Nesta página, periodicamente, os torcedores poderão conferir entrevistas exclusivas feitas pela equipe da Sempre Flu com personalidades ligadas ao Fluminense. Não deixe de conferir no final da página as entrevistas anteriores.


Entrevistado: Paulo Mozart - Candidato a presidência do FLU
Por: Cezar Motta. A Sempre Flu agradece ao Paulo Mozart pela entrevista e ao amigo Cezar Motta por mais uma inestimável colaboração. (22/07/2004)

A Sempreflu, com o objetivo de manter informados torcedores e sócios do Fluminense, continua com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do clube na eleição de novembro próximo, quando poderão votar todos os que, na época, sejam sócios há um ano ou mais. Desta vez, o entrevistado é o mais recente candidato lançado, o experiente executivo Paulo Mozart Gama e Silva, de 57 anos, administrador de empresas e ex-diretor de potências como a IBM e a Globo.com. Mozart, que nasceu em Xerém (por incrível que pareça) em 1947, tem dois filhos e já tinha sido pré-candidato em 2000, quando se reelegeu o atual presidente, David Fischel. Na época, Paulo Mozart não conseguiu formar a chapa com 200 sócios, exigida pelo estatuto, dificuldade que ele garante já ter resolvido – ele informa que já tem mais de 200 sócios dispostos a formar chapa com ele. Tem também um plano diretor para o clube cujas linhas gerais já foram apresentadas em 1999, quando pela primeira vez tentou a candidatura. O plano visa devolver ao Flu a credibilidade perdida por anos de má administração e, num prazo de 10 a 15 anos, transformar o nosso clube novamente em uma potência futebolística e olímpica internacional. Mozart quer transferir todo o futebol do clube para Xerém, que seria totalmente modernizado e equipado por meio de convênios com universidades, clubes europeus e investidores. O velho estádio das Laranjeiras seria transformado em uma arena para shows e para jogos oficiais dos juvenis e juniores do clube. Ele quer ainda atrair mais 10 mil novos sócios para o clube, todas as famílias dos bairros da Glória, Catete, Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Flamengo e adjacências. “É um absurdo que tenhamos hoje menos de três mil sócios pagantes. Temos que trazer toda a classe média desses bairros para dentro do clube, como sócios, assim como os executivos que trabalham no Centro, em Botafogo, e que queiram fazer uma sauna, um almoço de negócios ou um happy-hour no clube, que hoje não tem como atender a essas necessidades”, diz Mozart. Vamos à entrevista, lembrando mais uma vez que a Sempreflu não apóia nenhuma candidatura, mas é um espaço aberto para que todos exponham democraticamente suas idéias, em nome do interesse do Fluminense:

SF – Por que o senhor quer dirigir o Fluminense, uma instituição falida, com dívida superior a R$ 100 milhões e que é uma promessa de dores de cabeça para o futuro presidente?



R – Em primeiro lugar, porque sou fluminense desde menino, vivo dentro do clube e sofro como todos os tricolores, que não se conformam com o apequenamento da nossa paixão. Temos que dar um jeito nisso. E eu tenho um projeto para reerguer o clube, que já foi uma referência no país. Um projeto que foi oferecido à atual diretoria por ocasião da posse, em 2000, e não mereceu qualquer atenção. Eu me dedico a estudar o assunto Fluminense há três anos, a buscar e pensar soluções para o clube. Claro que não tenho a ilusão de resolver tudo em apenas uma gestão de três anos. Mas garanto que vou dar a partida no processo, criar as condições para que o nosso Flu retome seu lugar de direito, não só como uma potência esportiva, mas também como instituição séria e respeitada.



SF – O grande problema hoje, o que inviabiliza o clube, é a dívida acumulada ao longo dos anos e as execuções judiciais, que sugam todas as receitas atual e futura, afastam investidores e liquidaram com a credibilidade tricolor no mercado. Como resolver isso?



R – Esta é a palavra: credibilidade. É preciso que o Fluminense a tenha de volta, tenha a confiança do mercado, dos profissionais, das empresas, dos investidores e do torcedor. Hoje, por exemplo, nenhum treinador de futebol de primeira linha, como Vanderley Luxemburgo, Leão ou Felipão, aceitaria dirigir o Flu, com todo o respeito ao Ricardo Gomes, que é um grande profissional, mas em início de carreira. Todos temeriam atrasos salariais e a falta de estrutura de trabalho, que é evidente. Temos que garantir o total cumprimento dos contratos assinados pelo clube, salários em dia, e um centro de treinamento de primeiro mundo, no mínimo, no mínimo, do mesmo nível da Toca da Raposa ou do CT do Atlético Paranaense, que são modelos.



SF – Mas como resolver o problema das dívidas já em fase de execução judicial e pagar o resto, e ao mesmo tempo manter o clube funcionando e um time competitivo em campo?



