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Estamos Parados No Tempo? (14/03/2018)

Que o Fluminense tem problemas na infraestrutura técnica, não é novidade. Sob o risco de ser chamado de leviano por não ter formação na área, a coisa salta aos olhos, e não basta ter um centro de treinamento se os métodos são ruins.

O Parmêra constatou a fragilidade física de Gustavo Scarpa e, desde que chegou por lá, o magricela já ganhou quatro quilos de massa muscular - e continua em processo de aperfeiçoamento físico. Era evidente a fragilidade do jogador nos tempos de Fluminense, o que lhe comprometia o desempenho técnico e tático.

Quando chegou ao Barcelona, Robert estava gordo, mesmo vindo de período regular de trabalho no Fluminense. Os problemas físicos do jogador nunca foram percebidos no nosso clube. A formação profissional dele também foi ruim, como a carreira comprovou.

O zagueiro Henrique, em entrevista na última terça-feira no Curintcha, disse que seu desempenho melhorou consideravelmente porque encontrou outra realidade no clube paulista. Joga mais protegido, todo mundo marca, começando do ataque, o que torna o time muito mais competitivo.

Disse que o time do Flu sobrecarregava zagueiros e laterais, porque ninguém marcava dali para a frente. Estava claríssimo o problema para quem acompanhava os jogos do nosso time. Principalmente no segundo tempo, ou quando estávamos em vantagem no placar, o time parava em campo.

A bomba sempre estourou na defesa. Quanto havia o Fred, era compreensível. Mas um time de garotos?

Deficiências físicas, óbvio. Até hoje, qualquer time pequeno que nos pressione é capaz de nos criar problemas; nosso time morre, abre o bico, não aguenta correr até o fim dos jogos. Aconteceu contra o Avaí, e não tem acontecido contra os pequenos do Rio porque todos estão mais mortos ainda do que nós.

E é impressionante como os times do Abel têm a mania de “segurar resultados”. Fomos campeões em 2012 tomando sufoco até o fim em vários jogos que vencíamos por 1 a 0. Mesmo com ele gritando na beira do campo para que o time voltasse a jogar e a pressionar. Reparem só.

Parece pura crítica, mas eu gostaria que isso fosse visto como um alerta, como uma crítica positiva, do bem, e não como um “ataque político”. Quem não achava no ano passado que o Scarpa precisava de um trabalho muscular, que me atire a primeira pedra.

Quem não acha estranho que Abel precise poupar jogadores em março, mesmo depois de dez dias de folga depois da eliminação na Taça Guanabara, que aponte o dedo. Infelizmente, o Fluminense chegou a um ponto em que não conseguimos, nós, torcedores, sentir firmeza em mais nada.

Gostaria muito de pensar diferente, de ver pontos positivos e em progresso. Mas está difícil. Para não parecer implicante, deixo um elogio ao início da construção da rua que dá acesso ao CT pela Avenida Ayrton Senna. E à parceria com os escritórios de engenharia que vão dar um trato no CT, que parece um canteiro de obras.

Mas o elogio só será empolgado quando os resultados aparecerem. Por enquanto, tudo parece apenas promessas vãs.

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