Colunistas -

Ainda Dá! (25/10/2017)

Não sei quantas derrotas mais teremos que sofrer até que Abel compreenda que, em hipótese alguma, Orejuela pode ser titular. Tudo bem que não havia opção no elenco para os outros dois incapazes do time, o Lucas e o Renato Chaves.

Mas o Orejuela, meu deus, que horror! E que mudança no time quando entrou o Wendel!

Perceberam que Orejuela ficou como uma estátua, parado, olhando o William Arão entrar na área e chutar cruzado? Cavalieri rebateu – era uma bola cruzada à queima-roupa, dificílima – e Everton marcou, sob os olhares complacentes do outro banana, o tal do Lucas.

Nosso time jogou bem no segundo tempo, mas tem alguns defeitos irritantes: a lentidão, o estilo futebol-totó, em que o sujeito passa a bola e não corre para receber na frente. Todo mundo estático.

Nossos laterais não existiram no jogo, foram dois desastres. Orejuela, uma catástrofe, nenhum time pode vencer um jogo com um meio-campista como aquele.

Por que, meu deus, entramos acuados, sofrendo pressão do Flamengo, correndo menos, com menos vontade? Por que todos os passes são laterais ou para trás, nunca na vertical, em direção ao campo adversário? Em nossa escalação que começou o jogo, nenhum jogador consegue driblar, tomar a iniciativa de criar uma jogada?

Minto. Marcos Júnior tentou, mas ele não tem habilidade suficiente para isso, embora tenha jogado bem. Aliás, é o único que dá a cara a tapa, que arrisca, que não se esconde. Teve a proeza de tirar o Rever do jogo e da segunda partida.

O Scarpa usa óculos fora de campo. Talvez a carência visual o atrapalhe naqueles passes mais longos que ele nunca acerta.

Muito boas as atuações de Reginaldo, Richard, Marcos Júnior e, no segundo tempo, Wendel. Henrique Dourado foi o batalhador de sempre, um guerreiro, mas joga isolado e de costas para o gol, muitas vezes tendo que sair da área, porque a bola não chega. Os outros foram muito mal, embora coletivamente tenhamos ido bem no segundo tempo.

O Abel não deveria poupar ninguém nem domingo, nem na quarta, no jogo de volta contra o Flamengo. Não podemos nos arriscar no Campeonato Brasileiro, é preciso manter a distância da turma lá de baixo. Mas é preciso também acreditar que é possível reverter essa desvantagem e eliminar o Flamengo.

Nem que seja nos pênaltis.

-


 
Desculpe, não há artigos no momento.
  


Copyright (c) 1998-2017 Sempre Flu - Todos os direitos reservados