R – Em primeiro lugar, se formos eleitos, vamos contratar no mercado um profissional especializado em administrar dívidas, e que será indicado pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) e pela empresa Trevisan Associados, especializada em auditorias. Será criada uma superintendência de administração de passivo, com um negociador profissional de alto nível. Esse profissional vai negociar com cada credor, garantir o pagamento de todos de uma forma administrável e, segundo estimativas, conseguiria reduzir a dívida em até 30%. Para isso, teríamos um ou mais trustees, instituições financeiras que garantiriam o compromisso de pagamento. Em caso de vitória, no dia 2 de janeiro, data da posse, firmaríamos contrato com empresas de auditoria como a Trevisan e a Nieto Associados, representante no Brasil da norte-americana Baker & Tilly, uma das mais respeitadas firmas de auditoria do mundo. Teríamos uma completa e detalhada auditoria da situação atual do clube e garantiríamos a credores e investidores um acompanhamento mensal das receitas, pagamentos e situação do clube durante todo o mandato. Transparência total. Chega de caixas-pretas, de dubiedades. O caminho é a profissionalização e a modernização, com transparência total, para garantia de investidores e associados do clube.



SF – É possível que a dívida do clube seja muito superior ao estimado, R$ 100 milhões?



R – Trabalhamos com uma margem de erro de 10%, para cima ou para baixo, na base de R$ 140 milhões. Se o total da dívida for menor, ótimo. É assustador, mas administrável, se houver empenho, transparência e capacidade administrativa. O maior problema é, como dissemos, de credibilidade. Todos os demais problemas decorrem da falta de credibilidade, são conseqüência do estado de coisas atual. Teremos um conselho de investidores, formado pelos patrocinadores, por empresas que puserem dinheiro no clube. Eles todos terão direito a voto, a opinião, na proporção de seu investimento externo total.



SF – Mas como criar uma ilha de prosperidade e eficiência no meio da bagunça que é o futebol brasileiro?



R – Não vou conseguir organizar o futebol brasileiro, nem mudar legislação. Isso é uma tarefa para ser feita em conjunto por CBF, federações, clubes, televisão, e um dia vai acontecer. O que nós pretendemos é criar condições para prosperar dentro do que existe, do cenário atual. E isso é possível. Como disse, não posso fazer milagres e transformar o Flu em potência em três anos de mandato. O que dá para fazer é iniciar o processo que vai permitir isso.



SF – Quais são as linhas gerais de seu projeto para o clube?



R – Como expliquei, haverá uma diretoria específica para resolver a questão da dívida. Um executivo assalariado com essa função. Auditorias mensais nas contas do clube para garantir transparência. Já fizemos contato com duas grandes instituições financeiras que aceitariam participar como garantidores dos acordos com credores e até como investidores e parceiros. Não posso divulgar nomes porque não há nada assinado, não posso ainda falar em nome do clube e nem assinar nada pelo Fluminense. É preciso vencer primeiro as eleições. Em segundo lugar, vamos separar totalmente o futebol do clube social e dos esportes olímpicos. O futebol profissional vai também para Xerém, que será modernizado e equipado em padrões modernos – queremos, no mínimo, atingir o nível de qualidade dos CTs do Cruzeiro e do Atlético Paranaense, os melhores do país. E a área útil de Xerém é bem maior do que as áreas dos CTs deles.



SF – Caímos aí no velho problema: e o dinheiro para isso?



R – Virá de convênios que vamos firmar com universidades brasileiras, norte-americanas, japonesas e européias, além de clubes de futebol europeus. Xerém irá se transformar no Centro Esportivo Latino-Americano de Saúde Esportiva, com o melhor dos recursos da medicina esportiva, da fisiologia, fisioterapia, psicologia esportiva, nutrição, educação física, equipamentos de musculação e de exames médicos, piscinas térmicas. Haverá alojamentos de alto nível para 40 atletas. Vamos firmar parcerias também com grandes empresas da vizinhança, como a Sadia, que tem interesse no projeto. A gerência geral do projeto ficará a cargo de uma entidade especializada, a ser escolhida entre as melhores universidades do país. Tenho enorme carinho por Xerém, em primeiro lugar porque é o futuro do futebol do clube. Em segundo lugar, porque nasci lá. Meus pais moraram ali entre 1939 e 1952, porque meu pai era médico-sanitarista da antiga Fábrica Nacional de Motores (FNM).



SF – Como seria a parceria com os clubes europeus?



R – Já fizemos contatos com um clube inglês e um italiano, cujos nomes ainda não posso revelar. E a idéia é ampliar isso. Alguns clubes brasileiros já fazem convênios assim, e recebem por isso. Não quer dizer que vamos vender rapidamente todas as jovens revelações. Vamos apenas garantir prioridade para os clubes associados, no momento em que acharmos que é a hora de vender direitos federativos. Mas só depois de obter retorno técnico do jogador, na hora em que quisermos e o jogador que escolhermos.



SF – E os profissionais aceitarão transferir-se para Xerém? Não seria muito longe para estrelas acostumadas a conforto e mordomias?



