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Temo Pelo Futuro Do Flu (05/10/2017)

A primeira pedra foi atirada. No ridículo programa “Fox Sports Rádio”, o tal Benjamin Bach disse que o Fluminense pode até ter história, mas não faz mais parte da elite do futebol brasileiro.

Do alto de sua condição de torcedor do Curintcha, ele anulou os dois títulos brasileiros conquistados pelo Flu nesta década.

Bach aproveitou o gancho das declarações da lamentável e triste figura de Fernando Veiga, de que o Fluminense está equivalente ao Atlético de Goiás. O sujeito nem ao menos sabe o que é "receita".

Já na segunda-feira, dia 2, o clima no programa “Seleção Sportv”, era de comemoração com o provável rebaixamento do Fluminense.

Um anão obeso e burro chamado Luís Ademar, ou coisa parecida, dizia que “agora não vai ter Portuguesa pra salvar, vai cair mesmo”, enquanto o sósia do Renato Aragão dava gargalhadas. Lédio Carmona dizia que “não se deve ter pena de time grande que cai”.

Tudo isso já mostra um pouco sobre como serão as comemorações que vão acontecer em caso de desastre do nosso time. O pior é que a administração do clube fechou-se em sua própria inépcia e atribui toda crítica à política interna, aos inimigos da gestão. Menos, amigos, muito menos.

Um vice de futebol como o tal de Veiga é uma volta aos tempos sombrios do clube. Eu me pergunto: por que ele aceitou o cargo, se tinha plena consciência de que não estava capacitado? Vaidade?

Há um vídeo circulando no Facebook em que Fred, logo depois daquela goleada de 5 a 2 que o time aplicou no Curintcha, no último jogo de 2014, prevê em uma longa entrevista tudo o que vem acontecendo. Disse, na ocasião, que tinha 20 meses de direito de imagem em atraso, e que isso nunca interferiu em seu empenho.

Apesar disso, era chamado internamente pela direção do clube de “mercenário”. Cada vez fica mais claro o desastre que foi a gestão de Peter Siemsen, um retorno aos tempos de Ângelo Chaves e Gil Carneiro de Mendonça. Só que com mentiras sobre a situação do clube.

Enfim, agora é apostar tudo em uma reação dos jogadores e no caráter do Abel Braga. Faltam mais de 30 pontos a serem disputados, e dá tempo de reagir. O problema é o que vemos dentro de campo. O Flu, desde a derrota para o Vasco, é o time que pior joga em todo o Brasileirão.

Eu temo que a única saída para o Fluminense seja a venda do estádio das Laranjeiras, e em péssimas condições de mercado, em plena crise econômica.

O endividamento cresce como bola de neve, e será sufocante antes do fim do ano, que não vai fechar nem com um quase impossível título da Sulamericana e sua boa premiação.

Os salários podem estar quitados até agosto, acredito. Mas e quanto aos meses restantes? O décimo-terceiro? O mês de janeiro?

E as dívidas com o Universidade Del Valle, o Profut, a Unimed, o Ato Trabalhista? Temo muito pelo futuro (ou ausência de) do Fluminense.

Por ora, vamos esquecer tudo isso e centrar fogo nas vitórias nos Fla-Flus e contra os adversários que virão jogar no Maracanã.

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