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Futebol Brasileiro. Onde O Crime Compensa (20/10/2016)

O futebol brasileiro de hoje lembra um filme de faroeste. Vale tudo. Os maiores bandidos têm privilégios e gozam de simpatia das autoridades e da imprensa. São protegidos e resguardados. Podem fazer o que quiserem.

Tanto as autoridades esportivas quanto a imprensa se esmeram em tentar proteger seus favoritos. A CBF é o que todos sabem. O 7 a 1 fala por si. E eu creio que a imprensa esportiva brasileira, respeitando honrosas exceções, é a mais hipócrita do mundo. No caso mais recente, eles estão enchendo a boca, se sentindo os senhores da razão, para condenar o Fluminense numa reivindicação totalmente legítima, mas se sujam de medo de incomodar os torcedores dos dois clubes de maior torcida do país. Por sinal, os dois maiores pilantras do nosso futebol.

A imprensa finge que não aconteceu, mas o Corinthians é useiro e vezeiro em se aproveitar de práticas ilícitas. A já famosa distribuição de pênaltis, uma Copa do Brasil ganha sobre o Brasiliense de forma espúria, vários jogos anulados que o favoreceram em 2005... Sim, jogos anulados. Pra eles isso não é pecado. Ganharam um estádio do poder público, simplesmente porque o presidente da época era torcedor. Sem falar, claro, na jóia da coroa: o ato de corrupção inteiramente documentado, do caso Ivens Mendes, quando Corinthians e Atlético-PR foram flagrados em compras de arbitragem. Vou repetir: FLAGRADOS EM COMPRAS DE ARBITRAGEM. A imprensa até começou a noticiar, mas depois o assunto foi convenientemente abafado. A CBF não queria rebaixar o Corinthians e assim eliminou o rebaixamento do torneio de 1996. A imprensa não quis mais falar do caso Ivens Mendes, mas encheu a boca para dizer que o Fluminense virou a mesa. A falcatrua foi do Corinthians, mas como sordidez pouca é bobagem, direcionaram a vilania do caso para o Fluminense. Como conseguem dormir?

A imprensa finge que não aconteceu, mas o Flamengo tem uma longa folha corrida de falcatruas. Isso vem desde 1912, mas nem vou tão longe. Teve papeletas amarelas, ladrilheiro, goleiro assassino, Libertadores com jogo escandalosamente roubado, “ganhar roubado é melhor”... Querem levar na mão grande um título legítimo do Sport Club Recife, sob o olhar complacente da mídia, com eles sempre compreensiva. Tudo isso claramente documentado, mas a imprensa se recusa a lembrar do assunto. Sem falar, claro, na jóia da coroa, que foi a promíscua relação com a Portuguesa no final de 2013. Aquela inacreditável coincidência que fez com que a Lusa fosse rebaixada no lugar do Flamengo. A coincidência é inacreditável, mas a imprensa finge que foi a coisa mais natural do mundo. E como sordidez pouca é bobagem, direcionaram a vilania do caso para o Fluminense. Como conseguem dormir?

Interferência externa é proibida e foi usada no último Fla-Flu. O Fluminense apenas exigiu que se cumprisse a lei. Mas foi contra o Flamengo, né? Aí não pode. Mexer com um dos pilantras, como no velho oeste, pode ser perigoso.

Ao que parece o pedido não será acatado, e eu não esperava mesmo que fosse. Estamos no Brasil. No futebol do Brasil o crime compensa. Mas se torna legítima, a partir de agora, qualquer invasão de campo para pressionar os árbitros a mudar uma decisão. Sim, e também pode usar a tv. Temos jurisprudência.

Tricolores mais jovens, não se assustem com as tentativas que fazem de vilanizar o Fluminense. O Fluminense sempre esteve ao lado da justiça, desde sua fundação. Nós somos a história. Cedemos nossa casa para a primeira partida da seleção brasileira. Incomodamos porque não abaixamos a cabeça e sabemos exigir respeito.

Amem o ódio deles, pois ódio de pilantras é selo de qualidade.

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