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Sportv, Vamos Caprichar! (17/06/2016)

Na realidade atual, em que absolutamente todos os jogos das séries A e B são transmitidos ao vivo, era até de se esperar alguns problemas. Cada jogo tem que envolver no mínimo locutor, comentarista e repórteres de campo, para citar apenas os que, em maior ou menor intensidadde, interagem com o telespectador. Não seria possível ter profissionais “top de linha” em todas as partidas. Mas um Fluminense x Corinthians merecia uma atenção maior, não?

Sinceramente, eu nem queria voltar a criticar uma transmissão do Sportv/Premiere, já que muito recentemente tratei aqui da incrível implicância de Luis Carlos Júnior com seu time de coração. Edinho é outro que irrita os torcedores do Fluminense. Quase todos os lances duvidosos, para o ex-zagueiro, são contra o Fluminense. Apenas quando é óbvio demais, e depois de uma série de analises e repetições, ele acaba admitindo que o árbitro acertou a favor ou que errou contra o clube das Laranjeiras.

E o que foi o locutor Daniel Pereira na partida da última quinta-feira, em Brasília? O rapaz, que segundo me disseram – não tenho certeza – é vascaíno, só faltou se assumir e vestir uma camisa alvinegra durante a transmissão. Foi incansável na “babação” pela torcida do Corinthians, até mesmo quando ela, de forma irresponsável, esticou um bandeirão que cobriu o local de transmissão da equipe do Sportv. “Rapaziada gente boa”, ele dizia. Mas o pior foi sua forma de narrar torcendo descaradamente pelo time paulista, com Edinho, claro, corroborando, dizendo que o Corinthians já merecia o empate. Isso no segundo tempo, em que Cavalieri não fez nenhuma defesa importante, que eu me lembre.

Os profissionais da Sportv/Premiere precisam estar conscientes de que não há uma torcida apenas assistindo os jogos do PPV. Há torcedores dos dois lados e os neutros. Alguns consideram ofensiva a “babação” pelos adversários, como Luis Carlos Júnior fez com o Santa Cruz, há poucas semanas, e como o Daniel Pereira fez ontem com o Corinthians e sua torcida.

Mas foi uma boa vitória que deixou o Fluminense embolado com os primeiros colocados. Perder teria sido muito ruim. De quebra, rompemos a maldição do Mané Garrincha, onde o Fluminense não vencia há vários anos. Porém há muito o que melhorar. O time vem seguindo no “zero ou um”, marcando um ou nenhum gol por partida, com a defesa bem postada mas um ataque ingênuo que não expõe o adversário a riscos constantes.

Que consigamos melhorar na sequência do campeonato.

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