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Humilhações Sem Fim... (16/03/2018)

Gustavo Scarpa curtiu nas redes sociais a eliminação do Fluminense. E os canalhas da “mídia esportiva” não escondem a felicidade nos tais programas, como o Seleção Sportv, onde todos comentavam radiantes as desgraças e mazelas do Fluminense – sempre, claro, preservando o amigo Abel Braga, que colocam em um nível superior ao do clube que tanto odeiam.

Nosso calvário parece não ter fim, nosso clube parece condenado à insignificância, ao destino de um América ou uma Lusa da vida. Em nome da economia e da contenção de gastos, formamos um time que joga no lixo milhões de reais da Copa do Brasil. Certamente também do Campeonato Estadual.

Ver e ouvir os dirigentes do Fluminense, até mesmo apenas em fotos, nos causa um profundo desgosto, uma sensação ruim de desânimo, de falta de esperança. Estão nos roubando um pedaço importante da nossa afetividade, das nossas alegrias da infância, da juventude e – por que não? – até mesmo da nossa velhice.

Estão destruindo o Fluminense. O clube virou um cabide de empregos, uma ação entre amigos. Tento ver algum lado positivo, analisar os fatores contrários, afinal conheço pessoalmente há alguns anos quase todos do grupo político que, digamos, comanda o Flu. Tinha esperanças, cheguei a apoiar no início.

Mas é difícil. Nem falo da parte administrativa, da apatia para captar recursos, alavancar projetos e manter o Fluminense como clube grande. Fico aqui apenas no time de futebol em campo. Não é possível que o Flu seja eliminado da Copa do Brasil em dois jogos – dois! – em que é derrotado de forma irreparável pelo Avaí! Isso não pode acontecer!

O time até se mostrou arrumado em campo no primeiro tempo, mas a gente sabia que o gol era tarefa quase impossível. Faltam dois ou três jogadores qualificados, ainda que apenas neste panorama horroroso do futebol brasileiro. Ninguém sabe chutar, ninguém sabe driblar, ninguém é capaz de uma única jogada individual decisiva.

Não falo nem de habilidade. O Q.I. dos nossos jogadores é baixíssimo, todos faltos de inteligência. Tomam as decisões erradas com a bola e nos deslocamentos. Carregam a bola quando poderiam fazer um passe rápido, driblam quando poderiam passar, passam e se livram da bola quando a jogada pedia iniciativa e ousadia.

Lamento, amigos, é apenas mais um texto pesado e triste, como os de tantos outros tricolores. Mas há quanto tempo não lemos uma notícia boa sobre o Flu, um fato positivo?

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