R – Em primeiro lugar, com a modernização de Xerém, haverá muito mais conforto e condições de treinamento do que nas Laranjeiras. Os treinos em tempo integral permitirão ao clube garantir um café da manhã e um almoço balanceados para os atletas, com acompanhamento de especialistas e da comissão técnica. Os profissionais poderão repousar nos apartamentos depois do treino matinal e do almoço, e retornar aos treinamentos à tarde. Tal estrutura é a reivindicação de todos os técnicos e preparadores físicos do país. Além do mais, o futebol ficará afastado dos corneteiros e abnegados, que gostam de interferir no trabalho nas Laranjeiras. Quanto à distância, Xerém fica a meia hora de carro das Laranjeiras, não é o fim do mundo. Para os jogadores jovens que não tiverem carro, o ônibus do clube poderá partir das Laranjeiras com eles de manhã e trazê-los de volta no fim da tarde.



SF – E o futebol será profissionalizado?



R – Totalmente. O dinheiro que entrar no clube pelo futebol, será aplicado exclusivamente no futebol. Nada de caixa único. Assim como o dinheiro das mensalidades dos sócios nunca será usado para pagar luvas atrasadas de um jogador, por exemplo. Será usado exclusivamente na modernização do clube social. Para cada setor do clube será contratado um diretor remunerado, que terá seu trabalho avaliado por um conselho estratégico de gestão, com base em indicadores gerenciais de desempenho. Esse conselho vai definir metas, objetivos, e vai cobrar, porque os profissionais serão pagos, os contratos serão rigorosamente cumpridos. No caso do futebol, o diretor será contratado no mercado, será um profissional experiente e de reconhecida competência. Não é possível mais deixar tudo nas mãos de amadores, sem tempo para dedicar ao clube, os chamados abnegados. É preciso profissionalismo em alto grau.



SF – E os chamados esportes olímpicos?



R – Queremos que o Fluminense volte a ser um grande formador de atletas. Não é possível que não sejamos mais uma potência em esportes aquáticos, em saltos ornamentais, em natação, em water-polo, que não tenhamos times de vôlei e basquete competitivos. Vamos voltar a ter tudo isso. Cada setor terá também seu diretor remunerado, avaliado por critérios de eficiência, e remunerados de acordo com o retorno e as receitas que consigamos para cada esporte. Por que não seguir modelo adotado há pouco pelo basquete feminino, quando tivemos aquele time fantástico da Hortência, ou do futsal, quando veio o time do Manoel Tobias, do Malwee? Ao mesmo tempo, formando jovens atletas nesses esportes. É bom lembrar que foi o Fluminense quem formou jogadores de vôlei como Bernard, Bernardinho, Nuzman e outros. Márvio Kelly dos Santos, um dos maiores jogadores de pólo aquático do Brasil e um dos maiores do mundo em sua época, é o único atleta brasileiro na galeria de honra do Comitê Olímpico Internacional. Teremos patrocinadores para cada modalidade esportiva, como dissemos, e o conselho estratégico de gestão vai avaliar o desempenho de cada modalidade. Esse conselho vai ser formado por todos os vice-presidentes do clube. E cada setor terá gerenciamento em separado. Não podemos, por exemplo, misturar Romário com Juliana Velloso, são realidades completamente diferentes. Pretendo criar uma fundação para obter recursos para os esportes olímpicos do Flu. Será chamada de Fundação João Coelho Neto, o Preguinho.



SF – E a marca Fluminense, continua valorizada, mesmo com o longo período de crise?



R – Claro que sim. Recentemente, o diretor de marketing da Unimed-RJ fez uma palestra para empresários em São Paulo e disse que a empresa quase quadruplicou seu número de clientes e o faturamento, batendo as empresas que antes eram líderes, como Amil e Golden Cross. E citou o patrocínio na camisa do Fluminense como um dos principais fatores. A nossa proposta gerencial tem como ponto central o uso e a valorização da marca Fluminense. Poderemos até ter duas linhas de produtos, a Flu e a Nense, ambas com grande apelo de marketing.



SF – O alvo, é claro, vai ser o torcedor do Flu...



