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Boa Sorte, Presidente! (20/12/2016)

Carlos Drummond de Andrade celebrava a mudança de ano como a “industrialização da esperança”.

“Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar.”

Para nós, tricolores, após um ano ruim no futebol, essa renovação da esperança vem um pouco antes da mudança de ano. Vem com o novo presidente. Pedro Abad toma posse logo mais, no Salão Nobre, em cerimônia elegante que terá a presença de seus embecados conselheiros e de seus indicados - dele, Abad - para as Vice-Presidências.

É a hora de dar uma trégua nas divergências, de esquecer as desavenças do período eleitoral e de torcermos todos pelo sucesso do novo presidente.

Abad chega trazendo consigo a responsabilidade de substituir Peter, que foi muito bem na estruturação do clube, mas que foi claudicante no comando do futebol profissional. Os tricolores até querem estrutura, querem um clube saneado financeiramente, claro, e até querem uma sede bonita, bem cuidada, de que possam se orgulhar. Mas o resultado final de tudo isso tem que ser o futebol forte, poderoso. Times que entrem para vencer em qualquer campeonato.

E a esperança se renova, de fato, porque Abad propõe um modelo totalmente diferente para o futebol profissional. Se será diferente, é provável que seja melhor, pois neste campo o clube chega ao fim do segundo mandato de Peter em situação muito ruim, mesmo considerando a conquista da Primeira Liga. É verdade que a derrocada da Unimed e o consequente fim da parceria prejudicou qualquer estratégia. Está dado o desconto. Mas houve contratações inacreditáveis em 2015 e 2016.

O novo presidente indicou Fernando Veiga para a Vice-Presidência de futebol. Acredito que será homologado logo mais. Acenou, ainda na campanha, com Marcelo Teixeira e, após eleito, com Abel. Abel não chega a empolgar quem espera por algo novo, mas para esse momento de transição, com jogadores jovens no elenco e poucos líderes, ele me parece um bom nome. Do Marcelo Teixeira sou suspeito para falar. Amigo pessoal em quem eu sempre acreditei. Responsável pela base do Fluminense e pelo Flu-Europa. Confio muito em seu trabalho. Também teremos Alexandre Torres como Gerente de Futebol e talvez ainda venha outro profissional para compor o time. A ideia, se bem entendi, é criar um comitê que tome todas as decisões importantes no futebol. E abandonar aquela política de pagar altos salários para jogadores em fim de carreira ou com histórico de problemas físicos. Uma composição de jogadores novos e promissores, pratas da casa, com contratações cirúrgicas.

Tenho muita fé no sucesso. De Abad, de Marcelo, de Alexandre, de Veiga. Do futebol do Fluminense. E consequentemente de todos nós, tricolores.

A esperança está renovada. Que venha 2017!

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