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Devagar Com O Andor! (01/12/2017)

Vejo em alguns espaços de tricolores uma tendência a crucificar o presidente do Fluminense por causa das investigações sobre fraude e tráfico de ingressos. É preciso mais calma, muita calma porque, para quem investiga, e para a mídia do Rio de Janeiro e São Paulo, o Fluminense é sempre culpado antes de qualquer prova ou investigação.

Foi assim com a acusação absurda e irresponsável de que o Fluminense teria subornado os bombeiros para obter um laudo favorável ao uso do Estádio Giulite Coutinho, do América. Depois do estardalhaço que fizeram, nada foi encontrado – ao contrário, havia indícios de que o laudo fora obtido...pelo Flamengo.

Chama a atenção também o fato de que o único presidente de clube chamado a depor via condução coercitiva foi o do Fluminense. Da parte dos outros clubes, apenas diretores e gente de torcidas organizadas.

Não duvido que haja gente do Fluminense envolvida, mas duvido, e muito, que Pedro Abad seja um deles. Aliás, tenho certeza de que não.

De qualquer forma, o clube tem que se manifestar e punir, demitir, processar, afastar quem de alguma forma esteja envolvido. A instituição não aguenta mais essa. As conhecidas apatia e imobilidade não podem prevalecer desta vez.

Dito isso, gostaria de dizer aos meus parceiros tricolores que estou alarmado com os rumos do nosso clube. Ao ler sobre a prestação de contas e as projeções para o futuro financeiro do Fluminense, considero tudo assustador. Não há dívidas equacionadas, ao contrário da versão oficial.

O futebol, é como se não existisse. Tudo para baixo, como uma empresa média em processo de saneamento depois de absorvida pelo BNDES por calote na dívida. Ou em liquidação extrajudicial, como se chamam hoje na legislação as antigas falências.

Inviável para caminhar com as próprias pernas.

Não se trata, como a diretoria alega, de poder ou não investir pesado e contratar medalhões. Não!! Trata-se de gerência, de competência, de capacidade técnica, de observação e planejamento. De estabelecer objetivos e criar os meios para alcançá-los.

O futebol está acéfalo. Precisamos de um vice de futebol e de um bom gerente. Tudo bem, dou mais um crédito, espero alguma novidade a partir da semana que vem, quando o Campeonato Brasileiro será oficialmente coisa do passado.

Mas fica martelando na minha cabeça a frase de um dos meus filhos: “O Fluminense virou um time pequeno, sem importância”.

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