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Sos Fluminense! (24/09/2017)

Está difícil, amigos. Fico muito incomodado com a crítica pesada, destrutiva, de uma enorme parte da torcida contra nossos jovens jogadores. Eles não têm culpa nenhuma. Nosso time é mal treinado, nossa direção é amadora, tudo está contra, inclusive as transmissões do Sportv e da Globo.

Não é um desastre uma derrota para o Parmêra no Maraca. Outros vão perder pra eles em casa. O que incomoda é a repetição de erros. Por favor, revejam o gol do tal Ramon do Vasco em nossa derrota pra eles. Exatamente igual. As coisas se repetem. Tomamos dois gols exatamente iguais de dois dos maiores pernas-de-pau do país, Ramon e Egídio!

Uma bagunça. Parece que nosso time foi montado às pressas, antes do jogo, sem nenhum treino. Li uma reportagem sobre a preparação “tática” do Fluminense: seis contra seis, com o Douglas de “coringa”. Ou seja, ele jogava a favor do time que está com a bola.

Que merda é essa? O futebol é jogado assim? Li, triste, uma entrevista do Abel, em que ele dizia que era “contra treinos coletivos”. Preferia seis contra seis, “treino alemão”, e outras babaquices que acabaram com o nosso futebol. Ele fala alemão? Futebol se joga assim?

Vi em escolinhas de futebol uma turma de “professores” dando “aulas”, com campo reduzido, todas essas merdas que esses trouxas deslumbrados trouxeram “da Europa”. Eu me lembro também do Telê Santana dando treinos coletivos, onze contra onze, e explicando como o time deveria jogar.

Telê não só orientava o time principal, como sair jogando, como defender, como também ensinava a função dos encarregados do contra-ataque, orientava o time reserva. E sabia como estavam técnica e fisicamente os suplentes, quem poderia substituir os titulares. Ele ficava de juiz nos coletivos e mandava repetir tudo.

Terminado o treino, ele pegava os jogadores em quem acreditava e tentava corrigir-lhes os defeitos. Se o cara cruzava ou chutava mal, tinha que repetir até aprender. Quem tinha potencial pra isso, ia cobrar faltas e escanteios até acertar tudo.

Quem faz coisa parecida com isso hoje é o Cuca. Nosso bom Abelão é só um motivador, um líder que assume o papel de pai, mesmo que o cara não saiba nem bater um lateral. Não se preocupa com a torcida ou o clube, mas com “o grupo”. Vamos sofrer até dezembro, mesmo com um elenco que está longe de ser um dos piores do país.

Sem contar o processo de destruição a que nos submetem os bandidos das emissoras de televisão. Antiéticos, canalhas. Microfones na torcida do Parmêra e imagens deles todo o tempo, em uma tentativa de mostrar uma “invasão parmerense”...

O risco do rebaixamento está logo ali, à nossa frente. O pisca-alerta está ligado há alguns meses. A instituição Fluminense não aguenta outro rebaixamento. Todos os inimigos querem isso, os “jornalistas” principalmente. Nossa queda seria tão comemorada pelos canalhas quanto um título dos queridinhos Curintcha, Framengo, São Paulo ou Parmêra.

Não gostaria de jogar todas as culpas nos ombros sofridos do Abelão. Antes, há os inexistentes Torres e Veiga. Incompetência total. Omissão absoluta. É inexplicável, em um clube falido, a despesa anual com o Samorim. Um projeto de promoção pessoal do Marcelo Teixeira. Inaceitável termos contrato com mais de 50 jogadores.

Por favor, não me acusem de fazer política em favor da oposição. São ridículos os opositores, a Tricolor de Coração, o Mário Bittencourt, a turma que quer a volta do Celso Barros. Todos predadores e oportunistas.

Eu sou tricolor, sou Fluminense, e não gosto nem um pouco do que vejo, ouço e leio em todos os sites. Nem de lá, nem de cá. Os puxa-sacos da direção são lamentáveis. Os que só agridem também.

Dizer que Abad, Veiga e Teixeira são “velhos companheiros de arquibancada” não os absolve de nada.

Eu, meus irmãos, meus filhos, sobrinhos, dezenas de amigos, somos todos tricolores alucinados, sofremos com derrotas, são "velhos companheiros de arquibancada". Mas isso não significa que temos competência para dirigir o clube. Jamais! Ser “velho companheiro” não é desculpa.

Coragem, amigos tricolores. Espero, sinceramente, que isso passe. Honestidade já é alguma coisa, mas faltam competência, energia, paixão.

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