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Querem Forçar A Renúncia Do Abad? (18/05/2018)

Vamos vencer o Patético-PR. Mas não há como esquecer o desastre que é a gestão do Fluminense.

Só há uma explicação racional para a renúncia coletiva dos cinco vices: querem forçar uma renúncia do Abad, impondo-lhe um isolamento, e a convocação de novas eleições. Qualquer outra razão seria um caso de insanidade, burrice ou irresponsabilidade.

Quem conhece um pouco de Pedro Abad, pela campanha que fez para a presidência e pelo comportamento no cargo há um ano e meio, sabe, porém, que ele não vai renunciar. O clube pode ter a sede penhorada, ser rebaixado por dívidas trabalhistas, fiscais e financeiras, ter decretada a falência. Ele não sai.

E tem mais: não sai e nem vai buscar alguma composição com opositores, pedir ajuda a quem pode, nada disso. Prefere deixar o clube acabar, morrer. É tudo muito estranho, porque Cacá Cardoso e Diogo Bueno comportavam-se como se não fossem pular do barco, como se estivessem comprometidos com a gestão abadiana.

O Fluminense está totalmente descoberto em vários setores. Por exemplo, o caso judicial de Gustavo Scarpa, o rombo financeiro previsto para este ano (o déficit é brutal), os atrasos salariais. Quem vai se responsabilizar por isso?

Justamente quando o Abel consegue dar um formato razoável ao time, que prometia evoluir e fazer uma campanha digna no Brasileirão, com bons e jovens jogadores. Pena. Mas o desastre era mais do que previsível desde o começo. Abad nunca demonstrou condições de presidir o Fluminense.

As entrevistas foram sempre desastrosas; a afirmação à revista Época de que o Fluminense é um clube vendedor, humilhou a todos nós, torcedores. É um presidente apático, sem paixão, omisso, catatônico. Sem iniciativa, sem criatividade. Incompetente. E muito mal cercado.

Outra humilhação para nós é vê-lo estender tapete vermelho para Roubinho, da Ferj, um câncer que corrói o futebol do Rio de Janeiro (e prejudica deliberadamente o Flu) desde a morte do Caixa d’Água. “O Campeonato Carioca melhorou”, disse o presidente do Fluminense. Mesmo?

Vários analistas das contas dos clubes de futebol apontam: a dívida do Fluminense aumentou e o clube tem a pior administração dentre todos da Primeira Divisão. Alguma dúvida ou surpresa?

Com os salários atrasados já há dois meses, sem perspectivas de novas receitas, resta agora esperar pelo pior, que este time desanime pela falta de pagamento. Não há uma semana de sossego (nem digo boas notícias, que há anos não temos), não há um só dia sem más notícias.

Não temos refresco: enxurradas intermináveis de vexames, erros, omissões. O presidente do Fluminense deveria agora demonstrar pelo menos um pouco de humildade (nem precisa subserviência, como a que mostrou diante de Roubinho). Buscar ajuda e apoio de quem pode, como disse acima.

A outra alternativa, talvez, fosse a que tentam provocar os grupos políticos que pediram o boné: renunciar e provocar uma nova eleição, a ser convocada pelo presidente do Conselho Deliberativo.

E eu louco para falar somente de futebol, ver o time dar uma arrancada...

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