÁ POSSÍVEL TRANSFORMAR O CLUBE NA POTÊNCIA QUE TODOS SONHAMOS. MAS CONSIDERA VIÁVEL DEIXAR ENCAMINHADO O PROJETO PARA REERGUER O CLUBE, E NÃO SÓ O FUTEBOL: ELE PRETENDE REVITALIZAR A SEDE SOCIAL E ATRAIR DE 12 A 15 MIL NOVOS SÓCIOS. COM A PALAVRA, PAULO MOZART: - 07/08/2007
Gustavo Marins - Candidato à Presidência do FLUMINENSE - A Sempreflu prossegue com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do Fluminense. Desta vez, entrevistamos o quinto nome a se lançar ao desafio de levar o Fluminense ao lugar devido, o de potência do futebol brasileiro, condição que o clube perdeu ao longo dos últimos 20 anos, em um penoso processo de decadência. É Gustavo Marins, 53 anos, biólogo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, com doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Paraná, casado e com dois filhos tricolores, Luísa, de 15 anos, e Guilherme, de nove. Gustavo é o autor do projeto do Centro Cultural do Fluminense, que inclui um museu com a história do clube na sede das Laranjeiras, projeto que já recebeu o certificado de mérito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Inepac) pela concepção, mas que até hoje não foi executado. Gustavo Marins é também o mais empenhado em viabilizar o projeto de construção de um estádio, uma arena multiuso e um centro de treinamento para o Fluminense, em associação com o Grupo Espírito Santo. O estádio, a arena e o hotel, depois de 30 anos, seriam inteiramente de propriedade do clube - até lá, seriam propriedade do grupo investidor, com o pleno direito de uso pelo clube, que teria 15% do aluguel das lojas, das receitas do hotel, da arena multiuso e do estacionamento, e 100% dos direitos das placas de publicidade a serem afixadas no estádio. Gustavo Marins promete também o saneamento financeiro do clube, a modernização de Xerém, a manutenção de um time forte e competitivo e a formação de um candidato à presidência da Federação de Futebol do Rio de Janeiro que acabe com a Era Caixa d´Água já nas próximas eleições da Ferj. O candidato rejeita o rótulo de "candidato da situação", sob o argumento de que colaborou com a administração David Fischel em nome do clube, com projetos e idéias, mas nunca aceitou qualquer cargo e que sempre discordou dos métodos de gestão e do pensamento pequeno que marcaram a última etapa de mandato do atual presidente. Mas, vamos às propostas e idéias de Gustavo Marins: - 25/08/2004
Paulo Mozart - Candidato a presidência do FLU - A Sempreflu, com o objetivo de manter informados torcedores e sócios do Fluminense, continua com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do clube na eleição de novembro próximo, quando poderão votar todos os que, na época, sejam sócios há um ano ou mais. Desta vez, o entrevistado é o mais recente candidato lançado, o experiente executivo Paulo Mozart Gama e Silva, de 57 anos, administrador de empresas e ex-diretor de potências como a IBM e a Globo.com. Mozart, que nasceu em Xerém (por incrível que pareça) em 1947, tem dois filhos e já tinha sido pré-candidato em 2000, quando se reelegeu o atual presidente, David Fischel. Na época, Paulo Mozart não conseguiu formar a chapa com 200 sócios, exigida pelo estatuto, dificuldade que ele garante já ter resolvido – ele informa que já tem mais de 200 sócios dispostos a formar chapa com ele. Tem também um plano diretor para o clube cujas linhas gerais já foram apresentadas em 1999, quando pela primeira vez tentou a candidatura. O plano visa devolver ao Flu a credibilidade perdida por anos de má administração e, num prazo de 10 a 15 anos, transformar o nosso clube novamente em uma potência futebolística e olímpica internacional. Mozart quer transferir todo o futebol do clube para Xerém, que seria totalmente modernizado e equipado por meio de convênios com universidades, clubes europeus e investidores. O velho estádio das Laranjeiras seria transformado em uma arena para shows e para jogos oficiais dos juvenis e juniores do clube. Ele quer ainda atrair mais 10 mil novos sócios para o clube, todas as famílias dos bairros da Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Flamengo e adjacências. “É um absurdo que tenhamos hoje menos de três mil sócios pagantes. Temos que trazer toda a classe média desses bairros para dentro do clube, como sócios, assim como os executivos que trabalham no Centro, em Botafogo, e que queiram fazer uma sauna, um almoço de negócios ou um happy-hour no clube, que hoje não tem como atender a essas necessidades”, diz Mozart. Vamos à entrevista, lembrando mais uma vez que a Sempreflu não apóia nenhuma candidatura, mas é um espaço aberto para que todos exponham democraticamente suas idéias, em nome do interesse do Fluminense: - 22/07/2004
