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O Destruidor Do Futuro. (22/11/2018)

Alguns jogadores simplesmente não querem mais jogar. Entram em campo apenas por entrar, como em um suplício, uma tortura.

O corpo mole é evidente em gente como Luciano, Ayrton Lucas, Rúnior Sornoza. O que provoca desânimo visível em outros, como Digão, Leo, Jadson, Everaldo.

O Fluminense quebrou, acabou, destruído por duas gestões criminosas, e que têm que ser responsabilizadas por isso com o patrimônio pessoal. Os jogadores precisam se rebelar e exigir o que demanda a Lei Pelé, em seu Artigo 31:

"Art. 31. A entidade de prática desportiva empregadora que estiver com pagamento de salário de atleta profissional em atraso, no todo ou em parte, por período igual ou superior a três meses, terá o contrato de trabalho daquele atleta rescindido, ficando o atleta livre para se transferir para qualquer outra agremiação de mesma modalidade, nacional ou internacional, e exigir a multa rescisória e os haveres devidos. § 1o São entendidos como salário, para efeitos do previsto no caput, o abono de férias, o décimo terceiro salário, as gratificações, os prêmios e demais verbas inclusas no contrato de trabalho. § 2o A mora contumaz será considerada também pelo não recolhimento do FGTS e das contribuições previdenciárias."

É vergonhoso ver em campo um Luciano apenas olhando o jogo, com cara de desânimo, totalmente desinteressado. O Fluminense já merece um rebaixamento administrativo, com base no regulamento do Campeonato Brasileiro. É absurdo que se permita o que estamos vendo, com enorme tristeza.

As hienas da mídia esportiva estão se deliciando. Na Fox Sports, uma quase comemoração, um tal de Quesada defendendo Pedro Abad e atacando o Fluminense e sua torcida.

Dizia mais ou menos o seguinte, o animal: “Pedro Abad é ‘gente boa’, esteve aqui com a gente na Fox. É que o Fluminense não leva gente ao estádio, nenhum presidente faria melhor do que ele. O Vasco joga em São Januário e o Botafogo no Engenhão com muito mais público.”

Esse jumento de carga não sabe nada sobre o Fluminense, sobre o que acontece no clube. É um vigarista o tal Quesado, porque exerce a profissão de forma desonesta.

Mas, de volta ao nosso calvário: A saída possível seria depor judicialmente o presidente do clube, buscando provar a gestão temerária (as evidências são abundantes), a inépcia, o descumprimento de várias leis.

Não adianta. Com Abad, ninguém irá investir um tostão no Fluminense, a credibilidade é zero. A tal "vaquinha" foi tão humilhante que nem os inimigos debocharam. Somos cachorro morto.

Não adianta esperar por um impeachment via Conselho Deliberativo. "Ele" tem maioria lá, gente com algum tipo de compromisso com ele.

O Flu não aguenta mais um ano dessa coisa amorfa, apática, inepta. Se atacante Pedro esperar mais um mês, sairá de graça, pela Lei Pelé.

Assim como ele, sairão livremente os pouquíssimos jogadores que ainda têm algum mercado. Desconheço a situação do time Sub-17, que seria uma promessa de timaço no futuro. Mas certamente não veremos esses jovens talentos time principal. O futuro foi destruído.

O que me causa mais indignação são as entrevistas de araque em rádios de segunda linha do Rio de Janeiro, com mentiras deslavadas. E com chantagem: “Da última vez que o Flu derrubou um presidente, foi rebaixado”.

Meu caro, no caso presente, é precisamente o contrário: se não enxotarmos o "presidente", o Fluminense acaba. Nem sei, na verdade, se há ainda salvação.

A torcida já desistiu. Os jogadores também.

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