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Da Angústia a Glória

Começo da década dos anos 80, mais precisamente 1983, o cenário era nebuloso, o sistema tinha adotado o rival rubro negro para fabricar uma egemonia, mas quem é a própria história, não acata ordens, faz a hora e não espera acontecer, mais uma vez o entrave no sistema era o FLUMINENSE, que tem a mania histórica de derrotar as tramóias, então vamos ao jogo, ou melhor, a batalha.

O jogo seria épico, o clube do sistema jogava pelo empate, mais um obstáculo a superar, o jogo caminhava para o fim, eu na minha amada terra, João Pessoa, só tinha acesso via rádio e com uma transmissão que fugia e voltava o som, caminhava pro fim e o placar desfavorável teimava em me angustiar, eu ouvindo aquela batalha ao lado de primos rubro negros, impávidos e gabolas, se achando maiores que o FLUMINENSE, mas o FLUMINENSE, esqueciam eles, era maior que qualquer lógica do sistema, era o vencedor de desafios.

De um lado um time que ganhara um brasileiro e uma Libertadores, do outro um time que há dois anos não ganhava o campeonato, do lado deles um monte de jogadores valorizados, do nosso, um time formado e encaixado naquele ano, mas tínhamos um casal de jogadores, que viriam a ser os grandes carrascos do time do sistema, Assis e Whashington eram instrumentos divinos com a caneta da história, que reescreveria mais uma vez a superioridade TRICOLOR.

Voltando ao jogo, a batalha caminhava pro fim, aparentemente seria uma batalha perdida, mas o sobrenatural de Almeida entrou em campo, era ataque para o adversário, que perdeu a bola num lance de impedimento óbvio e ululante, a bola volta para o FLU, Delei levanta a cabeça, Assis estava num setor que não era o dele, e Delei o achou, a bola voou com destino certo, já traçado desde 45 minutos antes do nada, Assis pegou a bola, ainda pensou que tivesse impedido, mas viu Leandro, Mozer, Júnior correndo desesperados, aí ele disse: "tô legal, eu vou fazer esse gol", e desferiu um chute, que mais parecia pentear a bola, que entrou vagarosamente no gol deles, com requintes de crueldade, estabelecendo a Glória, e nos minutos que se seguiram, vimos que o mundo continuou o mesmo, com o FLUMINENSE fazendo a história, da Angústia a Glória, como sempre e eternamente.

Vence o FLUMINENSE!

Por Joaci Tavares de Araújo Júnior

Eternamente TRICOLOR!

Joaci Tavares de Araújo Júnior
Fonte: joacijunior68@gmail.com

 
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