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Grande Performance Dos Guerreiros! (11/05/2018)

Comovente a luta da rapaziada do Fluminense a 4 mil metros de altitude, com temperatura próxima de zero, e...com salários atrasados. Esses caras merecem mesmo nosso respeito, assim como o Abelão, e resta saber até quando poderão manter a motivação sem grana.

Nem vale mesmo a pena falar de problemas técnicos ou táticos, porque ali o que valeu mesmo foi motivação, espírito de grupo, vontade de segurar a onda. O que mereceu crítica foi a atuação apática no primeiro tempo do Maracanã, o placar mixuruca que provocou tanto sufoco.

Mas passou, estamos classificados, valeu pela lição. Tenho admiração enorme pelo Gum e fico realmente puto quando vejo tricolores falando mal dele, pondo-o na lista de jogadores dispensáveis. Com todo respeito e carinho que todo tricolor me merece, acho grandes imbecis os que falam e escrevem isso.

Quem me chamou a atenção ontem pela grande atuação, também na base da raça, foi o Renato Chaves, a quem sempre critico pesadamente. Foi um gigante de vontade e liderança. Muito bem também Gilberto, Júlio César, Richard e Jadson.

Por isso, meus amigos, nem me preocupo com o grupo de jogadores. Acho que temos condições de fazer um Brasileirão digno e beliscar vaga na Libertadores – embora, claro, título brasileiro seja para os times que têm dinheiro.

Minha preocupação é com a ausência de diretoria e administração. Com a incapacidade que os caras demonstram de gerir o clube, cumprir obrigações, pagar dívidas, gerar receitas e, principalmente, pagar salários. É isso que pode nos humilhar e destruir ao longo do ano.

O Fluminense hoje é apenas Abel, sua comissão técnica e o grupo de jogadores, nada mais. O resto, a diretoria, só atrapalha, confunde e ameaça. Tem a nossa torcida, claro, que parece estar se reduzindo, porque a maioria só vai a estádio nos grandes momentos.

Mas há o núcleo duro de guerreiros, os 15 mil de sempre. Parte deles estava presente no estádio. Parabéns para esses bravos tricolores!

Digno também de elogios o trabalho do locutor Gustavo Villani. Pela primeira vez, vimos um locutor ao lado do Fluminense, a ponto de constranger o comentarista que nos odeia, o tal de Lino.

Geralmente, o Fluminense é tratado como "clube estrangeiro" em confronto contra brasileiros. E é sutilmente sabotado em jogos internacionais. O Villani trabalhou junto com a torcida. Bem-vindo!

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