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Nós, O Brasileirão, Possibilidades E Ameaças (14/04/2018)

Vai ser difícil, o mais provável é a derrota, mas...quem sabe? O problema é enfrentar também a arbitragem. Sabemos todos que Anderson Daronco é, digamos, “sensível” à pressão de clubes e mídia paulistas, principalmente jogando lá na Arena Lulla. Sentimos isso na pele naquela semifinal de Copa do Brasil contra o Parmêra.

Vamos enfrentar torcida, mídia, arbitragem e o bem montado Curintcha de Carille. Não é pouca coisa. Ao contrário da maioria da nossa torcida, não acho o nosso time ruim. Está bem armado e tem bons jogadores. O problema que vejo é Renato Chaves na zaga e as substituições erradas que Abel faz.

Minto. Carecemos também de um armador ou terceiro homem de meio campo mais criativo e ousado, que chegue na área batendo em gol e criando situações. Mas é difícil conseguir no mercado jogador assim com teto salarial de 150 mil.

O que temo mais neste Brasileirão, amigos, é a nossa diretoria. Nosso ponto mais fraco está nas Laranjeiras, não no CT Pedro Antônio. Lembremo-nos que o time começou muito bem no ano passado, fez um grande Carioca, que perdeu apenas no apito para o Flamengo. E acumulou pontos no começo do Brasileirão que nos permitiram escapar no final.

A coisa degringolou quando os salários começaram a atrasar, apesar da venda do Richarlisson e nem me lembro mais de quem. No fim do ano, foi um barata-voa, o desastre administrativo das dispensas, três ou quatro meses de atrasos salariais e de obrigações trabalhistas, a perda gratuita de Scarpa...o caos, enfim.

Pelo jeito, pelas informações que circularam, o dinheiro acaba agora, em abril, e a partir deste mês nada de salários. A galera pergunta “e a recíproca do Inter pelo Wellington Silva?”, “e a indenização judicial da Dry World?”, “e a situação do Scarpa?”, “e os quatro milhões do Diego Souza de que o Flu abriu mão?”.

Não há como analisar o time e as possibilidades no Brasileirão sem falar na administração do clube. É a pedra no sapato, o ponto fraco, o que nos leva ao desespero. Uma coisa pastosa, insípida e inodora, sem criatividade, sem iniciativa, sem energia. Que causa enormes prejuízos ao clube e não se mexe para nada.

Sentei para escrever pensando no time, no jogo deste domingo contra o queridinho da mídia e rei das trapaças e roubalheiras.

Pensava também nas possibilidades do time no Brasileirão. No meio do texto, aí em cima, os nossos problemas interferiram no raciocínio e me vi bloqueado para pensar apenas no futebol jogado em campo. Todo mundo se vira, se reconstrói, enquanto nós continuamos paralisados.

Para não terminar com uma visão negativa, quero dizer que João Carlos é um ótimo centro-avante, e que tenho muito mais expectativas em relação a ele do que em relação ao Kleber Gladiador. Jovem, forte, motivado, com boa técnica e boa velocidade, acho que pode ser uma surpresa positiva.

Acho também que Pedro mostra uma grande evolução, principalmente porque está mais resistente aos entrechoques com os zagueiros.

Pedro sabe fazer o pivô, é ótimo nas tabelas e, acredito, ao longo do campeonato poderá evoluir ainda mais em termos de colocação na área e finalização.

O diabo são os salários em dia. Ah, os salários...

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