R – Evidentemente. Queremos contratar uma empresa que analise a capacidade de licenciamento da nossa marca, nos dois seguimentos de produtos, o Flu e o Nense. O torcedor vai ser nosso alvo como cliente. É preciso que fique claro que não falo em meu nome apenas, mas de um grupo com um conjunto de idéias, projetos e princípios, a FAT,
Frente Ampla do Fluminense. O Fluminense dá traço nas pesquisas que investigam o número de torcedores entre as idades de seis e 15 anos. Significa que nossa torcida está envelhecendo. Precisamos de iniciativas agressivas para aumentar a torcida nos próximos 10 anos, principalmente entre crianças e jovens. Claro que os títulos fazem parte desse esforço. Mas também chamamos as torcidas organizadas, todas elas, e propusemos: o clube não vai dar um só ingresso de graça. Mas vai garantir recursos para faixas e instrumentos de percussão, bumbos, cornetas, tudo isso, além de dois ônibus para viagens da torcida quando o clube jogar fora do Rio, com partida da sede, na Rua Álvaro Chaves. Daremos abatimentos para quem comprar o ingresso para os jogos diretamente no clube. Vamos combater os cambistas com todas as nossas forças. Daremos bônus para as torcidas organizadas que apresentarem programas de criação e estímulo para formação de novos torcedores infantis e jovens em geral. Levaremos os ídolos para visitas a escolas e teremos um diretor específico para atendimento ao torcedor, para ouvir suas queixas e reivindicações. O torcedor é nosso alvo, nosso principal cliente e o objetivo central da nossa ação. Ele se sacrifica pelo clube que ama, gasta dinheiro, compra pay-per-view, uniforme do clube, vai aos estádios. É um out-door ambulante. E o esporte é a indústria do entretenimento que mais cresce. Vamos buscar ensinamentos na NBA, porque eles são mestres no assunto. Podemos fazer um draft como o deles entre os nossos jogadores das divisões de base para aproveitamento pelos clubes europeus que firmarem parcerias conosco. Mas sempre dentro do critério de que o clube só vai ceder quem achar que pode ceder, e no momento em que quisermos.



SF – E o que mais, nessa área de ação institucional?



R – Há muito mais, e em poucos dias apresentaremos um site onde o torcedor poderá ler todo o detalhamento de nosso programa. Queremos assinar convênios com as universidades UniverCidade, Estácio de Sá, UFRJ e Uerj para aproveitarmos os melhores estudantes de Direito na área esportiva, administração esportiva, comunicação social, marketing e publicidade, educação física e fisioterapia como diretores juniores no clube, no trabalho de apoio. Em 10 anos, o Fluminense poderá recrutar seus quadros dirigentes e executivos no próprio quadro social do clube. Queremos criar ainda centros de desenvolvimento esportivo, que seriam pólos com 10 a 12 modalidades esportivas, de 14 mil metros quadrados, para crianças de 8 a 15 anos. Ali, além da presença institucional do clube, uma verdadeira ação social, buscaríamos entre os destaques os nossos futuros atletas. As áreas seriam cedidas pelas prefeituras de várias cidades, com quem firmaríamos parcerias. Há algumas empresas de alimentos também interessadas nos projetos e entrariam como parceiras. Participariam também universidades, com os especialistas de que necessitássemos. No Rio, os centros funcionariam em Madureira, Jacarepaguá, Guaratiba, Bangu, Campo Grande, e mais em Niterói ou São Gonçalo, Campos, Macaé, Resende, Barra Mansa, Volta Redonda ou Barra do Piraí, nas cidades serranas de Friburgo, Petrópolis e Teresópolis e em Cabo Frio. Os centros terão as cores e os símbolos do Fluminense. Queremos também promover shows de artistas tricolores no estádio das Laranjeiras. Artur Moreira Lima, Chico Buarque, Ivan Lins e outros. Seriam vendidos carnês para dois ou três eventos, e cada carnê comprado isentaria o pagamento da jóia para quem quisesse se associar ao clube.



SF – Como aumentar o número de sócios? O clube precisa ser revitalizado e modernizado, tanto a área social como a parte dos esportes amadores.



R – Sem dúvida. E vamos fazer isso. A meta é conseguir pelo menos 10 mil novos sócios pagantes em, no máximo, dez anos. Temos que atrair para dentro do clube, como sócios pagantes, toda esta classe média dos bairros de Laranjeiras, Cosme Velho, Botafogo, Flamengo, Glória, Catete e adjacências, além de executivos de grandes empresas de Botafogo e do Centro da cidade. O clube é extremamente bem localizado. Para isso, é preciso criar atrativos dentro do clube. Salões de beleza para as mulheres, um restaurante sofisticado e um outro mais barato, melhorar as piscinas, as quadras, uma academia de ginástica e musculação de primeira linha etc. Um executivo que se associasse ao clube poderia marcar um almoço de negócios lá dentro, ou um drinque em um bar sofisticado no fim de tarde. Todo o clube precisa ser melhorado. E sem um tostão sequer do futebol. Assim como o futebol não terá um tostão do associado. Cada setor terá sua própria fonte de receita. O Flu já teve 20 mil sócios pagantes. Hoje, está esvaziado como clube social, e não podemos admitir isso. Eu morei muito tempo na Rua General Glicério, nas Laranjeiras, e nem ia à praia nos momentos de lazer. Ia para o clube, havia o que fazer lá. Hoje, às 5h da tarde, os portões do clube estão fechados, porque não há nada para se fazer lá. A festa de 102 anos foi muito bonita, mas puramente doméstica. Antigamente, até mesmo em aniversários de presidentes como Jorge Frias de Paula, Luís Murgel ou Francisco Laport, por exemplo, iam governador do estado, prefeito, senadores, presidente da CBD, dirigentes de outros clubes, personagens da cidade. Hoje, no centenário do clube, só vão os associados, figuras domésticas. É uma decadência lamentável. Sócios reclamam que não têm uma pista de corrida ou de caminhadas, um campo de futebol society.



