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O Que Será De Nós? (05/06/2018)

O Fluminense (ou melhor, a diretoria do Fluminense) nos levou a um estado de letargia futebolística. Eu, pelo menos, fico muito incomodado com derrotas, quaisquer derrotas. Mas não fico mais furioso e nem perco noites de sono por causa disso. Estão destruindo nosso prazer de torcedor.

Quando vejo boas atuações, até vibro, mas sei que é a paz é passageira, como diriam os tricolores Marcos e Paulo Sérgio Valle. Bastou perder Pedro e Marcos Júnior e voltamos a ser aquele time vagabundo do ano passado, presa fácil para o lanterna do campeonato.

Abel Braga ajudou bastante também na derrota em Curitiba. A insistência em escalar três zagueiros contra times fracos é absurda. Assim como é absurda a decisão de preferir o inútil, lento e preguiçoso Robinho aos velozes e aguerridos Mateus Alessandro e Pablo Dyego.

Sei que os dois velocistas poderiam ter ido mal se começassem o jogo contra o Paraná, ou se apenas um dele iniciasse o jogo e o outro entrasse no lugar do Marcos Júnior. O que eu não sei, e não entendo, é como Abel prefere Robinho. Ou insistir nesse esquema 5-1-2-2 contra times fracos.

Sim, o Flu joga com cinco defensores em linha e um solitário Richard protegendo a defesa, correndo como um alucinado entre de uma lateral a outra, no melhor estilo limpador de para-brisas.

Marlon talvez seja o pior lateral esquerdo que já atuou pelo Fluminense. Tudo bem, houve outros muito ruins nos anos 90. Mas tinham o atenuante de que aqueles times rebaixados eram horrorosos e jogavam com até sete meses de salários atrasados. Hoje, jogamos com, no máximo, três meses de atraso. E o time é melhorzinho.

Comprei ingressos para o Fla-Flu do Estádio Mané Garrancho, e estou quase arrependido. Pode até ser que tenhamos uma boa surpresa. Mas o que vimos contra o Paraná foi simplesmente aterrador. Coisa de time que briga pra não cair na segunda divisão.

Sim, há times na segundona que estão jogando muito melhor. Renato Chaves, Marlon, João Carlos, Robinho, não são jogadores de primeira divisão. São ameaças de rebaixamento. Jogar com todos eles, ao mesmo tempo, é suicídio.

Agora a Inês é morta. Vamos ao Mané Garrancho e esperar o milagre. Certamente, teremos o juiz contra, como aconteceu no Paraná. Aquele segundo gol deles só mesmo contra o Fluminense seria marcado, dentro os clubes grandes. Desde o primeiro tempo, o juiz e o bandeirinha careca atuavam contra e estavam acuados pelo tal do Micale.

Só eles viram a bola entrar, naquele campo horroroso e de iluminação ruim. Ou alguém imagina que eles dariam um gol daqueles contra Curintcha, Flamengo, São Paulo ou Parmêra?

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