Colunistas - Cezar Motta

O Patrocínio Máster (22/01/2018)

O amigo Marcelo Lourenço dos Santos me escreve e pergunta, intrigado: “Você não gostou do novo patrocínio máster do Fluminense?” Esclareço: Reconheço que a crise econômica afastou do futebol o dinheiro das empresas, tanto que o maior dos patrocinadores hoje é a Caixa Econômica Federal.

Então, A Valle Express é muito bem-vinda, é artigo raro no mercado, principalmente em um clube tão bombardeado ou simplesmente ignorado pela mídia. Minha crítica é quanto ao uso do anúncio do patrocinador como tentativa de esvaziar o protesto marcado para o dia do jogo contra o Botafogo.

E me expliquei mal. Continuo um severo crítico à forma como o Fluminense vem sendo administrado, com decisões e omissões altamente lesivas ao patrimônio e à imagem pública do clube. Quanto ao patrocínio, vamos dar o crédito a quem investe e demonstra confiança no Fluminense.

Gostaria também que a Frescatto continuasse, porque tem sido um parceiro fiel nos últimos dois anos.

Mas permanecem no ar as perguntas: e o dinheiro pela venda de Wendel? E a grana a que o Flu tem direito pela venda de Diego Souza do Sport para o São Paulo. E o processo contra a Dryworld?

Sem falar nos imensos prejuízos com Scarpa, e as pauladas judiciais que vamos tomar com Cavalieri e Henrique.

Quanto ao time, precisamos desesperadamente de um meia criativo e de pelo menos um atacante inteligente, que saiba se deslocar para receber na hora certa, que tenha presença de área, saiba cabecear e imponha respeito. Pedro não é ruim como boa parte da torcida acha, mas não está pronto.

Quanto ao Ceifador, que seja feliz. Passou a se achar muito maior do que é. Não preenche os requisitos que descrevo no parágrafo anterior, sequer sabe correr com a bola dominada.

Um detalhe sobre o acordo do Fluminense com o Mirassol, que detém parte dos direitos do Dourado: O Flu não precisaria pagar em dinheiro ao clubeco, em caso de troca do Ceifador por outros jogadores. Bastaria ceder parte dos direitos dos que chegassem ao Mirassol. Mas para isso eles não podem vir por empréstimo.

E não entendo por que Abel prefere o Renato Chaves ao Reginaldo. O grandão não é nenhuma maravilha, mas se impõe fisicamente, pode melhorar em vários fundamentos, e não perde bolas pelo alto. O Renato Chaves, ao contrário, não tem a menor ideia sobre o que é colocação em campo e não ganha nada pelo alto.

Gostaria muito que o Flu tivesse alguém que se dedicasse a aperfeiçoar fundamentos de alguns jogadores. Como Cilinho e Telê Santana faziam no São Paulo. Ayrton, Marlon, Reginaldo, Ibañez, Marcos Júnior e Pedro poderiam melhorar bastante e corrigir os defeitos que mostram em campo.

Neste Carioquinha, não dá para esperar nada, principalmente porque seremos sempre prejudicados. Mas dá pra ajustar o time, se o Abel...

Cezar Motta - cezar_motta@uol.com.br


 
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