SF – Que apoios importantes de tricolores ilustres o senhor já tem?



R – Não posso falar em apoios formais. Mas tive há pouco uma longa conversa com João Havelange, que pareceu bastante receptivo à maioria das nossas propostas. E ele ainda é uma personalidade da maior importância no mundo inteiro, quando se trata de futebol. Mantém contato permanente com Joseph Blatter, presidente da Fifa, e pode ser um aliado importantíssimo se nos honrasse com seu apoio. Ficaria muito honrado também com o apoio de Silvio Kelly dos Santos, que é um dos maiores injustiçados beneméritos do Fluminense. Chamam-no de “piscineiro”, acusam-no de não gostar do futebol, o que é uma profunda injustiça, um engano terrível. Foi Silvio Kelly quem montou o time tricampeão carioca de 83/84/85. O grande presidente Manoel Schwartz manteve o time e reforçou-o com Romerito, mas Silvio Kelly foi o iniciador de tudo. Xerém é Silvio Kelly. Aquela imensa área e tudo o que hoje lá existe, um imenso patrimônio tricolor, só existem graças ao enorme esforço que ele vem fazendo ao longo dos anos. Como é que podem acusá-lo de não gostar do futebol do clube? É um homem sem vaidades, que só pensa no clube, não faz nenhuma questão de aparecer ou de ter poder. Não tenho ainda o seu apoio, mas vou lutar para tê-lo, e tenho certeza de que o terei quando começar a implantar os projetos de modernização, porque ele é um apaixonado pelo Fluminense e vai ver o que podemos fazer de bom pelo clube.



SF – Muitos grandes tricolores abandonaram o clube nas duas últimas décadas.



R – É verdade. Homens como Antônio Carlos de Almeida Braga (o Braguinha) e seu filho Luís Antônio, João Havelange, Carlos Arthur Nuzman e outros, sumiram do clube. Temos que trazê-los de volta, e vamos fazer isso, com credibilidade, projetos, devolvendo ao Fluminense a condição de referência esportiva e institucional no país. Sumiram porque o clube perdeu credibilidade, aplicou calotes, é dirigido há muito tempo de forma obscura. O atual presidente disse que é o gerente de “uma massa falida”. Disse na televisão que seu plano de saúde não é Unimed. Como é possível uma coisa dessas?



SF – Por falar nisso, se o senhor for eleito, qual o tratamento que será dado à Unimed?



R – No dia 2 de janeiro, se for eleito, eu me sentarei com a direção da Unimed para discutir um novo contrato, se houver o interesse deles, em bases profissionais, que interessem aos dois lados. A Unimed tem sido um grande parceiro, ajudou o Flu a se recuperar, a sair da terceira divisão. Mas o contrato não poderá ser nos moldes atuais, em que eles escolhem os jogadores que querem e pagam diretamente a eles. Não, o Flu é quem vai escolher os jogadores e, em troca de estampar o nome da Unimed na camisa, receber o dinheiro. O Flu não pode ser uma camisa de aluguel para um time formado pela empresa.



SF – Mas se não fosse dessa forma, os credores executariam judicialmente o clube e ficariam com praticamente todo o dinheiro repassado pela Unimed...



R – É um argumento forte, mas não pode ser assim. Vamos exigir dignidade e respeito, porque vamos dar dignidade e respeito. É preciso que o contrato com a Unimed seja vantajoso para ambas as partes, e eles sabem que a camisa do Fluminense é um bom investimento, dá retorno. Mas é preciso devolver a dignidade ao clube. Quem tem dinheiro a receber do clube, vai receber, sem necessidade de execução judicial. Houve contratos lesivos ao clube, ruins, como o que foi firmado com Ênio Farias? Não importa, se o clube assinou, tem que pagar. O que podemos fazer é evitar a assinatura de contratos lesivos ao clube. Mas temos que respeitar os contratos que foram assinados. É um absurdo o clube propor um acordo ao Oswaldo de Oliveira, ele aceitar e, em seguida, levar pelas costas um processo por abandono de emprego. Isso é desonesto, não vamos fazer nunca. Contratos e acordos existem para serem cumpridos, ou não se tem credibilidade para nada.



SF – Esta é uma pergunta recorrente de todos os freqüentadores da Sempreflu: se o senhor tomar posse no dia 2 de janeiro, qual o time do Flu que vai estrear no dia 20 de janeiro no Campeonato Estadual?