Roberto Horcades - Candidato a presidência do Fluminense - O cardiologista Roberto Horcades Figueira, de 57 anos, é candidato da situação à presidência do Fluminense. Formado há 34 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Horcades é vice-presidente médico do clube desde a primeira posse de Davi Fischel. É pós-graduado em Oxford, na Inglaterra, foi diretor do Hospital de Cardiologia das Laranjeiras durante 10 anos, representante do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro durante a gestão do ministro Adib Jatene (governo FHC), coordenador do SUS no Rio de Janeiro e diretor do Pró-Cardíaco. Dois nomes já estão escolhidos para sua diretoria, caso seja eleito: Júlio Domingues, um dos fundadores da antiga Vanguarda Tricolor, e o atual presidente, David Fischel, como vice-presidente de Finanças. Roberto Horcades foi nadador e tenista pelo Fluminense. "Vou para o sacrifício, porque os três primeiros nomes indicados pela atual diretoria não puderam ou não aceitaram disputar a eleição. Mas estou preparado e tenho um grande grupo de amigos e clientes, advogados e economistas, que vão me ajudar a resolver problemas que persistem, como a dívida e a necessidade de um estádio e um centro de treinamento", diz Horcades. Ele garante que a sede das Laranjeiras irá se tornar um "museu do futebol e da história do clube", e que o Fluminense já tem engatilhado o projeto de construção de um estádio moderno. Garante ainda uma surpresa para aumentar o patrimônio físico do clube e transferir o futebol das Laranjeiras. O doutor Roberto Horcades garante também que seu principal trunfo são as amizades com tricolores influentes e poderosos, todos seus clientes, e que participarão, em regime de mutirão, de um grande projeto para impulsionar o clube. Como sempre, a Sempreflu não emite juízo sobre o candidato e suas idéias. Apenas expõe o que foi dito para o julgamento dos torcedores e dos sócios. Vamos à entrevista: - 09/06/2004
Entrevista com José de Souza, Candidato a presidência do Fluminense. - A Sempre Flu não tem compromisso com qualquer candidatura ou grupo político do Fluminense. Nosso compromisso é exclusivamente com um Fluminense forte e vencedor, como era a tradição do nosso clube, e com a nossa torcida. Como defendemos a associação em massa dos torcedores ao clube, acreditamos que todo tricolor que tiver chance ou poder aquisitivo deve se tornar sócio, queremos também esclarecer e debater idéias. Respeitamos também o direito de quem não quer se associar, de quem prefere limitar-se a ser um torcedor de arquibancada e até apenas de televisão ou rádio. Mas como achamos que o Fluminense tem que ser rediscutido, debatido, estamos abrindo espaço para TODOS os candidatos que se lançarem à presidência do clube. A intenção é informar nossos amigos da Sempre Flu. Repetimos: não apoiamos nenhum candidato. A série começa com o primeiro candidato a se lançar formalmente, o empresário atacadista de alimentos José de Souza, presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro. Ele se apresenta como o candidato dos ex-presidentes Silvio Kelly dos Santos e Sylvio Vasconcellos, além de João Havelange. Mas garante que planeja um futebol forte, com a contratação de Leão ou Vanderlei Luxemburgo no primeiro ano de mandato. Garante ainda ter a fórmula para sanear as finanças do clube e construir uma arena multiuso onde hoje existe o campo de futebol, com cinco mil lugares, além de um prédio de 18 andares, com quadras de tênis, piscinas aquecidas, shopping, lojas, estacionamento, hotel e restaurante panorâmico. A sede histórica seria preservada, pela beleza e por exigência legal. José de Souza garante que: “se o Fluminense for rebaixado, o presidente David Fischel não emplaca o ano de 2004 como presidente. Ele cai junto com o clube". - 25/09/2003
Assis e Whashington - A rápida e informal entrevista se deu após o almoço promovido pela Sabedoria Tricolor, que homenageou os três eternos craques do Fluzão. A realização deste evento, é bom que se diga, se deveu à grande dedicação do conselheiro Philippe Von Buren, que se esmerou em conseguir um t empo nas agendas de todos, principalmente na do Assis, para comparecerem à homenagem que se realizou em julho passado. - 01/07/2002
Robertinho - Foram mais de duas horas. Um longo e agradável papo em sua aconchegante residência, na Barra da Tijuca. Ele e sua família me receberam muito bem. Fizeram questão, inclusive, de me servir algo para beber. Durante a entrevista, o nosso ex-técnico Robertinho mostrou ter qualidades humanas, às vezes raras em sua profissão, tais como ética, sinceridade e transparência. Ele sabe que ainda tem uma longa trajetória como treinador. Robertinho já recebeu propostas de times da Série A, B e até do exterior, devendo estar num novo clube em breve, mas seu grande sonho é voltar para o Fluminense, seu clube de coração, um dia. Leia a seguir a entrevista que foi feita, de acordo com o entrevistado, exclusivamente para a Sempre Flu. - 03/09/2002
Ézio - Daniel Cohen - 27/02/2002
Roni - 13/09/1999
David Fischel - A Sempre Flu agradece ao Presidente David Fischel por nos conceder esta entrevista. - 23/06/1999
Samarone - 01/01/1998
 
  


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