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Walking Dead, Diretoria E Time. (12/11/2017)

O nosso time de zumbis achou um gol no comecinho do jogo, mas logo todos nós, tricolores, caímos na real. Esses mortos-vivos não conseguem segurar um resultado contra ninguém, e desde 1998 nunca fomos tão humilhados - e nunca a possibilidade de destruição do futebol do Flu foi tão patente.

Abel Braga, no comando dos walking dead, tornou-se um tresloucado, atravessa a pior fase de sua carreira vitoriosa. Parece em franca decadência. Se eu não lhe conhecesse o caráter, diria que está forçando a própria saída no final do ano.

Um técnico profissional insistir em escalar Lucas, Renato Chaves e Marlon Freitas, os três piores jogadores em suas posições no país, é um grave sinal de alienação, de que está completamente perdido. Ou sabotando o próprio time, o que custo a acreditar.

Lucas deveria estar internado, tratando da saúde, e não jogando futebol profissional. O rapaz tem problemas graves e não pode jogar. Renato Chaves é um escândalo, um abuso com a instituição Fluminense e com os torcedores. Não vi nem na segunda divisão um zagueiro tão fraco, tão ruim, tão desqualificado.

E o Marlon Freitas? Outro acinte, outra vergonha para nossa camisa e outro tapa na cara da nossa torcida. É inaceitável que um clube de futebol com uma folha de pagamento em torno de R$ 7 milhões apresente tantas aberrações em campo.

Enfim, é um time à altura da nossa diretoria, que permite um atraso salarial de quase três meses, algo que não acontecia desde...1996, 97 e 98, anos do tri-rebaixamento. Tudo muito parecido. Um processo de destruição de tradições, de orgulho, de camisa, e que parecia superado.

Só que naquela época, tudo isso era novidade, e a torcida se mobilizou, junto com tricolores históricos como Carlos Alberto Parreira, Manoel Schwartz, e outros que surgiram, como David Fischel e Celso Barros.

Hoje, o resultado é apatia, embora nosso torcedor não venha fazendo feio, temos o melhor público dentre os times do Rio. Já tenho até dúvidas em relação a rebaixamento, porque a vergonheira continua.

Uma boa economia (como economia, se não pagamos a ninguém?) seria encaminhar ao olho da rua Alexandre Torres, Marcelo Teixeira, a equipe de preparação física e acabar com a brincadeira Samorim, que nos consome recursos que não temos – e serve apenas para a autopromoção do Marcelo Teixeira.

Acho que o desgaste de Abel Braga é inevitável, e um novo vice-presidente de futebol com energia, com conhecimento de futebol (temos isso no Fluminense?), teria que ser encontrado. Esse vice começaria um planejamento para o ano que vem, com um técnico mais jovem e atualizado, talvez Fernando Diniz, Roger Machado ou o Alberto Valentim.

Valentim não deve continuar no Parmêra, e é uma boa novidade. Chega dessas mesmas caras, dessa lassidão, dessa falta de vontade e inércia da diretoria e do comando de futebol, o que se reflete no time em campo, junto com a ausência de salários.

Se nada mudar para o ano que vem, a destruição do nosso futebol como time de elite, como clube grande, será acelerada e inevitável. Já estamos desperdiçando jogadores de potencial, como Gustavo Scarpa, que jogou sem vontade, e Wendel, que parece ter desistido do futebol.

Pedro também mostra potencial, mas sem comando, sem orientação, com um futebol acéfalo, certamente vai se perder, como já se perdeu o Wendel e também acontece com o Scarpa.

Nosso departamento médico permite que Wellington Silva e Douglas vão a campo sem mínimas condições. O Cruzeiro foi para o jogo como um time de casados contra solteiros, sem vontade de jogar e satisfeito, talvez, com um zero a zero. Foi só o Flu marcar com Pedro, e os cruzeirenses correram o suficiente para empatar. Mas só um pouquinho...

Com os mortos-vivos Lucas, Renato Chaves, Marlon Freitas e Henrique em campo, o Cruzeiro foi quase obrigado a vencer o jogo. Se acelera um pouquinho, teria aplicado goleada. E Reginaldo e Pierre no banco. Ou sei lá onde...

Um filme de terror interminável para a torcida do Fluminense. No final do jogo, uma cena constrangedora. O tal de Marlon Freitas tentou dar sua primeira corrida no jogo e desabou com a cara no chão sozinho, sem ninguém por perto.

Eu odeio ter que atacar individualmente jogadores, afinal são profissionais, chefes de família e não recebem salários sabe-se lá há quanto tempo. Mas não há alternativa, é preciso falar deles. Nós não merecemos o que vemos em campo. Não acredito nem que a nossa “diretoria” assista aos jogos.

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