R - O time que for deixado pelo presidente David Fischel. Não poderemos fazer loucuras. A formação de um grande time acontecerá à medida que os contratos de parceria sejam firmados, que as dívidas sejam equacionadas na forma de pagamento. O único jogador que eu vou brigar como puder para manter será o Roger. Ele é um ídolo do jovem torcedor, é identificado com o clube, mesmo não tendo ainda conquistado um título para o Fluminense. Mas é uma referência e não podemos perdê-lo. Vou ao Benfica negociar, vou atrás de parcerias para mantê-lo, o que for preciso. Já iniciei negociações com algumas instituições que vão permitir a montagem de um time forte, mas nada pode ser adiantado, porque não tenho legitimidade para falar em nome do clube, para assinar documentos. É preciso, como já disse antes, vencer a eleição. Também não quero garantir que “tenho parcerias que só se concretizarão se eu vencer”, como disse o atual presidente antes de sua eleição. Nada de promessas vazias.



SF – Temos associados do clube em Brasília, em outros estados e até na Europa, em Portugal e outros países. Como poderão votar? Não seria possível mudar o estatuto para permitir o voto por procuração? E o seu Conselho Deliberativo, como vai ser?



R – É preciso, sim, modernizar o estatuto, mas voto por procuração não é possível. O voto tem que ser secreto e intransferível, está na Constituição. Há 26 sócios votantes em Brasília, e o que deveríamos fazer é pôr na cidade uma urna. Onde houvesse eleitores, poríamos uma urna à disposição, em lugar de fácil acesso. Meu Conselho Deliberativo terá representantes de todos os esportes e setores do clube, de forma proporcional ao peso de cada um. Se há 34 praticantes de tiro, eles terão representação proporcional a esse número, e assim por diante. Mas todos terão que ter bem claro que o futebol é o carro-chefe do clube, a razão de ser do Fluminense Futebol Clube. Nesta eleição, não vou cometer os erros do passado, já tenho os 200 nomes para formação de uma chapa.



 
ENTREVISTAS ANTERIORES:

