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O Caso Escola Base. Eles Ainda Não Aprenderam (07/07/2015)

Em 1994, aconteceu um triste episódio em São Paulo. O caso da Escola Base foi gravíssimo mas, talvez por colocar no banco dos réus parte importante da imprensa brasileira, que teve atuação abominável na ocasião, vai caindo no esquecimento, gradativamente. Os dirigentes da instituição foram acusados de praticar atos libidinosos com menores. Jornalistas irresponsáveis assumiram como verdade absoluta a culpa daquele dirigentes, antes mesmo que ela fosse comprovada. Foram criminosamente irresponsáveis. Houve um linchamento moral. Mais tarde, foi comprovada a inocência dos acusados. Mas o mal já estava feito. E era irreparável. Os danos causados à imagem da instituição e das pessoas envolvidas não tinha como ser corrigido. Tornou-se uma chaga eterna.

Seus algozes, no entanto, permaneceram impunes. E o que é pior. Parte da imprensa continua cometendo atrocidades. Infelizmente, no Brasil não é comum aprender com erros anteriores. Parte da imprensa continua sensacionalista, covarde, hipócrita e irresponsável.

Trazendo o assunto para o Fluminense, que é a razão desse espaço, o clube sofreu dois linchamentos morais injustos nos últimos anos. O primeiro aconteceu em 1997 e o outro no final de 2013. Em ambos a instituição era inocente. Os grandes culpados eram outros. Mas eram outros que a imprensa não queria incomodar. Eram os queridinhos. Mas era preciso culpar alguém. Acharam mais fácil culpar o Fluminense. Por covardia e hipocrisia.

Em 1997, por ocasião do episódio Ivens Mendes - que ficou conhecido como o caso “um zero zero” -, foi comprovado o envolvimento do Corinthians e do Atlético-PR na compra de resultados. As escutas telefônicas comprometedoras foram apresentadas na TV. O curioso é que se pesquisarmos no Google e no Youtube, há fartura de material mostrando que realmente houve falcatrua grave no futebol brasileiro. Mas calma! O envolvido era o Corinthians. Então tem-se que dar um jeito de desviar o assunto. O que deveria ter acontecido? O Corinthians e o Atlético-PR deveriam ter sido automaticamente rebaixados para, pelo menos, a segunda divisão. O que aconteceu? A CBF, sem coragem de rebaixar seu protegido, simplesmente anulou o rebaixamento da competição anterior. Os beneficiados foram o Fluminense e o Bragantino.

A imprensa esportiva da época provocou alguma celeuma contra o Corinthians? Compra de árbitros é algo “meio” grave, não? Que nada! O acusado foi o Fluminense. A pressão da imprensa colocou todo o país contra o clube, num linchamento moral abominável e absolutamente injusto.

Eis que 16 anos depois, acontece algo semelhante. Numa coincidência inacreditável, Flamengo e Portuguesa cometeram o mesmo e raro erro no espaço de tempo inferior a 24 horas. Com a perda de pontos dos dois times, novamente o Fluminense foi o beneficiado. Logo ele, o Cristo preferido pela hipócrita imprensa esportiva deste país. Algum órgão de imprensa se preocupou em investigar a enorme coincidência ocorrida naquelas 24 horas? Não. Mexer com o time de maior torcida não é interessante.
Melhor fazer, com o Fluminense, algo parecido com o que fizeram com a Escola Base. Um linchamento moral.

E agora vemos que o linchamento continua. Justamente a Isto é, publicação também envolvida até o pescoço naquele triste acontecimento dos anos 90, publicou uma charge que ofende a instituição centenária Fluminense Football Club, ainda como alusão ao caso onde o clube estava totalmente correto e ao lado da lei. Aparentemente não aprenderam nada. Mais uma prova do despreparo de sua equipe de profissionais, que deve explicar a atual irrelevância da publicação no cenário nacional, ocupando hoje o segundo, talvez o terceiro time.

Como eu sempre digo, a imprensa é fundamental. Mas a imprensa desonesta é nociva.

A Isto é merece um processo feroz e eu espero que o clube esteja agindo nesse sentido.

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