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Um Jogo De Cartas Marcadas (16/11/2017)

O espetáculo estava armado, como uma luta de boxe combinada, como uma tourada, um combate desigual, em que se sabe que o touro sempre morre no fim. E o Fluminense era o otário da vez. Tudo pronto: juiz ladrão e covarde, transmissões de tevê desonestas e mentirosas. Massacre total.

Claro que o Curintcha, o time favorito do Sistema, mereceu o título, mesmo com as arbitragens sempre a favor, com gols de mão e pênaltis não marcados contra, como os desta quarta-feira. Mereceu pelo primeiro turno que fez, em que fez belas exibições de um conjunto azeitado e bem treinado. O problema não é esse.

Desde o começo do jogo vimos que o ladrão importado de Santa Catarina estava ali para evitar sustos e mudanças inesperadas no script. Quando ele ameaçava ser honesto, os bandeirinhas corrigiam rapidamente. E nem precisava disso tudo.

Depois de um bom primeiro tempo, com muita luta e atenção, voltamos para o segundo tempo como o Fluminense que temos visto neste campeonato. Com a cabeça no mundo da lua, jogadores desatentos, frouxos, desligados. Mas um time que escala como primeiro volante um Maicon Freitas não pode esperar muito mais.

Em dois minutos, Jô nos derrotou e, de quebra, ultrapassou Henrique Dourado na artilharia. Nem há muito o que dizer. Fiquei com pena dos jogadores mais jovens, lançados em uma imensa fogueira para ser imolados. É muita frustração, e ainda ter um vagabundo como o tal Bráulio como um algoz com apito na boca.

Espero que alguma santa alma se dedique a decifrar as queixas constantes de Dourado, Marcos Júnior, Scarpa e agora Abel, de que “muita coisa precisa mudar no Fluminense”. Ou “ninguém sabe as dificuldades que enfrentamos durante todo o ano”.

Ver o Fluminense jogar nos tem feito mal à saúde, é uma maneira masoquista de estragar uma noite ou um final de semana. Nem me refiro a este jogo em particular, porque a derrota era esperada e programada, desde a CBF até à Globo e suas ramificações, até o lamentável espetáculo das tais “mesas redondas”.

Eu me refiro aos outros espetáculos lamentáveis proporcionados por um clube que já tem dois títulos brasileiros nesta década. Como aquela derrota absurda há uma semana para um desinteressado Cruzeiro que não queria jogar.

Como os empates em pleno Maracanã com Bahia e Coritiba.

Um time mal escalado e mal treinado, cujos jogadores cansam em campo porque não têm a menor organização de jogo. Podem e vão me dizer: “Ah, mas o Abel lançou contra o Curintcha o que tinha de melhor!” Sim, é verdade, mas poucas vezes fez isso ao longo do Brasileirão.

E nunca vou entender por que um time com jogadores muito experientes como Cavalieri, Lucas, Henrique, Henrique Dourado, e outros medianamente experientes, como Reginaldo, Leo, Marlon Freitas, Scarpa e Marcos Júnior – enfim, por que um time assim volta dormindo do intervalo.

Quando não dormem no início dos jogos, dormem no final e tomamos empates e viradas absurdos após os 90 minutos.


Futebol deixou de ser um prazer, e vamos nós tricolores acompanhar este sofrimento até o final do ano...esperando que o Fluminense não seja rebaixado nos próximos dois brasileirões.

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