Peter Siemsen - O ADVOGADO PETER SIEMSEN TEM 40 ANOS, É CASADO, PAI DE UM MENINO DE UM ANO E JÁ À ESPERA DO SEGUNDO FILHO. ADVOGADO DE RENOME, SÓCIO DO MAIOR E MAIS CONCEITUADO ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA DO PAÍS COM ESPECIALIZAÇÃO EM PATENTES E PROPRIEDADE INTELECTUAL, MEIO-AMBIENTE E CONTENCIOSOS. PETER ADMINISTRA UM ESCRITÓRIO COM MAIS DE 700 FUNCIONÁRIOS, E SE PROPÕE A SALVAR O FLUMINENSE DO CAMINHO DA DESTRUIÇÃO, A QUE ESTÁ SENDO LEVADO POR SUCESSIVAS E DESASTROSAS ADMINISTRAÇÕES DESDE O FIM DA ERA MANOEL SCHWARTZ, EM 1985. ACREDITA AINDA NA UNIÃO DE TODAS AS OPOSIÇÕES, E BUSCA APOIO DE GRANDES TRICOLORES QUE ESTÃO AFASTADOS DO CLUBE, COM BASE EM SUA PRÓPRIA CREDIBILIDADE PESSOAL. O CANDIDATO PROPÕE A TRANSFORMAÇÃO DO FUTEBOL EM UMA EMPRESA, COM GESTÃO SEPARADA DO CLUBE SOCIAL E DOS ESPORTES OLÍMPICOS; PROMETE SANEAR AS FINANÇAS ARRUINADAS DO FLUMINENSE; PROMETE PARCERIAS E ATÉ MESMO A CONSTRUÇÃO DE UM ESTÁDIO MODERNO E FUNCIONAL; PROMETE GARANTIR O DIREITO DE VOTO A SÓCIOS QUE MORAM EM OUTRAS CIDADES; REVITALIZAR A SEDE SOCIAL; AUMENTAR O QUADRO DE SÓCIOS. ENFIM, TORNAR O FLUMINENSE, DE NOVO, A VANGUARDA DO ESPORTE BRASILEIRO, O MAIOR CLUBE DO BRASIL, QUE FOMOS ATÉ O FINAL DOS ANOS 60. COM VOCÊS, PETER SIEMSEN: - 22/08/2107
Paulo Mozart - O EMPRESÁRIO E EXECUTIVO PAULO MOZART, PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA, É CANDIDATO A PRESIDIR O FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE, COM A PROPOSTA DE SANEAR FINANCEIRAMENTE E DEVOLVER A CREDIBILIDADE AO CLUBE DO CORAÇÃO. PAULO MOZART ESTÁ COM 60 ANOS, NASCEU EM XERÉM, QUANDO O PAI ERA EXECUTIVO DA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES, A FNM, FABRICANTE DO ANTIGO CAMINHÃO CHAMADO DE “FENEMÊ”. MOZART JÁ DIRIGIU EMPRESAS COMO A IBM E A GLOBO.COM. SUGERIMOS A LEITURA TAMBÉM DA ENTREVISTA CONCEDIDA À SEMPREFLU NO DIA 22 DE JULHO DE 2004, E QUE ESTÁ DISPONÍVEL NO LINK “ENTREVISTAS”, NO CANTO ESQUERDO DA PÁGINA INICIAL DA SEMPREFLU. O CANDIDATO É REALISTA EM SUAS PROPOSTAS, E SABE QUE EM APENAS TRÊS ANOS DE MANDATO NÃO SERÁ POSSÍVEL TRANSFORMAR O CLUBE NA POTÊNCIA QUE TODOS SONHAMOS. MAS CONSIDERA VIÁVEL DEIXAR ENCAMINHADO O PROJETO PARA REERGUER O CLUBE, E NÃO SÓ O FUTEBOL: ELE PRETENDE REVITALIZAR A SEDE SOCIAL E ATRAIR DE 12 A 15 MIL NOVOS SÓCIOS. COM A PALAVRA, PAULO MOZART: - 07/08/2007
Gustavo Marins - Candidato à Presidência do FLUMINENSE - A Sempreflu prossegue com a série de entrevistas com os candidatos à presidência do Fluminense. Desta vez, entrevistamos o quinto nome a se lançar ao desafio de levar o Fluminense ao lugar devido, o de potência do futebol brasileiro, condição que o clube perdeu ao longo dos últimos 20 anos, em um penoso processo de decadência. É Gustavo Marins, 53 anos, biólogo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, com doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Paraná, casado e com dois filhos tricolores, Luísa, de 15 anos, e Guilherme, de nove. Gustavo é o autor do projeto do Centro Cultural do Fluminense, que inclui um museu com a história do clube na sede das Laranjeiras, projeto que já recebeu o certificado de mérito do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Inepac) pela concepção, mas que até hoje não foi executado. Gustavo Marins é também o mais empenhado em viabilizar o projeto de construção de um estádio, uma arena multiuso e um centro de treinamento para o Fluminense, em associação com o Grupo Espírito Santo. O estádio, a arena e o hotel, depois de 30 anos, seriam inteiramente de propriedade do clube - até lá, seriam propriedade do grupo investidor, com o pleno direito de uso pelo clube, que teria 15% do aluguel das lojas, das receitas do hotel, da arena multiuso e do estacionamento, e 100% dos direitos das placas de publicidade a serem afixadas no estádio. Gustavo Marins promete também o saneamento financeiro do clube, a modernização de Xerém, a manutenção de um time forte e competitivo e a formação de um candidato à presidência da Federação de Futebol do Rio de Janeiro que acabe com a Era Caixa d´Água já nas próximas eleições da Ferj. O candidato rejeita o rótulo de "candidato da situação", sob o argumento de que colaborou com a administração David Fischel em nome do clube, com projetos e idéias, mas nunca aceitou qualquer cargo e que sempre discordou dos métodos de gestão e do pensamento pequeno que marcaram a última etapa de mandato do atual presidente. Mas, vamos às propostas e idéias de Gustavo Marins: - 25/08/2004
Roberto Horcades - Candidato a presidência do Fluminense - O cardiologista Roberto Horcades Figueira, de 57 anos, é candidato da situação à presidência do Fluminense. Formado há 34 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Horcades é vice-presidente médico do clube desde a primeira posse de Davi Fischel. É pós-graduado em Oxford, na Inglaterra, foi diretor do Hospital de Cardiologia das Laranjeiras durante 10 anos, representante do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro durante a gestão do ministro Adib Jatene (governo FHC), coordenador do SUS no Rio de Janeiro e diretor do Pró-Cardíaco. Dois nomes já estão escolhidos para sua diretoria, caso seja eleito: Júlio Domingues, um dos fundadores da antiga Vanguarda Tricolor, e o atual presidente, David Fischel, como vice-presidente de Finanças. Roberto Horcades foi nadador e tenista pelo Fluminense. "Vou para o sacrifício, porque os três primeiros nomes indicados pela atual diretoria não puderam ou não aceitaram disputar a eleição. Mas estou preparado e tenho um grande grupo de amigos e clientes, advogados e economistas, que vão me ajudar a resolver problemas que persistem, como a dívida e a necessidade de um estádio e um centro de treinamento", diz Horcades. Ele garante que a sede das Laranjeiras irá se tornar um "museu do futebol e da história do clube", e que o Fluminense já tem engatilhado o projeto de construção de um estádio moderno. Garante ainda uma surpresa para aumentar o patrimônio físico do clube e transferir o futebol das Laranjeiras. O doutor Roberto Horcades garante também que seu principal trunfo são as amizades com tricolores influentes e poderosos, todos seus clientes, e que participarão, em regime de mutirão, de um grande projeto para impulsionar o clube. Como sempre, a Sempreflu não emite juízo sobre o candidato e suas idéias. Apenas expõe o que foi dito para o julgamento dos torcedores e dos sócios. Vamos à entrevista: - 09/06/2004
