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As Armas Do Patético-pr Vão Além Do Futebol... (05/11/2018)

O técnico do Patético-PR denunciou que seu time é o mais prejudicado neste Campeonato Brasileiro, e que sua única esperança é a Sulamericana. O rapaz estava, com razão, indignado com o pênalti inventado a favor do Inter no jogo de domingo à noite, em que o Patético perdeu de dois a um, de virada.

O interessante é que ele não reclamou quando seu clube se classificou em um assalto em dois atos cometido contra o Bahia, na fase anterior da Sulamericana, semana passada. Até gol de voleio dos baianos foi anulado, sob o argumento de “jogo perigoso”. Gatunagem em idioma espanhol.

Cuidado com as arbitragens em jogos do Patético, principalmente neste submundo da Conmebol. O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan (1995/2003) cunhou duas frases que se aplicam perfeitamente ao momento do futebol brasileiro:

1) “No Brasil, até o passado é incerto”. Uma referência ao fato de que, em nosso país, o passado pode ser reescrito ao gosto do freguês.
2) “A cada 15 anos, o Brasil esquece o que aconteceu nos últimos 15 anos”.

Quem se lembra? Em 7 de maio de 1997, o Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou gravações em que o diretor de arbitragens da CBF, Ivens Mendes, vendia arbitragens ao Curintcha e ao Patético-PR. A compra de juízes se referia ao campeonato anterior, o Brasileirão de 1996, em que Fluminense e Bragantino foram rebaixados.

Alberto Dualib, do Curintcha, chegou a sugerir um preço, “um-zero-zero”, o equivalente a um suborno de 100 mil reais. Mendes queria fazer uma caixinha para disputar as eleições de 1998 como candidato a deputado federal. Um jogo do Patético, em particular, ficou sob suspeita.

Eles venceram o Vasco por 3 a 1, e o juiz expulsou Edmundo. O eterno homem-forte do Patético, Mário Celso Petraglia, também conhecido como “Metralha”, é um dirigente que se move na sombra, às vezes demonstrando enorme competência no que faz.

Ninguém conseguiu até hoje entender direito como foi possível a um clube que era pequeno até em Curitiba construir a mais moderna arena do país, antes mesmo das estrepolias lulistas com empreiteiras para a Copa de 2014. Junto, foi construído também o melhor centro de treinamento, o CT do Caju. De onde veio o dinheiro?

Petraglia também brigou com a Globo e tentou peitar a CBF para viabilizar a Primeira Liga, e só teve o apoio de Alexandre Kalil, hoje prefeito de Belo Horizonte. Não precisa do dinheiro da Globo. Propôs ao Coritiba e ao Paraná uma fusão, em que formariam o maior clube do país.

Os dois outros clubes não toparam, por causa da perda da identidade histórica que sofreriam. Petraglia é o oposto das diretorias do Flu: faz aparecer dinheiro, enquanto os nossos dirigentes, vergonhosos, fazem-no desaparecer.

Os árbitros cucarachas têm sido generosos com o Patético na Sulamericana. Kalil também sabia como operar, tanto que a conquista da Libertadores pelo Galo teve o caminho bastante facilitado, enquanto o Fluminense foi assaltado em casa por um argentino em 2008 contra a LDU, diante de quase cem mil tricolores.

Olho vivo. Tenho o estranho sentimento de que poderemos ter a carteira batida na Arena da Baixaria e em pleno Maracanã, na semana que vem.

Espero também que o nosso time ligue rapidamente o "modo sulamericana", e volte a jogar com vontade, ao contrário da entregada contra o Vasco...

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