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Fregueses De Caderno, Derrota Anunciada (22/10/2017)

Poucas vezes em meus 67 anos de vida tricolor senti tanta vergonha do Fluminense e tanto desgosto pelos que nos representam, dentro e fora do campo, como nesse domingo.

Nos tristes anos 90, o sentimento era muito mais de dor do que de vergonha. Era uma espécie de luto, a nossa decadência nos explodiu na face como um acidente de automóvel ou de avião, embora previsível.

Hoje, é vergonha, indignação, raiva, o pior dos sentimentos humanos. Nesse domingo, pagamos o salário de um perna-de-pau para que ele faça gol no Flu. Sim, o Wellington Paulista, que ainda está na folha de pagamento do Fluminense.

Tomamos três gols em 2017 do horrendo Artur Maia, um jogador do nível do Volta Redonda ou do Bacaxá..

E temos que ouvir, somos obrigados a ouvir, o Luís Carlos Júnior insistir na frase “o Fluminense nunca venceu a Chapecoense”. Ou o quadrúpede Edinho torcer contra nós desde antes do início do jogo. Uma tristeza.

A gente assistir o Marlon Freitas arrastando-se em campo e errando tudo.

O Marcos Júnior dar esporro no Abel pela substituição, depois de uma atuação lamentável, patética, isso é o fim do mundo!. O cara não se manca!

Ser saco-de-pancadas da Chapecoense, isso é fim de comédia, é pra fechar as portas, desistir do futebol.

Simplesmente brochante, desanimador - depois reclamam de pouca torcida contra o Flamengo na quarta-feira.Se perdermos com gol de cabeça do Rever, aí, meus amigos, acho que desisto do futebol em 2017.

Todos nós sabemos o que o Flamengo faz, que o Réver vem correndo de trás nos escanteios e atropela, que o Guerrero faz o pivô. Alô, Abel, vamos acordar!

Eu achava, desde quarta-feira, que o pobre e humilde Flu arrancaria pelo menos um empate contra a gigante Chapecoense dos grandes craques Artur Maia, Wellington Paulista, Apodi e Jeandrei. Qual... quem somos nós contra tal desafio?

Time mal treinado, jogadores covardes e frouxos, sem condições físicas, boa parte sem mínimos atributos para jogar na primeira divisão, como Lucas, Marlon Freitas, Romarinho, e outros bagres que infelizmente conhecemos.

Odeio falar mal dos nossos jogadores, nominar os culpados, porque são profissionais, têm família, é cruel responsabilizá-los.

Acho, na verdade, que o futebol do Fluminense tem que ser todo repensado para o ano que vem. A coisa hoje parece amadora, incompetente, improvisada – enfim, está tudo errado.

Detesto culpar o Abel, porque ele está sozinho, não há comando no futebol, não há liderança, não houve planejamento. É tudo um compadrio.

Mas do jeito que está, não pode ficar. Nós já viajamos para Chapecó derrotados, todo mundo sabia que iríamos perder para o time do Wellington Paulista e do Artur Maia. O Flu não está programado para duas vitórias seguidas.

Podemos até eliminar o Flamengo e ganhar a Sulamiranda. Porque eles também fazem um trabalho de merda.

Mas isso não vai anular o fato de que estamos muito mal na fita, de que está tudo errado, de que Romarinho não pode entrar em campo com a nossa camisa, de que somos fregueses de caderninho da tradicionalíssima Chape.

Não podemos seguir atrasando salários e bancando um time que vai cair para a terceira divisão da Eslováquia, um desperdício de grana em nome da promoção pessoal de um ou dois. A turma dos simpósios e do marketing pessoal.

Isso não é normal, o Fluminense não é assim, não pode ser destruído desta forma.

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