Entrevista com Augusto Ramos, candidato a presidência do Fluminense - O economista e consultor Augusto Ramos, carioca, 61 anos, casado, dois filhos nascidos e vivendo na Suécia, apresenta hoje sua candidatura à presidência do Fluminense para as eleições de novembro deste ano. Augusto viveu na Suécia de 1971 a 1998. Foi para lá exilado pela ditadura militar aos 29 anos. Formou-se em Economia e depois foi professor da Universidade de Lund, na Suécia, onde ainda vivem seus filhos Márcio e Augusto, participantes eventuais do Fala Tricolor, da Sempreflu. Voltou em 1998 porque, segundo ele, não resistiu à agonia de ver o clube na terceira divisão. Montou uma empresa de consultoria econômica para empresas escandinavas no Brasil, a Image Diction. O lançamento da candidatura vai ser no Centro Empresarial Botafogo, na Praia de Botafogo, perto da Fundação Getúlio Vargas. Ele vai apresentar seu programa de gestão para o Flu, com ênfase na construção de uma arena multiuso(Foto) no Recreio dos Bandeirantes e na transformação do Vale das Laranjeiras, em Xerém, em um centro internacional de pesquisas esportivas, fisiológicas e de ação social. É a segunda candidatura lançada para as próximas eleições. A primeira foi a do presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios e ex-membro do Triunvirato Tricolor, José de Souza, a quem entrevistamos no ano passado. A Sempreflu repete o que disse na ocasião: não apóia nenhuma candidatura, e todas as afirmações do entrevistado são de inteira responsabilidade dele. Nosso compromisso com os tricolores é dar aqui espaço igual para todos os que se apresentem como candidatos a dirigir o Flu, para que apresentem suas idéias e planos de gestão. Com vocês, Augusto Ramos: - 22/03/2004
Entrevista com José de Souza, Candidato a presidência do Fluminense. - A Sempre Flu não tem compromisso com qualquer candidatura ou grupo político do Fluminense. Nosso compromisso é exclusivamente com um Fluminense forte e vencedor, como era a tradição do nosso clube, e com a nossa torcida. Como defendemos a associação em massa dos torcedores ao clube, acreditamos que todo tricolor que tiver chance ou poder aquisitivo deve se tornar sócio, queremos também esclarecer e debater idéias. Respeitamos também o direito de quem não quer se associar, de quem prefere limitar-se a ser um torcedor de arquibancada e até apenas de televisão ou rádio. Mas como achamos que o Fluminense tem que ser rediscutido, debatido, estamos abrindo espaço para TODOS os candidatos que se lançarem à presidência do clube. A intenção é informar nossos amigos da Sempre Flu. Repetimos: não apoiamos nenhum candidato. A série começa com o primeiro candidato a se lançar formalmente, o empresário atacadista de alimentos José de Souza, presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro. Ele se apresenta como o candidato dos ex-presidentes Silvio Kelly dos Santos e Sylvio Vasconcellos, além de João Havelange. Mas garante que planeja um futebol forte, com a contratação de Leão ou Vanderlei Luxemburgo no primeiro ano de mandato. Garante ainda ter a fórmula para sanear as finanças do clube e construir uma arena multiuso onde hoje existe o campo de futebol, com cinco mil lugares, além de um prédio de 18 andares, com quadras de tênis, piscinas aquecidas, shopping, lojas, estacionamento, hotel e restaurante panorâmico. A sede histórica seria preservada, pela beleza e por exigência legal. José de Souza garante que: “se o Fluminense for rebaixado, o presidente David Fischel não emplaca o ano de 2004 como presidente. Ele cai junto com o clube". - 25/09/2003
Assis e Whashington - A rápida e informal entrevista se deu após o almoço promovido pela Sabedoria Tricolor, que homenageou os três eternos craques do Fluzão. A realização deste evento, é bom que se diga, se deveu à grande dedicação do conselheiro Philippe Von Buren, que se esmerou em conseguir um t empo nas agendas de todos, principalmente na do Assis, para comparecerem à homenagem que se realizou em julho passado. - 01/07/2002
Robertinho - Foram mais de duas horas. Um longo e agradável papo em sua aconchegante residência, na Barra da Tijuca. Ele e sua família me receberam muito bem. Fizeram questão, inclusive, de me servir algo para beber. Durante a entrevista, o nosso ex-técnico Robertinho mostrou ter qualidades humanas, às vezes raras em sua profissão, tais como ética, sinceridade e transparência. Ele sabe que ainda tem uma longa trajetória como treinador. Robertinho já recebeu propostas de times da Série A, B e até do exterior, devendo estar num novo clube em breve, mas seu grande sonho é voltar para o Fluminense, seu clube de coração, um dia. Leia a seguir a entrevista que foi feita, de acordo com o entrevistado, exclusivamente para a Sempre Flu. - 03/09/2002
Ézio - Daniel Cohen - 27/02/2002
Roni - 13/09/1999
David Fischel - A Sempre Flu agradece ao Presidente David Fischel por nos conceder esta entrevista. - 23/06/1999
Samarone - 01/01/1998
 
  


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